A Mulher do Chapéu de Palha

de Graça Pina de Morais
Editor: Antígona, abril de 2000 ‧
Quando a política estava na ordem do dia, uma mulher nem nova nem velha sai de casa para ir à praia. À luz clara da manhã, rememora a sua vida. «O que poderá ter para mim ainda um sentido?», interroga-se na viagem de eléctrico que a leva de Leça ao mercado de Matosinhos. Aí, um vendedor apregoa por um funil de lata um xarope para todos os males. No regresso, a nortada da tarde vai desagregando a seus olhos a limpidez que a manhã revelara no mar nas ruas e nas gentes. Outras impressões e devaneios infrutíferos a acompanham. Fantasia-se a viajar aos confins do universo correndo risco de vida para levar consigo esta pergunta: «por que motivo os seres humanos se brutalizam uns aos outros?» Conto de recorte autobiográfico ou alegoria sobre a acção humana no mundo A Mulher do Chapéu de Palha constrói uma perturbadora imagem da dilaceração do sujeito.

A Mulher do Chapéu de Palha

de Graça Pina de Morais

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726081180
Editor: Antígona
Data de Lançamento: abril de 2000
Idioma: Português
Dimensões: 128 x 206 x 5 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 48
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789726081180
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Graça Pina de Morais

Graça Pina de Morais (1929-1992) nasceu no Porto e cresceu no Douro e em França, onde o pai, escritor e contestatário, foi obrigado a exilar-se. Médica de profissão, cedo abraçou a sua veia literária, publicando os primeiros contos em 1955 e afirmando-se com o romance A Origem (Antígona, 1991) e o premiado Jerónimo e Eulália (Antígona, 2000). Publicaria ainda livros de contos e uma peça de teatro. Íntima de um restrito grupo de escritores em que se incluía Bernardo Santareno, o seu carácter simultaneamente tímido e orgulhoso manteve-a apartada dos grandes círculos das Letras – e da celebridade. Legou-nos um acutilante retrato do Portugal de meados do século XX, da lonjura das paisagens do Douro à claustrofobia dos apartamentos lisboetas, dos consultórios médicos aos salões da sociedade burguesa, cujas figuras submeteu sem pudor ao «subtilíssimo sismógrafo» com que intuía os seus mais profundos instintos.

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