SINOPSE
EXCERTOS
"O Richard era um homem fascinante. Tinha mãos de cardíaco e pés de barro, mas eu amava-o com a certeza de que seria o último homem da minha vida. Porque me fazia rir. Porque me desejava às horas mais absurdas do dia, entre parágrafos. Porque vivia em desespero constante e eu achava que podia salvá-lo. Porque usava camisas cor-de-laranja, roxas e encarnadas e calçava meias de cores diferentes. Porque foi hippy, teve aulas de ballet, foi actor, operário das obras, jornalista, alcoólico, desregrado. Porque me levou aos extremos e me obrigou a sair de dentro de mim mesma."
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789895551187 |
| Editor: | Oficina do Livro |
| Data de Lançamento: | maio de 2005 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 148 x 230 x 13 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 246 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789895551187 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
Bom
AV
Gostei imenso deste romance, ainda mais sendo de uma autora portuguesa. Escrita simples, mas que nos motiva a prosseguir na leitura com entusiasmo. Recomendo!
Apesar de tudo, ler!
Livromente
Bom, confesso que senti alguma dificuldade em classificar este livro. Não foi uma leitura que me tenha arrebatado, é um facto. O que me causou algum desinteresse foi talvez a escrita, feita em jeito de narrativa na voz de Ana, banal. Uma pessoa a contar num certo ritmo e com poucos diálogos pelo meio, onde descreve vários episódios da sua vida, vulgares, uns mais que outros, mas essa foi a sensação que tive. A dada altura achei que faltava mesmo um pico de adrenalina, algo de efectivamente interessante. Ana é uma tradutora que decide arriscar a sua sorte em Londres. Conhece Richard, um escritor mais velho e não muito bem-sucedido, que se apaixona por ela ao mesmo tempo que censura a sua juventude naquela relação, com picos de humor e de amor, uma relação absolutamente desequilibrada. Tem dois filhos e um divórcio litigioso, incluindo uma ligação bastante sórdida (absolutamente imoral na realidade) com a filha de sete anos, que a autora descreve (e continuo sem perceber porquê e em que contexto) com um misto de repugnância e medo do desconhecido. A vida de Ana sofre muitos altos e baixos, muitas incertezas e um regresso inesperado a Lisboa traz-lhe a maior reviravolta da sua vida. Na recta final da leitura senti os olhos a lacrimejar e eu nem sou muito lamechas, mas na realidade a tristeza e solidão que Ana sentiu foram transmitidas na perfeição e em especial o motivo, tocou-me pessoalmente. Fiquei a pensar se será autobiográfico dado o trajecto da própria autora, não consegui confirmação de que assim seja. Em resumo, fiquei contente de ter lido e conhecido esta história, mesmo considerando que despertou alguns sentimentos contraditórios.
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