A Vida Sem Ti

de Tânia Ganho
Editor: Oficina do Livro, maio de 2005 ‧
Ana tem 27 anos, uma colecção de namorados e uma total falta de vocação para casar e ter filhos. Mas quando conhece Richard, um homem vinte e um anos mais velho, divorciado e com dois filhos pequenos, não hesita em fazer as malas e mudar-se para Londres, convicta de que encontrou o amor da sua vida. Para trás deixa um emprego na Universidade, a família que adora e, acima de tudo, a sua independência. Chegada a Inglaterra, descobre que a vida a dois não é a aventura que esperava e que ser mãe dos filhos dos outros não é simplesmente brincar às casinhas. Uma tragédia vem pôr fim aos seus pequenos dramas diários e mostrar que todos escondemos terríveis segredos.

"O Richard era um homem fascinante. Tinha mãos de cardíaco e pés de barro, mas eu amava-o com a certeza de que seria o último homem da minha vida. Porque me fazia rir. Porque me desejava às horas mais absurdas do dia, entre parágrafos. Porque vivia em desespero constante e eu achava que podia salvá-lo. Porque usava camisas cor-de-laranja, roxas e encarnadas e calçava meias de cores diferentes. Porque foi hippy, teve aulas de ballet, foi actor, operário das obras, jornalista, alcoólico, desregrado. Porque me levou aos extremos e me obrigou a sair de dentro de mim mesma."

A Vida Sem Ti

de Tânia Ganho

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895551187
Editor: Oficina do Livro
Data de Lançamento: maio de 2005
Idioma: Português
Dimensões: 148 x 230 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 246
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789895551187
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Bom

AV

Gostei imenso deste romance, ainda mais sendo de uma autora portuguesa. Escrita simples, mas que nos motiva a prosseguir na leitura com entusiasmo. Recomendo!

Apesar de tudo, ler!

Livromente

Bom, confesso que senti alguma dificuldade em classificar este livro. Não foi uma leitura que me tenha arrebatado, é um facto. O que me causou algum desinteresse foi talvez a escrita, feita em jeito de narrativa na voz de Ana, banal. Uma pessoa a contar num certo ritmo e com poucos diálogos pelo meio, onde descreve vários episódios da sua vida, vulgares, uns mais que outros, mas essa foi a sensação que tive. A dada altura achei que faltava mesmo um pico de adrenalina, algo de efectivamente interessante. Ana é uma tradutora que decide arriscar a sua sorte em Londres. Conhece Richard, um escritor mais velho e não muito bem-sucedido, que se apaixona por ela ao mesmo tempo que censura a sua juventude naquela relação, com picos de humor e de amor, uma relação absolutamente desequilibrada. Tem dois filhos e um divórcio litigioso, incluindo uma ligação bastante sórdida (absolutamente imoral na realidade) com a filha de sete anos, que a autora descreve (e continuo sem perceber porquê e em que contexto) com um misto de repugnância e medo do desconhecido. A vida de Ana sofre muitos altos e baixos, muitas incertezas e um regresso inesperado a Lisboa traz-lhe a maior reviravolta da sua vida. Na recta final da leitura senti os olhos a lacrimejar e eu nem sou muito lamechas, mas na realidade a tristeza e solidão que Ana sentiu foram transmitidas na perfeição e em especial o motivo, tocou-me pessoalmente. Fiquei a pensar se será autobiográfico dado o trajecto da própria autora, não consegui confirmação de que assim seja. Em resumo, fiquei contente de ter lido e conhecido esta história, mesmo considerando que despertou alguns sentimentos contraditórios.

SOBRE O AUTOR

Tânia Ganho

Tânia Ganho nasceu em 1973, em Coimbra. Dedica-se à tradução literária há mais de vinte anos, tendo traduzido autores como Amor Towles, Annie Ernaux, Chimamanda Adichie, Elizabeth Strout, Hervé Le Tellier, Leila Slimani, Maya Angelou, Siri Hustvedt, Toni Morrison e Yukio Mishima, entre muitos outros. É autora do romance Apneia. O Meu Pai Voava é o seu primeiro livro de memórias.

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