A Vida Imortal de Henrietta Lacks

de Rebecca Skloot
Editor: Casa das Letras, maio de 2011 ‧
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O seu nome era Henrietta Lacks, mas os cientistas conhecem-na como HeLa. Era uma pobre assalariada numa plantação de tabaco, trabalhando a mesma terra do que os seus antepassados escravos. Mas as suas células - retiradas sem o seu conhecimento - tornaram-se numa das ferramentas mais importantes na Medicina: as primeiras células humanas «imortais» da ciência. Ainda estão vivas hoje, embora Henrietta tenha morrido há mais de sessenta anos. As células HeLa foram vitais para o desenvolvimento da vacina contra a poliomielite; contribuíram para os avanços médicos em relação ao cancro, aos vírus e aos efeitos da bomba atómica; ajudaram nas descobertas médicas importantes, como a fertilização in vitro, clonagem e mapeamento de genes; e, consequentemente, foram compradas e vendidas através de contratos multimilionários. No entanto, Henrietta Lacks permanece praticamente desconhecida.

Neste livro Rebecca Skloot conduz-nos numa extraordinária viagem, começando pela ala «de cor», do Johns Hopkins Hospital, em 1950, até aos grandes laboratórios cheios de células HeLa. A família de Henrietta não sabia da sua «imortalidade» e, embora as suas células tenham lançado uma indústria multimilionária, nunca viram um tostão. Como Rebecca Skloot tão brilhantemente mostra, a história da família Lacks está indissoluvelmente ligada à história da ciência, ao nascimento da bioética, e às infindáveis batalhas jurídicas sobre se podemos controlar as coisas de que somos feitos.

A Vida Imortal de Henrietta Lacks

de Rebecca Skloot

Propriedade Descrição
ISBN: 9789724620213
Editor: Casa das Letras
Data de Lançamento: maio de 2011
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 234 x 26 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 416
Tipo de produto: Livro
Coleção: Memórias
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Biografias
EAN: 9789724620213

Um livro apaixonante

Vanessa Mendes

Um livro apaixonante sobre a forma como uma mulher, mais concretamente as suas células, mudou o rumo da ciência e das nossas vidas. A escrita é clara e são explicados factos científicos de forma compreensível. Um livro que retrata de forma sincera a vida daquela mulher e da sua família.

Um livro a recomendar

Maria Sousa

Numa linguagem simples, a autora consegue transportar o leitor para a década de 50 descrevendo os primórdios da cultura in vitro, os erros que foram cometidos, a importância da ética e sociedade na ciência, onde o cérebro e o coração necessitam de igual medida. Debruça-se essencialmente na vida e ignorância até aos dias de hoje da família da primeira dadora (bem sucedida) de células para cultura em laboratório. Acessível a qualquer leitor, independentemente do seu conhecimento académico sobre a biologia celular.

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V.

Numa linguagem clara, a autora leva-nos a viajar pelo mundo da investigação científica e da relação entre sociedade e cientistas. A história desta família comove-nos e leva-nos a reflectir sobre os limites da ciência e da medicina. A não perder...

SOBRE O AUTOR

Rebecca Skloot

Rebecca Skloot é investigadora e escritora premiada de Ciência, com trabalhos publicados na New York Times Magazine, O, The Oprah Magazine, Discover, Prevention, Glamour, entre muitas outras publicações. Trabalhou como correspondente dos programas Radiolab da NPR e NOVAscienceNOW da PBS. É a editora convidada da revista Popular Science e da antologia The Best American Science Writing 2011. O seu trabalho tem sido publicado em várias antologias, incluindo The Best Creative Nonfiction. Antiga vice-presidente do National Book Critics Circle, leccionou escrita criativa de não ficção e jornalismo científico nas universidades de Memphis, Pittsburgh e Nova Iorque. Vive em Chicago e A Vida Imortal de Henrietta Lacks é o seu primeiro livro, que está a ser traduzido para mais de vinte línguas, e será adaptado para cinema numa produção de Oprah Winfrey e Alan Ball.

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