À Sombra da Memória

de Eugénio de Andrade
Editor: Quasi Edições, dezembro de 2008 ‧
"Sou um homem com vocação para escutar. Vocação e paciência: fixa, imóvel, atenta ao rumor da luz, do coração batendo, ou simplesmente das palavras, quando se juntam para acasalar. Rumores que atravessam a nossa vida, se perdem na memória, regressam com as cabras, o focinho húmido dos primeiros orvalhos. Alguns desses rumores andam connosco desde menino, acabam perdidos num olhar, morrem à míngua de música. Rumores do azul fremente da sombra, dos cães ladrando no adro; rumor da chuva, os pingos grossos pressentindo a agonia das cigarras e do verão sobre as oliveiras; rumor do sol entrando pelo quarto, gatinhando até à cama."

« Este volume é interessante como geografia sentimental de Eugénio, e mostra além disso que a sua estética na prosa é em tudo semelhante à sua estética na poesia [...] Se a poesia é para Eugénio um ofício de exactidão, a prosa não é diferente. Ele conta que Braque disse “amo a regra que corrige a emoção” e que mais tarde emendou para “amo a emoção que corrige a regra”. É este equilíbrio entre emoção e regra que o poeta procura, mesmo na prosa. E se a paisagem física é um motivo, a paisagem humana não é menos importante. “À Sombra da Memória é também um retrato de amigos e “ut pictura poesis” abundam os pintores (a visita ao ateliê de Resende é um momento alto).»
Pedro Mexia, Público

À Sombra da Memória

de Eugénio de Andrade

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895523962
Editor: Quasi Edições
Data de Lançamento: dezembro de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 145 x 194 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 156
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789895523962

SOBRE O AUTOR

Eugénio de Andrade

Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas, nasceu a 19 de janeiro de 1923 no Fundão. Manteve sempre uma postura de independência relativamente aos vários movimentos literários com que a sua obra coexistiu ao longo de mais de cinquenta anos de atividade poética. Revelou-se em 1948, com As Mãos e os Frutos, a que se seguiria, em 1950, Os Amantes sem Dinheiro. Os seus livros foram traduzidos em muitos países e ao longo da sua vida foi distinguido com inúmeros prémios, entre eles o Prémio Camões, em 2001. Morreu a 13 de junho de 2005 no Porto, cidade que o acolheu mais de metade da sua vida.

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