A Identidade Nacional

Livro 1

de José Mattoso
Editor: Gradiva, abril de 1998 ‧

A análise do processo por meio do qual se verifica historicamente a identidade nacional mostra claramente que ele é inseparável da sua própria percepção colectiva.

Ou melhor, entre o momento em que Afonso Henriques se apropria do poder sobre o condado portucalense até àquele em que a população de Lisboa e do Porto se manifesta contra a Inglaterra em nome dos interesses da Pátria, vai um longo caminho, através do qual se vai formando a consciência de pertença ao colectivo nacional. O processo tem um ponto de partida meramente político: a apropriação do poder por um chefe com uma autoridade própria sobre um conjunto de homens; tem um ponto de chegada que já não se pode classificar como meramente político, mas que se situa no domínio dos fenómenos de sociologia ou da psicologia social.

A Identidade Nacional

de José Mattoso

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726626046
Editor: Gradiva
Data de Lançamento: abril de 1998
Idioma: Português
Dimensões: 112 x 179 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 114
Tipo de produto: Livro
Coleção: Cadernos Democráticos
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789726626046
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

José Mattoso

José Mattoso (Leiria, 22 de janeiro de 1933 – 8 de julho de 2023). Historiador especializado na história das ordens religiosas e da aristocracia nos séculos X a XIII. Autor da obra Identificação de um país (1985), e de várias coletâneas de estudos medievais, entre as quais A nobreza medieval portuguesa (1982), O reino dos mortos na Idade Média (1996), Naquele tempo (2009) e ainda D. Afonso Henriques (2006). Estes e outros estudos foram reunidos nas suas Obras Completas, editadas pelo Círculo de Leitores em 2001-2002. Dirigiu várias obras coletivas (História de Portugal, 1993-1994; História da vida privada em Portugal, 2010-2011; Património de origem portuguesa no mundo, 2010). Recebeu o Prémio Alfredo Pimenta em 1985 e o Prémio Pessoa em 1987. Foi diretor da Torre do Tombo entre 1996 e 1998. Entre 2000 e 2005 colaborou com o Arquivo Mário Soares na recuperação dos arquivos de Timor-Leste, o que lhe permitiu escrever o livro A Dignidade. Konis Santana e a resistência timorense (2005). Em 2012, publicou Levantar o Céu – Os Labirintos da Sabedoria. Foi distinguido com o Prémio Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes em 2019.

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