Editor: Assírio & Alvim, outubro de 2002 ‧
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Uma das mais recentes revelações na poesia portuguesa, Manuel de Freitas publica um novo livro, agora na Assírio & Alvim. Dividido em três momentos ("Horário de funcionamento"; "Consumo obrigatório" e "Livro de reclamações") este livro fala da vida e da morte (vida e morte também concretas, dos amigos), do quotidiano (os bares, os copos, os corpos; dealers, as margens), do amor e da amizade. Da solidão. E da poesia. Do mundo à nossa volta, o sufoco, "O inferno, aqui". [ SIC ]
Com uma lucidez por vezes cruel, irónica, esta é uma poesia nocturna, que nos absorve (sorve?), com várias referências literárias (não é a literatura "tão igual à vida" ?) e versos de "imponderável beleza". Veja-se o poema.

ALTA DEFINIÇÃO
[ para o Carlos Luís Bessa ]

Escombros, "coisas assim", a raiva
de todos os partidos
a adivinhar-se sem fulgor, murada.
Tristes evidências, triste
desobedecer. Na rua da Alegria
existe ainda uma taberna
com vista para as pombas
e os prédios muito em derrocada.
Que sei eu? Na televisão
resgatam corpos sem rosto
de um rio que não passou na minha infância.
O Inverno, como é sabido,
pode ser mortal. "Nós cobrimos
o acontecimento" - parabéns,
o horror em directo fica mais bonito.

Convido-te para um copo,
aqui onde tudo finda
- alegria nenhuma, débeis parras
de fingir. Se entardece
ou chove
já não sei falar.

[sic]

de Manuel de Freitas

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-0760-1
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: outubro de 2002
Idioma: Português
Dimensões: 146 x 206 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 88
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789723707601
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Manuel de Freitas

Manuel de Freitas nasceu em 1972, no Vale de Santarém e vive em Lisboa desde 1990. Publicou, além de pequenos ensaios, vários livros de poemas e colabora regularmente no jornal 'Expresso' enquanto crítico literário. Dirige a editora Averno.

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