SINOPSE
Num sublime manifesto - pleno de humor e amor -, o filósofo Michel Serres, de 87 anos, insurge-se contra os Velhos Ranzinzas - anciãos e rezingões - que nos impedem de olhar para o futuro com esperança. Afinal, era melhor antes? O autor, testemunha de outro tempo, não tem dúvidas em responder com um rotundo «não»: «A diferença entre o mundo em que vivemos antes e o de hoje é espectacular. Setenta anos de paz, isso nunca aconteceu. A esperança média de vida de oitenta anos, isso nunca aconteceu. Os camponeses representam apenas três por cento da humanidade, isso nunca aconteceu. Se exagerar um pouco, podemos dizer que é o fim do Neolítico.»
Michel Serres não esquece a guerra que marcou a sua infância e juventude, as doenças, a falta de higiene, o trabalho árduo e as dores nas costas, a lentidão dos transportes e das comunicações, a condição das mulheres… Uma brilhante análise e comparação do tempo dos nossos avós com a actualidade.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789897023934 |
| Editor: | Editora Guerra & Paz |
| Data de Lançamento: | maio de 2018 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 152 x 201 x 7 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 104 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
História
>
História em Geral
|
| EAN: | 9789897023934 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Excelente leitura
Norberto Manso
“Antes é que era bom!” é um interessantíssimo livro de Michel Serres, (Guerra e Paz Editores, Maio de 2018). Lê-se depressa (100 páginas) e com muita alegria, tal o sentido de humor (e de amor!) do autor; cheguei a soltar a gargalhada. É um enorme prazer ler textos bem escritos, com ritmo, alegria discursiva; textos sérios e rigorosos servidos com a simplicidade típica dos sábios que sabem do que falam. “Michel Serres não esquece a guerra que marcou a sua infância e juventude, as doenças, a falta de higiene, o trabalho árduo e as dores nas costas, a lentidão dos transportes e das comunicações, a condição das mulheres… Uma brilhante análise e comparação do tempo dos nossos avós com a actualidade.” Dizem os editores e eu subscrevo. “Antes, de guerra ou de doença, de miséria ou de sofrimento, morria-se mais novo, era muito melhor. Porquê? Melhor, porque em média, os conjuges juravam fidelidade por apenas cinco anos no momento do casamento, ao passo que hoje a estatística diz que a afirmam por sessenta e cinco anos: inferno!” (pág. 54-55) Norberto Manso
Um excelente ensaio
Nuno Martins Ferreira
Este livro é uma excelente oportunidade para refletirmos acerca do progresso da sociedade contemporânea, no preciso contraponto com os séculos anteriores. O autor, filósofo francês, do alto dos seus 87 anos, puxa o filme atrás da sua vida para, entrecruzando exemplos na primeira pessoa com números e factos relacionados com as sociedades ao longo dos tempos, oferece-nos uma visão da vantagem de vivermos neste (nosso) tempo. O tom é de questionamento (para onde caminhamos quando o virtual se sobrepõe ao real?) mas é igualmente de afirmação através das conquistas que o século XX, sobretudo no mundo pós-1945, oferece ao comum cidadão. Talvez este livro possa ser um bom ponto de partida para uma discussão em torno do famigerado (e talvez sobrevalorizado) conflito de gerações.
Interessante
Ana Cláudia
Belíssima comparação da visão do mundo de diferentes gerações. Uma escrita muito característica, interessante e envolvente que nos faz pensar também.
Um retrato inteligente e bom humorado do diálogo entre gerações
António Eliseu
De quem já viveu o tempo suficiente para reconhecer, contrariando algum saudosismo, que a evolução da Europa, em paz e tecnologicamente avançada, é a todos os títulos notável, mas ao mesmo tempo alertando para alguns aspectos preocupantes que a vida quotidiana de hoje em dia podem potenciar algum retrocesso no relacionamento solidário entre as pessoas.
ensaio certeiro e com sentido de humor elegante
Miguel
Todos lembramos, diretamente ou por convivência com familiares e amigos, tempos mais ou menos passados, e que temos tendência para considerar saudosamente como “bons velhos tempos”. Inesperadamente um filósofo/historiados de 87 anos desmonta muitos dos mitos sobre este saudosismo do “antigamente”. Numa rajada de assuntos (da política à sociedade pública e privada) aflorados levemente mas de forma pragmática, numa espécie de conversa entre um velho Ranzinza e uma moderna Polegarzinha (a jovem atual que considera ter o mundo nos dedos e um telemóvel). Mas o mundo não é a preto e branco, o ranzinza não tem razão, mas a polegarzinha não tem a felicidade mais garantida do que ele teve.
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