A Bastarda de Istambul

de Elif Shafak
Editor: Jacarandá Editora, Janeiro de 2015 ‧
Numa tarde de chuva em Istambul, uma mulher entra num consultório médico. «Preciso de fazer um aborto», declara. Tem dezanove anos de idade e é solteira. O que acontece naquela tarde mudará para sempre a sua vida.
Vinte anos mais tarde, Asya Kazanci vive com sua família alargada em Istambul. Devido a uma misteriosa maldição que caiu sobre a família, todos os homens Kazanci morrem aos quarenta e poucos anos, e por isso é apenas uma casa de mulheres. Entre estas destaca-se a bela e rebelde mãe de Asya, Zeliha, que dirige um estúdio de tatuagens; Banu, que recentemente descobriu que é vidente; Feride, uma hipocondríaca obcecada com a iminência da tragédia.
Quando a prima de Asya, Armanoush, uma arménio-americana, vem para ficar, segredos de família há muito tempo escondidos, relacionados com o passado tumultuoso da Turquia, começam a ser revelados.

«Avassalador, ambicioso, exuberante.»
The Observer

«Incrível, mágico, surpreendente... O leitor irá suster a respiração, incrédulo, nas últimas páginas.»
Sunday Express

«Um livro belíssimo, do melhor que tenho lido sobre a Turquia.»
Irish Times

«De partir o coração...»br> Vogue

«Um verdadeiro prazer.»
The Times

A Bastarda de Istambul

de Elif Shafak

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898752376
Editor: Jacarandá Editora
Data de Lançamento: Janeiro de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 148 x 230 x 23 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 372
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789898752376

Uau

DR

A história de Asya e Amy, primas a viverem em locais, culturas e países diferentes. Americanos, arménios e turcos, parecem-me uma mistura para uma história genial, com cultura, politica e filosofia, jovens que desconhecem segredos de familia. Ambientada em Istambul, deu-me muita vontade de sair do livro, e passear pela cidade.

Uma visão surpreendente

Manuela

A primeira chamada de atenção que me desperta os sentidos é a fabulosa capa deste livro. Para alguém como eu, fã incondicional da Turquia, país que visitei algumas vezes e sempre me senti deslumbrada pela sua arquitetura, seus designs distintos, arcos e mesquitas, os cheiros, os sons, a cidade de Istanbul sempre inebriante, vibrante e colorida, na verdade para mim é um caldeirão imenso de cultura, não tive dúvida alguma que desejava ler este livro, mesmo sem conhecer absolutamente nada da autora. “A Bastarda de Istambul “possui uma escrita graciosa numa atmosfera leve e arejada, que nos permite respirar. Conta-nos basicamente a história de duas famílias, uma Turca e outra arménio-americana e como seus destinos se entrelaçam. A luta familiar pela identidade pessoal é aqui destacada com grande enfase, existindo diversas referências á cultura popular numa prosa bastante filosófica e lírica, revelando habilmente o passado como correspondente ao presente, criando aqui uma tapeçaria tão detalhada e vivida como os famosos tapetes turcos. Curiosamente é fácil nos identificarmos tanto com Asya como com Amy em alguns aspetos. O conflito entre Turcos e Arménios, a própria negação do genocídio Arménio que, creio eu ainda mantém a Turquia fora da EU é aqui retratado com grande compaixão, num esforço evidente para mostrar uma argumentação distinta no porquê de o povo turco ser tão ignorante nessa matéria e os arménios tão teimosos em revivê-la, numa espécie de vitimização. Convém salientar que a Turquia é um dos estados muçulmanos mais liberais, relativamente aos padrões ocidentais, onde as mulheres possuem direitos e oportunidades, mas ainda assim tem de se ser em conta que as tradições conservadoras ainda exercem uma forte influência nos assuntos domésticos e familiares. Existe um toque de realismo mágico neste livro que funciona muito bem. Aqui acho importante ler o livro e cada um retirar suas próprias ilações.

a BASTARDA DE iSTAMBUL

Maria,-antonieta Gonzalez

MUITO BOM

Boa leitura

André Coelho

O livro tem o dom de nos transportar numa viagem rica e cultural pelo passado e presente de duas famílias separadas e unidas pelo destino. Se por um lado os enormes capítulos descritivos (desde os cenários quotidianos de Istambul aos detalhes descritivos de tapetes e copos de chá) podem ser cansativos, a riqueza profunda de cada personagem tornam a história viciante e compensatória. Um livro sobre diferentes gerações ligadas entre si com bastante bom humor e drama. Recomendo!

"Era uma vez e não era uma vez"

Maria Macieira

Asya e Armanoush, duas raparigas que vivem em sociedades e países diferentes, Turquia e E.U.A. Respetivamente. Separadas pela distância de dois continente, partilham uma história de família marcada por uma guerra sangrenta ocorrida em 1915 entre Turcos e Arménios. Constroem uma história de amizade própria de jovens adultas à procura das suas identidades. " Cada história entrelaçada nas outras, quer elas o reconhecessem quer não." Elif Shafak é brilhante na sua narrativa, revela-nos a história de extermínio que o governo Turco desencadeou em relação ao povo Arménio, relata-nos o papel das mulheres Turcas e Arménias na resistência, perseverança perante a perda. Nas palavras de Aram: "Os arménios de Istambul pertencem a Istambul, tal como os turcos, os curdos, os gregos e os judeus, primeiro conseguimos viver juntos e em seguida, falhámos miseravelmente. Não podemos voltar a falhar." Istambul cidade que une a Europa à Ásia, cidade que viveu muita História e cabe-lhe realizar a história final, Unir os Povos. "Acabara por perceber como e porquê as pessoas poderiam se apaixonar por Istambul, apesar de toda a tristeza que a cidade lhes poderia causar. Não seria fácil desapaixonarem-se de uma cidade tão dolorosamente bela."

Uma leitura envolvente

Leitora ST

As palavras de Elif Shafak envolvem quem as lê. Levam-nos numa viagem a uma cidade atarefada, onde as vidas e famílias se cruxam de formas improváveis que se revelam aos poucos, surpreendendo o leitor.

Vale a pena ler!

MMatos

Forma de escrita interessante, tal como a forma como a história se vai desenrolando e a História se vai revelando. Confronta a visão actual da História com a visão do passado e daqueles que não o querem esquecer para avançar.

SOBRE O AUTOR

Elif Shafak

Elif Shafak multipremiada e aclamada pela crítica, a autora turco-britânica conta já com 19 livros publicados, entre os quais 12 romances, onde se inclui A Ilha das Árvores Desaparecidas, finalista do Prémio Costa para Romance. Os seus livros, muitos deles bestsellers, estão traduzidos em 55 línguas. Doutorada em Ciência Política, deu aulas em várias universidades na Turquia, nos Estados Unidos da América e no Reino Unido , nomeadamente em Oxford, onde é honorary fellow. Tem também um doutoramento em Humanidades, pelo Bard College. Elif Shafak é vice-presidente da Royal Society of Literature e foi considerada, pela BBC, uma das mais influentes e inspiradoras mulheres da atualidade. Defensora dos direitos das mulheres, LGBTQ+ e da liberdade de expressão, foi distinguida com a medalha de Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres. Em Portugal, a obra da autora é publicada pela Editorial Presença. Saiba mais sobre a autora em elifshafak.com

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