A Obra de Arte do Futuro

de Richard Wagner
Editor: Antígona, abril de 2003 ‧
Em "A Obra de Arte do Futuro", música e poesia são antes de mais – e lado a lado com a dança – expressão do corpo, de um corpo total, não especializado, não desarticulado.
Com esta concepção do corpo radicalmente determinada pela ideia de performatividade, Wagner procede a uma sensível deslocação da tradicional correlação entre os sentidos e as artes, e, consequentemente, do desenho e da compreensão do sistema das artes. Richard Wagner deseja criar um modelo ideal das artes, que é ao mesmo tempo um modelo ideal de compreensão do homem, uma unidade em que o indivíduo e a sociedade se encontram na força do impulso artístico, da pulsão a um tempo destrutiva e criativa.
O futuro será então a supressão da individualidade, e, juntamente com esta, a supressão do tempo, a «reabsorção» do tempo na obra de arte.

A Obra de Arte do Futuro

de Richard Wagner

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726081630
Editor: Antígona
Data de Lançamento: abril de 2003
Idioma: Português
Dimensões: 128 x 208 x 24 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 272
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Arte > Estética
EAN: 9789726081630
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Indispensável para os amantes das coisas Belas!

José Vieira

Richard Wagner vem comprovar, neste seu ensaio escrito em 1849, que, para além de ser um dos mais controversos compositores e génios do século XIX e de todos os tempos, é um sujeito atento, tendo sido capaz de perspectivar aquilo que seria, não só o Modernismo Europeu, mas também o sujeito fragmentado desses Grandes movimentos que ainda hoje influenciam o Homem: o Romantismo, o Modernismo e o Post-Modernismo. O sujeito wagneriano é reflexo de toda uma estética totalizante que é, ao mesmo tempo, desmultiplicada. Um exemplo disso, ainda que não saibamos se Pessoa terá, ou não, lido este ensaio, é a sua galáxia heteronímia, mais precisamente por meio de Álvaro de Campos, que triunfalmente gritar querer sentir "tudo de todas as maneiras", parecendo denotar o que seria esse sujeito que busca o Absoluto na Arte e na Vida. Um livro incontornável para os amantes das coisas belas!

Muito bom

Ana Bastos

Um bom manual para o músico e não só! Wagner, como um dos expoentes máximos da música clássica, deve ser lido. Aconselho.

SOBRE O AUTOR

Richard Wagner

Richard Wagner foi um dos compositores e dramaturgos mais influentes da história da música ocidental, nascido a 22 de maio de 1813 em Leipzig, Alemanha, e falecido a 13 de fevereiro de 1883 em Veneza, Itália. Wagner é amplamente reconhecido por ter transformado a ópera, desenvolvendo um novo conceito de drama musical que ele chamou de "Gesamtkunstwerk" (obra de arte total), onde música, poesia, e cenografia se unem para criar uma experiência estética completa.

Wagner começou a sua carreira musical ainda jovem, estudando composição e regência. No entanto, foi durante os seus anos em Paris e posteriormente em Dresden que ele começou a formular as ideias que definiriam o seu estilo. A sua obra inicial inclui óperas como Rienzi (1842) e Der fliegende Holländer (1843), que já mostram a sua inclinação para temas mitológicos e dramáticos.

A obra-prima de Wagner, no entanto, é o ciclo de quatro óperas conhecido como Der Ring des Nibelungen (O Anel do Nibelungo), composto entre 1848 e 1874. Este ciclo monumental, que inclui as óperas Das Rheingold, Die Walküre, Siegfried e Götterdämmerung, é uma das realizações mais ambiciosas da história da música, explorando temas como o poder, a destruição, e a redenção, através de uma narrativa complexa inspirada na mitologia nórdica e germânica.

Wagner também é conhecido pela ópera Tristan und Isolde (1865), uma obra que revolucionou a harmonia musical e é frequentemente vista como um precursor do modernismo na música. A utilização inovadora de dissonâncias e cromatismo em Tristan und Isolde influenciou profundamente os compositores que vieram depois dele.

A relação de Wagner com a política e a sociedade também foi complexa e controversa. Ele era conhecido pelas suas visões nacionalistas e antissemitas, o que gerou controvérsia tanto durante a sua vida quanto após a sua morte. Essas visões, juntamente com a admiração que Adolf Hitler tinha pela sua música, mancharam a sua reputação, mas a sua influência na música e na ópera é inegável.

Wagner também desempenhou um papel crucial no desenvolvimento da arquitetura de teatros de ópera, com a construção do Teatro de Bayreuth, especificamente desenhado para a encenação das suas obras. O Festival de Bayreuth, que ainda hoje se realiza, é dedicado à apresentação das suas óperas e é um dos eventos mais prestigiados do mundo da música clássica.

O legado de Richard Wagner é vasto e multifacetado. Enquanto as suas visões pessoais geram controvérsia, a sua contribuição para a música, especialmente para a ópera, permanece uma das mais significativas na história da arte. As suas inovações no uso da orquestra, na harmonia, e na integração das artes continuaram a influenciar a música clássica e a cultura em geral muito além de sua morte.

(ver mais)

DO MESMO AUTOR

QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU