A Hora da Estrela

de Clarice Lispector

editor: Relógio D'Água, dezembro de 2002
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«A hora da estrela ou "as fracas aventuras de uma moça numa cidade toda feita contra ela". De um lado a "terra serena da promissão, terra do perdão"; do outro, o sufoco, o vale-tudo, a agressão da "cidade inconquistável" - os dois brasis.»
Eduardo Portella, na apresentação da edição brasileira de A Hora da Estrela

A Hora da Estrela

de Clarice Lispector

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727086535
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: dezembro de 2002
Idioma: Português
Dimensões: 137 x 209 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 100
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789727086535
e e e e e

Maravilhoso

Sofia A.

O que dizer deste livro da Clarice Lispector? Em "A Hora da Estrela" Clarice aborda temas existenciais, do processo criativo do escritor, do paralelismo entre a história e o autor (dessa contaminação), da vida e da hora da estrela. Este é o tipo de livros que desafia o leitor e que fala com ele. É sem dúvida um dos meus livros favoritos, e prevejo muitas releituras no futuro.

e e e e e

Fantástico

André Lamas Leite

Fantástica obra de um dos nomes maiores da literatura brasileira da contemporaneidade. Um misto entre o romance e um ensaio filosófico-poético que interpela o leitor sobre temas candentes.

e e e e E

Sempre um prazer

Ana Mª Martins

Este romance literário da escritora brasileira Clarice Lispector agradou-me imenso. Levanta questões filosóficas e existenciais que reflectem o tom característico da autora no romance,

e e e e e

Direito ao grito

A. Afonso

“Juro que este livro é feito sem palavras. É uma fotografia muda. Este livro é um silêncio. Este livro é uma pergunta.”...este livro é lindo!

e e e e e

Macabéa

Maria Luz

Um enredo singelo, numa obra intensa e profunda. Num processo narrativo singular e único, a autora vai desvendando a solidão pesada e sofrida da personagem principal, Macabéa, cujo mundo interior acaba por perturbar e atrair a cumplicidade e a compaixão do leitor.

e e e e E

A Promessa por Cumprir

Maria Simão

A escrita de Clarice Lispector apresenta um profundo entendimento do humano e do mundo submerso que o estrutura revelando-se numa narrativa que se apropria do leitor numa dimensão quase catártica, como é o caso d' A Hora da Estrela.

e e e e e

Ler e reler...

Juliana Ribeiro

Já li este livro há oito anos, mas tive necessidade de o reler... Frases reflexivas e marcantes! As obras de Lispector são MARAVILHOSAS

Clarice Lispector

Clarice Lispector nasceu a 10 de dezembro de 1920 na Ucrânia, então em vias de integração na URSS. Os pais eram judeus e o seu nome de batismo Chaya Lispector.
A família fora vítima dos pogroms, particularmente intensos a partir de dezembro de 1918. Foi para fugir à devastação da guerra civil que os Lispectors emigraram para o Brasil em 1922, fixando-se primeiro em Maceió e depois no Recife.
Clarice, nome adotado no Brasil, demonstrou um precoce interesse pelas palavras. Dava nomes aos azulejos, às canetas e lápis e inventava jogos de frases para a mãe, paralisada pela doença.
No Recife, Clarice ajudava a família dando explicações de Português e Matemática, roubava rosas e rodeava-se de gatos.
Desde o início, o seu estilo de escrita foi marcado por uma linguagem intimista e uma sintaxe excêntrica. Nos contos que enviava para o Diário de Pernambuco nunca iniciava as histórias por «Era uma vez...».
Foi nessa época que Clarice leu alguns dos autores qua a iriam influenciar, como Machado de Assis e Monteiro Lobato. O Lobo das Estepes, de Hermann Hesse, e Crime e Castigo, de Dostoievski, emocionaram-na.
Em 1933 decidiu ser escritora. «Quando conscientemente, aos treze anos de idade, tomei posse da vontade de escrever - eu escrevia quando era criança, mas não tomara posse de um destino - quando tomei posse da vontade de escrever, vi-me de repente num vácuo.»
A mãe de Clarice faleceu em 1930. Cinco anos depois, a família, em dificuldades económicas, deslocou-se para o Rio de Janeiro.
Depois de ter frequentado uma escola de bairro, Clarice foi admitida na Faculdade de Direito. Era então uma rapariga de cabelos claros, com uma pronúncia estranha e uma insólita beleza.
O pai, Pedro Lispector, faleceu em 1940, de uma banal operação à vesícula. Pouco depois, Clarice iniciou a sua atividade como jornalista na Agência Nacional, onde conheceu o escritor Lúcio Cardoso, por quem se apaixonou e a quem tentou em vão "salvar" da homossexualidade.
Em março de 1942, sob a influência das leituras de Espinosa, Clarice começou a escrever Perto do Coração Selvagem. O livro, publicado em 1943, agitou a literatura brasileira, marcada pelo realismo de Graciliano Ramos, Érico Veríssimo e Jorge Amado.
É então que Clarice Lispector decide casar com um colega de faculdade, Maury Gurgel Valente. Como este seguia a sua carreira diplomática, Clarice deixa o Rio por duas décadas. Separa-se das duas irmãs, afasta-se dos escritores seus amigos e dos leitores. Conhece a monotonia da vida diplomática, primeiro em Nápoles, depois em Berna e Washington.
Clarice teve dois filhos nesse período de afastamento do Brasil. Foi para eles que escreveu livros como A Vída Íntima de Laura e A Mulher Que Matou os Peixes.
Em 1959, separa-se de Maury para poder regressar ao Rio. Continua «luminosa e inacessível» e conhece dificuldades financeiras, apesar de se ter tornado, depois de Laços de Família (1960), A Maçã no Escuro (1961) e A Paixão Segundo G. H. (1964), uma escritora de culto.
A fama chega-lhe através das crónicas do Jornal do Brasil. Mas esse é também um tempo de tragédia. Sofre graves queimaduras num incêndio do seu apartamento e a esquizofrenia do filho mais velho agrava-se.
«Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida», diz em Um Sopro de Vida, a sua última obra.
Dá a sua última entrevista para a televisão em fevereiro de 1977, já gravemente doente. Morre em dezembro desse ano na sua cidade, o Rio de Janeiro.

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