A Dívidadura

Portugal na crise do Euro

de Mariana Mortágua e Francisco Louçã
Editor: Bertrand Editora, março de 2012 ‧
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Um livro sobre a crise das dívidas soberanas e do euro .
Para além de abordar a atual crise e o caso português, «A Dividadura» traça uma perspetiva histórica do conceito de dívida e do seu contexto desde a Mesopotâmia, passando pelos textos bíblicos e indo até à bancarrota portuguesa no reinado do rei D.Carlos I, no fim do século XIX, à Grande Depressão ou às renegociações de dívida que tiveram lugar na Argentina ou na Islândia.

«Portugal pagará em 2012, em juros, mais do que o efeito conjugado de todas as medidas de uma austeridade gravíssima neste ano. Nos dez anos seguintes, o compromisso de amortização da dívida, considerando apenas a hoje existente e nenhum outro empréstimo suplementar ou outra emissão de dívida, é de 134,5 biliões de euros – o que, em média, ultrapassará em muito o pagamento de 2012, chegando em alguns anos a ser o triplo. Esta dívida é impagável e não pode ser paga. Queremos por isso discutir estes factos e as propostas com os leitores. Queremos assim contribuir para a mobilização da indignação e das razões da democracia. Queremos construir a alternativas sólidas, realizáveis e consistentes. Nos tempos em que o capital se afasta da democracia, a política do socialismo é lutar por ela: a democracia responsável é a arma contra a dívidadura.»

A Dívidadura

Portugal na crise do Euro

de Mariana Mortágua e Francisco Louçã

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722524391
Editor: Bertrand Editora
Data de Lançamento: março de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 145 x 232 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 240
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Economia, Finanças e Contabilidade > Economia
EAN: 9789722524391

Fundamento e explicação de uma alternativa, sem contraditório

Carlos Ernesto Faria

Dividadura é de fácil leitura e com o campo ideológico do autor político bem marcado. O livro expõe as suas ideias de modo quase acrítico e as contrárias são alvo de duros reparos, objeções e juízos morais e éticos. Denuncia e explica o fardo da especulação e as engenharias financeira que esmagam o povo e apela à justiça na criação e repatição de riqueza. Tendencioso no selecionar a dívida pagável, mas fundamentam bem a não saída de Portugal do Euro. O autores não analisam os efeitos recessivos e a longo prazo da generalização das dívidas cobráveis, mas para quem gostaria de perceber ideias de uma esquerda mais libertária, eis um livro a ler.

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