1974

de Filipe Verde
Editor: A Esfera dos Livros, março de 2015 ‧
A 28 de Setembro de 1974, ainda o povo celebrava a liberdade conquistada na revolução de Abril, um golpe militar apoiado por Moscovo, e consentido por Washington, coloca os comunistas no poder em Portugal. A propriedade privada é abolida, uma base militar soviética é construída em Sines e uma nova polícia política prende, tortura e condena ao esquecimento todos os opositores do regime. Ano após ano, cerimónias grandiosas em Lisboa e no Porto celebram com paradas militares e bandeiras vermelhas os sucessivos aniversários da revolução comunista. O País mergulha num longo período de trevas que resistirá à queda do Muro de Berlim e ao colapso da URSS.

No recanto mais Ocidental da Europa, completamente isolado do exterior e com fronteiras vigiadas, subsiste um dos últimos bastiões do comunismo no mundo. É neste ambiente opressivo que se confrontam as personalidades de dois antigos amantes. Francisco, um escritor dissidente, e Maria, uma cada vez mais importante figura da nomenclatura. Francisco paga um preço demasiado alto por afrontar o regime com um livro perigoso para o poder, Maria age à luz da fé inabalável, urgente e implacável de tudo destruir para fazer nascer um mundo novo.
Retratando um país fictício, mas que há quatro décadas esteve perto de despontar em Portugal, este é um romance inquietante pela sua proximidade - e porque nele se projetam alguns dos maiores receios das sociedades modernas, como o triunfo dos radicalismos e a privação das liberdades individuais.

1974

de Filipe Verde

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896266639
Editor: A Esfera dos Livros
Data de Lançamento: março de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 159 x 234 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 208
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896266639

SOBRE O AUTOR

Filipe Verde

Filipe Verde nasceu em 1961. A primeira vocação encontrou-a na adolescência, corredor de motas. Mais tarde, o fascínio sobre as sociedades que pareciam viver na idade da pedra levou-o a estudar Antropologia. É o que faz há 30 anos, ensinando-a há 25.
Publicou três livros numa contracorrente antropológica muito própria, e o que de entre eles prefere é O Homem Livre – Mito, Moral e Carácter numa Sociedade Ameríndia, uma comparação dos mitos e universos éticos de Ameríndios, Gregos clássicos e Europeus modernos. No último ano começou a escrever ficção, escrevendo dois romances. 1974 é o primeiro que publica.

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