Abahn Sabana David

de Marguerite Duras
Editor: Difel, abril de 2001 ‧

Em Abahn Sabana David os personagens estão fechados dentro de uma casa e lá fora parece não existir nada além de morte, solidão e desespero. Era um dos textos preferidos de Marguerite Duras. É talvez o mais violento e o mais difícil – por vezes, no limite da inteligibilidade.
Tem poucas páginas. E, no entanto, não precisa de ter mais para a autora dizer o que há para ser dito sobre o comunismo, os campos de concentração, a II Guerra, a Utopia e a Revolução. Lá fora é Staadt, quer dizer Auchstaadt, quer dizer S. Thala – os seus leitores sabem o que isso significa.
Abahn Sabana David é também um filme, Jaune le Soleil.
Esteve para se chamar L’Écriture Bleue. E, como ela disse, é um poema.

É uma narrativa seca e árida. Uma simples análise lexical comprovaria a suspeita que a leitura levanta: um vocabulário rarefeito intensificando a rarefacção dos acontecimentos, que são de um imobilismo perturbador. Escrita em 1970, é uma das preferidas de Marguerite Duras (...) Um «ajuste de contas» com os males que enfermam o mundo.
João Ricardo Mendonça in Cartaz (Expresso) em 27 de Outubro de 2001

Em 1970, Duras escreveu este livro. Como se lê na contracapa da presente edição «talvez o mais violento e o mais difícil - por vezes, no limite da inteligibilidade». Um texto estranho e duro mas, como todos os seus livros, impossível de largar.
Emília Ferreira in DNa em 9 Março de 2002

Este é um dos textos preferidos da autora (...) As personagens estão fechadas dentro de uma casa e lá fora parece não existir nada além da morte, solidão e desespero; modo de ela dizer sobre o Comunismo, os campos de concentração, a II Guerra, a Utopia e a Revolução.
in JL em 26 de Dezembro de 2001

No espaço de uma casa abandonada, várias personagens dialogam sumariamente. Um texto complexo e belo que nos relembra a perenidade da obra de Marguerite Duras (...) Diríamos que este é daqueles textos para ler devagar, muito devagar, hesitando em cada frase, tocando-lhe os sons, a sonoridade, a melodia; relendo-o, degustando-o. Como um poema? Sim. Como um poema (...) «Abahn Sabana David não é um livro crítico, é uma construção política. Uma palavra lógica, construtiva, não militante, uma demonstração da ineficácia da militância política. Demorei quatro ou cinco vezes mais a escrever este livro», Marguerite Duras, em 1972, dixit.
Dóris Graça Dias in Mil Folhas (Público) em 19 de Janeiro de 2002

Abahn Sabana David

de Marguerite Duras

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722905534
Editor: Difel
Data de Lançamento: abril de 2001
Idioma: Português
Dimensões: 0 x 0 x 167 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 120
Tipo de produto: Livro
Coleção: Literatura Estrangeira
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722905534
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Marguerite Duras

Escritora, cineasta e dramaturga, Marguerite Duras (Marguerite Donnadieu) nasceu no Vietname em 1914 e morreu em 1996, em França. Foi uma das mais relevantes escritoras francesas da segunda metade do século XX. A sua obra, habitada por personagens em busca de amor até aos limites da loucura ou do crime, foi visceralmente marcada pela juventude passada na Indochina. Entre os seus muitos livros, como A Dor, Uma Barragem contra o Pacífico, Moderato Cantabile, para mencionar apenas alguns, o seu romance autobiográfico O Amante foi adaptado ao cinema. Marguerite Duras também assinou o argumento do filme Hiroshima, Meu Amor, levado à tela por Alain Resnais.

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