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Seis Noites na Acrópole

by Yórgos Seféris
Publisher: E-primatur, April of 2026 ‧
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Seis noites de lua cheia na Acrópole são o suficiente para transformar um grupo de jovens perdidos num círculo de amores perigosos, desassossego político e descoberta pessoal.

Ao regressar do exílio na Ásia Menor para uma Atenas em transformação, cheia de refugiados e de feridas ainda abertas após a Catástrofe de 1922, o jovem Estrátis sente-se estrangeiro no próprio país. Aspirante a poeta, dividido entre a poesia e a tentação do romance, junta-se a um pequeno círculo de amigos - três mulheres e quatro homens - que busca um sentido para a vida em debates sobre arte, filosofia e política. A partir de um bilhete encontrado por acaso para visitar a Acrópole iluminada pela lua cheia, o grupo decide transformar esse acaso em ritual: durante seis meses, encontrar-se-ão uma vez por mês, à noite, no alto da colina sagrada, para pôr à prova as suas ideias e os seus desejos.

Nessas seis noites sucessivas, o romance acompanha os encontros noturnos na Acrópole e os dias que os separam: passeios pelas ruas, cafés e tabernas de Atenas, excursões a pedreiras de mármore e ilhas rochosas onde o mar parece prolongar a vertigem da cidade. As conversas oscilam entre a ironia e o fervor, discutindo a função da arte numa sociedade ferida, o peso da tradição clássica e a sombra das derrotas nacionais. Estrátis luta contra a sensação de ser um «exilado em casa», procurando uma voz própria num tempo em que «todos querem romances» e poucos acreditam na poesia. Cada noite de lua cheia funciona como um ensaio para a sua vocação: lê textos, expõe sentimentos, mede o silêncio e a reação dos outros, enquanto a Acrópole, simultaneamente real e simbólica, vigia e deforma os seus sonhos.

No centro do livro desenha-se um triângulo amoroso instável entre Estrátis, a enigmática e provocadora Salomé e a bela Lala. Salomé, figura inquieta que desafia as convenções de género e de moral, é simultaneamente objecto de desejo para Estrátis e protagonista de uma relação ambígua com Lala, tornando o jogo afectivo cada vez mais tenso e perigoso. À medida que as seis noites avançam, paixões, ciúmes, humilhações e experiências sexuais e místicas cruzam-se com a tomada de consciência política e artística do protagonista. Um acontecimento trágico - inseparável das escolhas de Salomé e das hesitações de Estrátis - desfaz o equilíbrio frágil do grupo e obriga o narrador a confrontar-se com a culpa, o luto e a responsabilidade do artista. O romance, em parte uma história de amor, em parte o Bildungsroman de um criador, termina como um retrato melancólico de uma juventude que amadurece entre ruínas antigas e feridas recentes, sob a luz impiedosa da Acrópole. Este foi o único texto ficcional de Séferis publicado postumamente.

«Um romance luminoso e inquietante que evoca a Odisseia, As Mil e Uma Noites, Gide e Proust. Diário íntimo, Blidungsroman e roman à clef – tudo ao mesmo tempo.»
Roderick Beaton

«Uma evocação fulgurante da Acrópole, onde dois mil anos de tempo condensado explodem em memória e desejo. Uma obra notável de visão poética.»
The Hudson Review

«A obra mais subestimada de Séferis – um dos primeiros romances gregos modernos a falar a linguagem da cidade. Merece o seu lugar entre os marcos da literatura grega do século XX.»
Áris Marangópoulos, Hártis

«Um relato íntimo e nocturno de amizade, amor e confissão – lírico, inquieto, inesquecível.»
HuffPost Greece

«Um grande romance modernista, por fim revelado numa tradução notável.»
Byzantine and Modern Greek Studies (Cambridge University Press)

«Um texto hipnótico, que combina o relato clássico com o diário íntimo; hino ao amor, à Grécia e à cultura, conduz-nos à viagem e ao devaneio.»
SensCritique

«Uma morbidez entre bordéis, tabernas, caves e templos dá vida ao único romance de Giorgos Séferis – a Atenas de 1928, ano de lua cheia.» lit21 / LiteraturFixpoetry

«Duas vozes… com uma linguagem de beleza lacónica e desesperada que se abre para um imenso labirinto cifrado. [...] O seu discurso não deixa, por isso, de ser poético: claro e simples por vezes, sublimado e ambíguo noutras.» Ricardo Pohlenz, Vuelta em letraslibres.com

Seis Noites na Acrópole

by Yórgos Seféris

Property Description
ISBN: 9789899328396
Publisher: E-primatur
Release Date: April of 2026
Language: Portuguese
Dimensions: 135 x 202 x 20 mm
Cover: Softcover
Pages: 304
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789899328396

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Yórgos Seféris

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1963

Poeta, ensaísta e diplomata grego, Giorgos Stylianou Seferiades nasceu a 29 de fevereiro de 1900, na cidade de Esmirna, e faleceu a 20 de setembro de 1971. Filho de um advogado e da herdeira de um grande proprietário, desde cedo se deixou apaixonar pela poesia, sobretudo graças à crença geral de que Homero seria seu conterrâneo. Aos catorze anos de idade já escrevia poemas.
Começou por estudar em Esmirna, mas a família mudou-se para Atenas em 1914, pelo que se transferiu para o Liceu Clássico, onde concluiu os seus estudos secundários em 1917. No ano seguinte a sua família mudou-se de novo, desta feita para Paris, e o jovem Giorgos matriculou-se no curso de Direito da Sorbonne, doutorando-se em 1924.
Regressando à Grécia em 1925, começou a trabalhar para o Real Ministério dos Negócios Estrangeiros grego. Continuando a escrever, publicou a sua primeira coletânea de poemas em 1931, com o título Strofi, seguindo-se I Sterna (1932). Em 1935 apareceu Mythistorima, obra em que Seferis concilia a mitologia grega com formas de expressão da modernidade. A sua admiração por Ulisses e pela Odisseia foi também expressa nos três volumes que formam aquilo que Seferis chamou de "diário de bordo", Imerologion Katastrómatos I-III (1940-55).
Com a deflagração da Segunda Guerra Mundial, Seferis fez parte de uma comitiva de funcionários públicos que partiram em exílio, vivendo temporadas na Ilha de Creta, no Egito, na África do Sul e em Itália. Terminada a guerra foi inserido no Corpo Diplomático, e nesse âmbito cumpriu missões nas representações do Líbano, Síria, Jordão e Iraque. Foi embaixador grego em Londres de 1957 até 1962, altura em que fixou residência em Atenas.
Em 1969 apresentou publicamente o seu descontentamento pelo rumo que a tomada de poder pelo ditador Papadopoulos (em 1967) estava a dar à Grécia. Tornou-se por isso bastante popular, sobretudo entre as camadas mais jovens.
Laureado com o Prémio Nobel da Literatura em 1963, a obra poética de Giorgos Seferis foi alvo de inúmeras reedições em diversos idiomas.

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