SINOPSE
Considerado um dos mais significativos representantes da literatura cubana actual, Leonardo Padura regressa com A Neblina do Passado ao convívio com o detective Mario Conde e à crónica literária da vida quotidiana em Cuba. Mas este romance é também uma viagem à vida nocturna e à música da Havana dos anos 50, ao mundo dos livros, e uma espécie de descida ao Inferno do submundo da capital cubana.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
« "A Neblina do Passado" tem como pano de fundo a realidade cubana, por vezes fantasmática e trágica, mas aqui confinada aos difíceis anos 90, quando a crise económica fez alastrar a fome. [...] A escrita de Padura assemelha-se a uma deliciosa e sedutora dança caribenha de palavras, capazes de dar corpo às mais belas e poderosas ficções.»
Vítor Quelhas, Expresso
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789892300252 |
| Editor: | Edições Asa |
| Data de Lançamento: | fevereiro de 2008 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 152 x 234 x 21 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 320 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789892300252 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Literatura no seu melhor
Paula Tavares
Padura e a personagem Conde e toda a sociedade cubana retratada de uma forma maravilhosamente real, divertida e por vezes dolorosa. Adorei. E viva Cuba!
O despojamento da utopia
Fernando Z. Flores
"Neblina do Passado", tal como outros livros de Padura, é muito mais que um policial. Aliás, não é um policial. Um policial em Cuba? Em Havana ? Não faz sentido. O que Padura faz nos seus belíssimos textos, é o despojamento da utopia, da grande utopia do século XX, para a recriar sem mácula, sem retorno sob a decadente patine de Havana. Padura dá-nos também um grande lição de humildade, de orgulho e de saber viver. Curiosamente, Padura é talvez o último escritor da marginalidade da vida, da cumplicidade, sempre solidária, por isso utópica. Leiam "O Homem que gostava de cães" e perceberão melhor o que Padura sempre nos quis dizer..
A Neblina do Passado
Eva Laginha
Desde os tempos da minha juventude que leio policiais. Não conhecia Leonardo Padura, nem a sua criação da figura de Mario Conde. Como nunca é tarde para aprender, estendi-lhe a mão e ele apresentou-se-me. É com esta personagem, que adora livros e tem o sonho de ser escritor, que o autor constrói uma história que não é meramente um texto policial com suspense q.b.; é muito mais do que isso, pois o estilo adoptado na elaboração da ação e na apresentação da intriga afasta-o das características mais lineares e tradicionais das “histórias de polícias e ladrões”. Os factos tiveram lugar em Cuba a partir dos finais da década de 50 do século passado e, quem lê, acompanha a investigação que Conde, um ex-polícia, acaba por levar a cabo pelo passado, numa viagem pela História da ilha, no antes e depois da revolução. Num papel que simultaneamente vai englobar a vertente investigativa e a da venda e compra de livros, sua atual profissão, Conde vai tentar desenterrar um segredo perdido na neblina do passado, acicatado por uma premonição que lhe pressiona a alma. O final é-nos “escondido”, quase até ao fim, de uma maneira magistral e torna toda a trama clara, acessível e plausível. O texto é rico em detalhes e pormenores que caracterizam e retratam uma época alargada da vida cubana que implicitamente se critica, sem que, por outro lado, se consiga acreditar num futuro prometedor e credível. É uma boa história, interessante e compulsiva, escrita com conhecimento e talento.
O Sentir de Havana
Anabela Ramos Ferreira
Leonardo Padura consegue tal como noutros romances policiais fazer-nos viver a verdadeira Havana, não a turistica, mas tudo aquilo que acontece na realidade, o desalento, as dificuldades e as tramas constantes. Lava-nos a ser cubanos, mostrando todo o território como se estivéssemos de facto lá. è surpreendente como um romance sobre o tempo recente nos faz viver um acontecimento que parece saído dos anos 50. Assim é Cuba, Havana. Faz sentir um passado-presente real, e nesse presente-passado consegue embrenhar-nos num ainda mais passado de Havana como se esta tivesse parado no tempo. Mais um policial extraordinário, impossóvel parar de ler.
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