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Primeira Pessoa do Singular

by Haruki Murakami
Book eBook
Publisher: Casa das Letras, October of 2021 ‧
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Amores de adolescência evocados com serena nostalgia, jovens vistas apenas pelo canto do olho, críticas sobre discos de jazz desconhecidos, um poeta amante de basebol, um macaco que trabalha como massagista nas termas e que fala como gente grande, um velhote que disserta com ar de entendido sobre um círculo com vários centros.

As personagens e as cenas deste aguardado livro de contos contribuem para levar o leitor a repensar os limites entre a imaginação e o mundo real. E devolvem-nos, intactos, os amores perdidos, as relações desfeitas e a solidão, a adolescência, os reencontros e, sobretudo, a evocação do amor, porque ainda que a «paixão se desvaneça, que não seja correspondida, podemos sempre agarrar-nos às recordações de ter amado alguém, de nos termos apaixonado e sido correspondidos», garante o narrador. Um narrador na primeira pessoa que, por vezes, poderia muito bem ser o próprio Murakami.

Estamos diante de um livro de memórias, de relatos com pinceladas autobiográficas ou de um livro exclusivamente de ficção? Como sempre, o trabalho de Murakami raras vezes encaixa numa categoria única e singular. Terá de ser o leitor a decidir.

«Um escritor que opta por uma modernidade sustentada ainda na cultura japonesa tradicional, mas submersa pelo pop e por toda a multidão de ícones que glorificam a modernidade.»
João Céu e Silva, Diário de Notícias

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Murakami: 75 anos de vida do escritor que impele os leitores a encontrarem o caminho de volta

O romancista vivo mais vendido do Japão, Haruki Murakami, faz 75 anos. Nascido a 12 de janeiro de 1949 em Fishimi, Tóquio, começou a escrever aos 30 anos e tornou-se uma sensação literária em 1987, quando publicou o seu quinto romance, Norwegian Wood. Nas suas histórias misteriosas e assombrosas, traduzidas para mais de 50 línguas, realidade e fantasia misturam-se, originando estranhos mundos surreais em torno de gatos desaparecidos, distópias, thrillers de fantasia e meditações sobre o amor. Com uma ficção exploratória, explorando os “e se…”, Murakami leva-nos muitas vezes para um sítio novo, para depois nos obrigar a encontrar o caminho de volta.

O seu primeiro romance, Hear the Wind Sing, ganhou o Prémio Gunzou de Literatura para escritores em início de carreira, em 1979. A este sucesso seguiram-se duas sequelas, Pinball, de 1973, e Em Busca do Carneiro Selvagem, que, no seu conjunto, formam a Trilogia do Rato. Haruki Murakami Murakami é também autor dos romances O Impiedoso País das Maravilhas e o Fim do Mundo, Dança, Dança, Dança, A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol, The Wind-Up Bird Chronicle; Sputnik, Meu Amor, After Dark, 1Q84, A Peregrinação do Rapaz Sem Cor. O autor escreveu ainda três colecções de contos: O Elefante Evapora-se, After the Quake e Blind Willow, Sleeping Woman, e uma novela ilustrada, The Strange Library. E, claro, os famosos Kafka à Beira-Mar e Norwegian Wood, mas desses falaremos já de seguida.

Após o terramoto de Hanshin e o ataque com gás sarin no metro de Tóquio, em 1995, Murakami entrevistou 60 das vítimas sobreviventes e membros do culto religioso responsável pelo ataque, cujos testemunhos compilou no livro Underground. Desde sempre um corredor assíduo, Murakami afirma que correr o ajuda a concentrar-se na hora de escrever. Em What I Talk About When I Talk About Running, fala-nos sobre a sua preparação de quatro meses para a Maratona de Nova Iorque de 2005. E esta lista de obras não é exaustiva. Se quiser conhecer melhor a pessoa por detrás do escritor, experimente ler Primeira Pessoa do Singular, no limiar entre um livro de memórias com traços autobiográficos e uma obra de ficção.

Falta falar dos prémios. Haruki Murakami é presença habitual nas apostas em torno do Nobel da Literatura. Mas esse deve ser o único prémio que lhe falta, já que tem sido grandemente distinguido, inclusive com o Prémio Jerusalém – que galardoou gigantes como J. M. Coetzee ou Milan Kundera – e, em outubro passado, com o Prémio Príncipe de Astúrias das Letras de 2023.
Poder-se-ia pensar que se sente bem sob as luzes da ribalta, mas não. Murakami é um tímido autoproclamado, avesso a fazer aparições públicas e até a dar entrevistas.
Para assinalar o 75º aniversário deste grande escritor, destacamos as edições especiais, com capas exclusivas para Portugal – lançadas recentemente pela editora Casa das Letras – de dois dos mais icónicos livros de Murakami. E recordamos a – rara – entrevista que nos concedeu, também publicada na Revista Wookacontece n.º 1, em março de 2019.

AS MAIS RECENTES EDIÇÕES ESPECIAIS, EXCLUSIVAS PARA PORTUGAL, DE MURAKAMI: Kafka à Beira-Mar Kafka Tamura, um rapaz de 15 anos que fugiu do pai violento, encontra refúgio trabalhando na biblioteca de uma pequena cidade costeira. A sua história é alternada com a de Satoru Nakata, um homem mais velho que perdeu as memórias de infância no final da Segunda Guerra Mundial, mas que ganhou a capacidade de conversar com gatos. Ambas as personagens embarcam em missões visionárias, com um pé no Japão quotidiano e o outro numa corrente subjacente mágica que as une. Pelo meio, do céu cai peixe, um chulo faz-se acompanhar de uma prostituta que cita Hegel, e uma floresta abriga soldados que não sabem o que é envelhecer desde os dias da Segunda Guerra Mundial.
Em Kafka à Beira-Mar, Murakami constrói um mapa num labirinto de paisagens de sonho, com a sua própria estranha justiça poética. QUERO LER!







  Norwegian Wood Após aterrar em Frankfurt, Toru Watanabe, de 37 anos, vê-se invadido por uma onda de recordações quando ouve a canção dos Beatles, Norwegian Wood. Lembra-se do outono de 1969, quando tinha 19 anos e vivia na turbulenta Tóquio, e de Naoko, a bonita rapariga que amava. Começa, então, a escrever as suas memórias, como forma de lidar com esses dias do passado, em que se apaixonou por duas mulheres muito diferentes, enquanto lutava para lidar com a morte do seu melhor amigo de infância.
Nostálgico e doce, o romance que elevou Murakami ao estrelato literário atravessa todas as estações do ano, mas o cerne do seu significado encontra-se no inverno, na simplicidade das ideias que transmite sobre a morte, a perda e o luto. Uma narrativa em que as personagens de Murakami são forçadas a aprender da forma mais dura que dependência emocional e amor são coisas muito diferentes. QUERO LER!   ENTREVISTA DE MURAKAMI AO WOOKACONTECE, EM MARÇO DE 2019 Por Ana Chaves.

Qual é a primeira memória que tem de si enquanto pessoa?
Quando tinha 2, 3 anos, fui levado por um pequeno rio que havia à frente da minha casa. Antes de ser puxado para um túnel escuro, a minha mãe salvou-me.

Quando é que percebeu que se podia tornar escritor? E mais importante: que podia mesmo viver da sua - belíssima, sublinhe-se - escrita?
Em abril de 1978. Na altura, tinha 29 anos. Desde então que tenho continuado a escrever romances.

A prática de exercício físico – corrida e natação – é uma das suas imagens de marca. O que é que o desporto faz efetivamente por si?
Serve principalmente para não engordar.

Sabemos que segue uma rotina de escrita. Quantas horas escreve por dia?
Quando estou a trabalhar em romances, escrevo aproximadamente 3, 4 horas por dia. Além disso, também faço tradução.

Quando começamos a ler um romance seu, de repente, a nossa vida real assemelha-se àquela história, torna-se parte dela. Como é que esta magia acontece?
As histórias devem ser contagiosas.

Disse que A Morte do Comendador, o seu último livro, é uma homenagem a O Grande Gatsby. Como surgiu esta ideia?
É uma homenagem em certa parte. A história tem muitas partes.

Quantas horas dorme por noite?
Cerca de 7 ou 8 horas.

Wook está na sua mesa-de-cabeceira?
Tearing Down the Wall of Sound, a biografia de Phil Spector.

Com o que é que sonha?
Gatos.   

Primeira Pessoa do Singular

by Haruki Murakami

Property Description
ISBN: 9789896612405
Publisher: Casa das Letras
Release Date: October of 2021
Language: Portuguese
Dimensions: 158 x 238 x 11 mm
Cover: Softcover
Pages: 176
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Short stories
EAN: 9789896612405

Obrigatório!!

A. Oliveira

Murakami nunca desilude. Neste livro que reune um conjunto de oito contos, o autor volta a induzir o leitor ao questionamento sobre o que é realidade ou ficção, biográfico ou não. É sempre surpreendente a mestria da sua escrita, simples mas eloquente.

Uma escrita musical

A. Silva

A música sempre presente na escrita de Murakami. Estamos a ler e sentimos a banda sonora de fundo a fazer-nos companhia… isso torna os seus livros únicos.

Sempre surpreendente

BC

É possivelmente o melhor livro de contos (para mim) de Murakami. Murakami já nos habituou a histórias fora do comum e a não tentarmos adivinhar o enredo, já que ele nos surpreende sempre. Espero que ele pegue em alguns dos contos deste livro e o desenvolva mais, transformando-o em mais um dos seus romances inesquecíveis.

Primeira Pessoa Singular

Susana Frazão

Haruki Murakami consegue sempre transportar-nos para uma realidade diferente, de um modo calmo e contemplativo. Este pequeno livro reúne uma série de contos, que por vezes melancólicos, por vezes mais ou menos imaginativos e irrealistas, transmitem a verdadeira essência do autor japonês.é possível sentirmos a envolvência do autor nas histórias descritas. Gostei muito .

ABOUT THE AUTHOR

Haruki Murakami

Haruki Murakami é, sem dúvida, um autor de culto, lido por todas as gerações e procurado com especial curiosidade pelos jovens leitores, encontrando-se traduzido em mais de 50 línguas. Sendo um dos escritores japoneses contemporâneos mais divulgado em todo o mundo, é simultaneamente aplaudido pela crítica, que o considera um dos «grandes romancistas vivos» (The Guardian).
Haruki Murakami recebeu vários doutoramentos honoris causa pelas universidades do Havai, Liège e Princeton em reconhecimento da sua obra, recompensada através da atribuição de importantes galardões internacionais, com destaque para os prémios Noma, Tanizaki, Yomiuri, Franz Kafka, Jerusalém e Hans Christian Andersen.

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