A Musa Irregular

Livro 1

de Fernando Assis Pacheco

editor: Edições Asa
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Meu Caro Fernando e Poeta,

Li ontem à noite e hoje de manhãzinha, de um fôlego, a sua lira. Deu-me um prazer imenso, intenso – mas não tenso, penso –, um prazer gozado como aquele que dá uma gostosa, luminosa e instrutiva conversa.
E a poesia, se não for sobretudo isso (uma conversa) – lembrava-o o Eliot, veja lá! – não chega bem a ser coisa nenhuma. Você fala de quase tudo quanto, na vida, é importante e fala, tornando-o, para nós, também importante. É que, às vezes, esquecemo-nos, e é ao poeta que compete reacender-nos a lembrança.
Por outro lado, V. torna-nos, sem violência, de masinho, habitantes da sua paróquia de assombros, amores, guerra, paz, aprendizagens, revelações, desapontamentos, medos, premonições e amizades (fiz-me assim amigo do falecido padre seu amigo, com quem V. falava de poesia). V. gosta da língua, das palavras (e da malícia que elas têm), mas gosta ainda mais daquilo para que elas servem.
E assim é que é – digam o que disserem os “souteneurs” de sifilíticas hipóteses que a maturidade não confirma.

Eugénio Lisboa, JL, 17.9.91

A Musa Irregular

de Fernando Assis Pacheco

ISBN: 9789724117072
Editor: Edições Asa
Idioma: Português
Dimensões: 130 x 200 x 20 mm
Páginas: 210
Tipo de produto: Livro
Coleção: Finisterra
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789724117072
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
Fernando Assis Pacheco

Fernando Assis Pacheco (1937-1995) nasceu em Coimbra, cidade onde se licenciou em Filologia Germânica e onde viveu até iniciar o serviço militar, em 1961. na juventude, foi actor de teatro e redactor da revista Vértice. cumpriu parte do serviço militar em Portugal, tendo seguido como expedicionário para Angola, onde esteve até 1965. nunca conheceu outra profissão que não fosse o jornalismo: deixou a sua marca de grande repórter no Diário de Lisboa, na República, no Jornal de Letras, Artes e Ideias, no Musicalíssimo e no Se7e, onde foi diretor-adjunto. Foi também redator e chefe de redação de O Jornal, semanário onde durante dez anos exerceu crítica literária, e colaborador da RTP. Cuidar dos Vivos (1963) foi o seu livro de estreia. Entre os demais livros que publicou, encontram-se Variações em SousaWalt e Trabalhos e Paixões de Benito Prada. A Musa Irregular – Edição aumentada reúne toda a sua produção poética, e inclui vários inéditos. Assis Pacheco traduziu para português Pablo Neruda e Gabriel García Márquez. Morreu a 30 de novembro de 1995, à porta de uma livraria.

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