Aproveita o Dia

de Saul Bellow
Editor: Texto Editores, abril de 2007 ‧
O decadente sedutor Tommy Wilhelm chegou ao dia da verdade e está assustado. Aos quarenta anos, retém uma impetuosidade meio infantil, o que o levou à beira do caos: está separado da mulher e dos filhos, perdeu o emprego de vendedor, não se entende com o seu vaidoso e rico pai, a sua carreira em Hollywood foi um fracasso (um agente de Hollywood classificou-o como "o tipo que perde a rapariga") e a sua situação financeira é péssima. No decorrer de um dia decisivo, durante o qual passa em revista os seus erros passados e descontentamento espiritual, um impostor misterioso e filósofo oferece-lhe um momento glorioso de verdade e compreensão, além de uma última esperança. Saul Bellow foi o único escritor a vencer o National Book Award por três vezes, tendo sido galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1976.

Aproveita o Dia

de Saul Bellow

Propriedade Descrição
ISBN: 9789724734316
Editor: Texto Editores
Data de Lançamento: abril de 2007
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 229 x 5 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 128
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789724734316

Aproveita o Dia

Fernando Castro Gonçalves

Gostei do livro e do desenrolar de todos os dramas, muita coisa junta para uma pessoa que se limitou a viver despreocupadamente e sem objectivos, á deriva e se vê no fim aonde tudo isso o levou. Não gostei do final, entendo que poderia ter outro fim, tem muitas pontas soltas e é algo confuso. Foi o primeiro livro deste autor que li, confesso que gostei apesar do final do mesmo.

"Aproveita o dia", Saul Bellow (Texto Editores)

Júlio Pereira Proença

A minha estreia com Saul Bellow. Diz na contracapa do livro que o autor foi o único escritor a vencer o National Book Award por três vezes, tendo sido galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1976. O livro decorre num dia apenas. A personagem central é um homem de meia idade, divorciado, desempregado e que vive num quarto de um hotel. O pai dele, um médico velho reformado, vive no mesmo hotel, cujos quartos são em grande parte ocupados por residentes permanentes. A personagem central vive um dia alucinante, entre pedidos de dinheiro ao pai, telefonemas da ainda mulher a pedir-lhe dinheiro e perdas na bolsa. Pelo meio, as lembranças do casamento e da separação, do falhanço da relação que se seguiu, a sua carreira fracassada de actor e, finalmente, a perda do emprego. O investimento na bolsa deu-lhe a esperança de pagar as dívidas e de recuperar a auto estima, pelo que a perda foi o fim dos sonhos bem como a confirmação que mais uma vez tinha ignorado os conselhos do pai que, como sempre, tinha razão. O trapaceiro que o aconselha a investir, que se apresenta como médico e que é visivelmente um trapaceiro, termina por, ocasionalmente, ser a voz da razão: "Eis um conselho: não se case com o sofrimento. Há pessoas que fazem isso. Casam com ele, dormem e comem com ele, como se fossem marido e mulher. Se sentem alegria, julgam que estão a praticar adultério".

SOBRE O AUTOR

Saul Bellow

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1976

Escritor norte-americano de etnia judaica, Saul Bellow nasceu a 10 de junho de 1915 em Lachine, nas cercanias de Montreal, no Canadá. Filho de judeus russos que haviam imigrado dois anos antes do seu nascimento, viveu num bairro desfavorecido de Montreal até 1924, altura em que a família se decidiu mudar para Chicago.
A sua mãe faleceu em 1932 mas, apesar do desgosto profundo que sofreu, Saul Bellow conseguiu ser admitido no curso de Literatura Inglesa da Universidade de Chicago. Acabou no entanto por pedir transferência para a Northwestern University , de onde obteve um diploma em Antropologia e Sociologia em 1937.
Matriculou-se depois num curso de pós-graduação na Universidade de Wisconsin, que logo abandonou, casando-se e decidindo tornar-se escritor a tempo inteiro. Na obrigação de sustentar a sua nova família, começou a lecionar na Escola Normal Pestalozzi-Froebel de Chicago em 1938, e aí permaneceu até 1942, iniciando então uma colaboração com o departamento editorial da Enciclopédia Britânica.
No ano de 1944, e no âmbito da entrada dos Estados Unidos da América na Segunda Guerra Mundial, foi destacado para a Marinha Mercante. Não foi destacado para a Marinha de Guerra devido à sua ascendência russa e às simpatias que nutria na época pelos ideais de esquerda.
A vida a bordo proporcionou-lhe o tempo e a disposição necessárias ao retomar da escrita e, assim, publicou nesse mesmo ano de 1944 o seu primeiro romance, The Dangling Man . A obra, em parte autobiográfica, conta a história de um jovem que atravessa uma crise ao saber que vai ser recrutado. Em 1947 foi a vez da segunda, The Victim.
Em 1948 recebeu uma bolsa da Fundação Guggenheim, e partiu para a Europa, passando cerca de dois anos em Paris. Aí compôs The Adventures Of Augie March (1953), que lhe valeu o National Book Award no ano seguinte ao da sua publicação.
O seu sucesso como romancista foi continuado com obras como Seize The Day (1956) e Herzog (1964), relato das desventuras de Moses Herzog, um intelectual judeu que enlouquece e que, para sobreviver às suas tendências suicidas, escreve cartas a Deus e a filósofos desaparecidos. No ano de 1976 recebeu o Prémio Pulitzer na categoria de Ficção pela publicação de Humboldt's Gift (1975), romance em que descreve o percurso de um escritor de sucesso, Charlie Citrine, a quem falta talento. Nesse ano de 1976 foi também galardoado com o Prémio Nobel da Literatura.
Faleceu a 5 de abril de 2005, na sua residência em Massachussetts, aos 89 anos.

Saul Bellow. In Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2011.

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