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Pachinko

by Min Jin Lee
Publisher: Relógio D'Água, February of 2023 ‧
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No início do século XX, numa aldeia de pescadores na costa este da Coreia, um homem entrevado casa com uma rapariga de quinze anos. O casal tem uma filha, Sunja. Quando esta engravida de um homem casado, a família enfrenta os riscos da ruína. É então que Isak, um sacerdote cristão, lhe oferece a possibilidade de uma nova vida como sua esposa no Japão.

Depois de acompanhar este homem que mal conhece até um país onde não tem amigos nem lar, Sunja vai construindo a sua própria história. Através de quatro gerações, Pachinko é a narrativa épica de uma família que se move entre identidade, morte e sobrevivência.
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Isto Acaba Aqui e outros sensacionais livros que deram filmes

Voltamos à nossa habitual rubrica de livros que deram filmes. O novíssimo filme que já está a deixar muitos fãs de Colleen Hoover em polvorosa está quase a chegar às salas de cinema. Se ainda não leu o livro no qual se inspira, ainda vai a tempo! Mas há mais a descobrir… Isto Acaba Aqui Collen Hoover ganhou fama como autora adorada pelos utilizadores do TikTok. Isto Acaba Aqui, lançado em 2016, e a sua sequela Isto Começa Aqui, de 2022, causaram enorme sensação entre booktokers e venderam milhões de exemplares. Um romance em torno do abuso nas relações, Isto Acaba Aqui é protagonizado pela jovem e sonhadora Lily Bloom e pelo cirurgião Ryle Kincaid. Conhecem-se num telhado em Boston, depois de Ryle ter perdido um paciente e Lily ter ido ao funeral do seu pai, que era violento com a mãe dela. O início provocador e auspicioso dá uma guinada sombria quando Lily é avisada pela irmã de Ryle, que se torna sua amiga íntima, sobre as intenções dele. Lily jura que nunca mais vai acabar num lar abusivo, mas quando Ryle começa com acessos violentos de ciúme, Lily descobre como é difícil romper com tudo – mesmo quando Atlas, seu namorado na adolescência, surge em Boston e lhe suplica que deixe Ryle. Repleto de dramas e verdades dolorosas, este livro explora a devastação provocada pelo abuso e mostra o caminho para romper este ciclo pernicioso.

Data estreia/Plataforma: 8 de Agosto, cinemas QUERO LER!» Veja aqui o trailer de É Assim que Acaba








O Homicídio Perfeito: Um Guia para Boas Raparigas Pip, uma estudante de liceu inteligente e com sentido de justiça, decide dedicar o seu projeto de final de curso a deslindar um caso mal explicado. Alguns anos antes, Andie Bell, uma bonita e popular finalista do liceu, desapareceu misteriosamente e o seu corpo nunca foi encontrado. Pela mesma altura, Sal, amigo de Pip, apareceu morto na floresta, aparentemente por suicídio, e o caso fica encerrado dando-o como culpado de ter raptado e assassinado a estudante desaparecida.
Determinada a provar a inocência de Sal, que sempre fora amável com ela, Pip começa por entrevistar o irmão mais novo deste, Ravi e, ao ir mais fundo, descobre verdades desagradáveis sobre Andie e até a razão pela qual os amigos de Sal não conseguiram arranjar-lhe um álibi. A sua investigação atrai as atenções de quem não quer ver a história verdadeira desenterrada e Pip vê-se agora, ela própria, em perigo…

Data estreia/Plataforma: Já disponível (Netflix) QUERO LER!» Veja aqui o trailer de O Homicídio Perfeito: Um Guia para Boas Raparigas Pachinko Da saga épica de uma família corena nasceu, por sua vez, uma série televisiva de K-Drama, que vai estrear a 2ª temporada e espelha o impacto de um livro traduzido para 40 idiomas. Pachinko, da consagrada Min Jin Lee, atravessa a vida de quatro gerações de uma família coreana no Japão, a partir de 1910, ano em que os japoneses ocupam a Coreia. A história começa quando Sunja, a filha amada de uma família pobre mas respeitada, se vê na situação delicada de ter engravidado de um homem que não sabia ser casado. A jovem acaba por casar-se com Noa, um pároco bondoso que se muda com ela para o Japão. Ao longo do romance acompanhamos as alegrias da família que formaram, que se apoia para sobreviver, e os desafios e perdas que experimentam como imigrantes coreanos num novo país implacável. Do bulício dos mercados de rua às salas das melhores universidades do Japão, passando pelo submundo do crime nos salões de jogo de pachinko, as personagens de Lee – mulheres fortes e resilientes, irmãs e filhos dedicados ou pais abalados por crises morais – conseguem sobreviver e prosperar apesar da discriminação e da privação de direitos.

Data estreia/Plataforma: 23 de agosto (Apple TV) QUERO LER!» Veja aqui o trailer de Pachinko Tokyo Revengers – 1.ª Temporada Ao descobrir, pelas notícias na TV, que a sua antiga namorada do 8º ano , Hinata, foi assassinada às mãos de um gangue da máfia japonesa, o Tokyo Manjikai, Takemichi decide vingar-se. Agora com 26 anos, e tendo tido na adolescência o auge da sua vida, Takemichi vive agora num apartamento imundo e é maltratado pela sua chefe, mais nova do que ele… Eis então que surge a oportunidade perfeita de se vingar: de repente, salta 12 anos no tempo e vê-se novamente com 14 anos. Tudo fará para salvar Hinata e mudar o curso da sua prória vida, enfrentando o perigoso gangue de delinquentes assassinos, nem que para isso tenha de se tornar o lider do gangue. O livro, lançado pela Distrito Manga, a nova chancela da Penguin, tem uma adaptação a anime muito elogiada pelos fãs.

Data estreia/Plataforma: Já disponível (Disney +) QUERO LER!» Veja aqui o trailer da série anime.

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Wook se escreve na Coreia do Sul – Parte I

A Onda Coreana ou Hallyu está a chegar todas as partes do mundo, e Portugal não é exceção. A Coreia do Sul vive um boom cultural com a criação de contagiantes K-Dramas, manhwa, K-Pop e jogos online. Fenómenos como a série The Squid Game, o filme Parasites ou o turbihão musical dos BTS são apenas alguns exemplos desta vaga, que desperta cada vez mais interesse.
A exportação da indústria cultura pop sul-coreana que se iniciou nos anos 1990, com um forte investimento e incentivo do governo, é testemunho do poder do intercâmbio cultural e da capacidade da cultura pop para transcender fronteiras!
Nesta I Parte, exploramos romances com personagens peculiares a que é impossível ficar indiferente. Mergulhe connosco nesta onda! ** AMÊNDOAS
Começamos com uma proposta muito singular. Amêndoas, da autoria da escritora e realizadora sul-coreana Wong-Pyung Sohn, causou um impacto estrondoso lá fora e será lançado cá, pela Presença, no início de maio. O enredo gira em torno do protagonista, partindo de uma premissa desconcertante: Yunjae, um rapaz de 16 anos, tem uma condição cerebral que o impede de sentir emoções como medo ou raiva. Quando conhece Gon, um rapaz que é a sua quase antítese, cria um laço tão grande com ele, para o bem e para o mal, que algo começa a mudar dentro de si. O livro abre logo com uma frase que testa a nossa capacidade de resistência: «Seis morreram e um ficou ferido nesse dia. Primeiro foram a mãe e a avó. Depois, um estudante universitário que tinha entrado a correr para deter o homem.» É duro, e vai direto ao coração, numa exploração das dores de crescimento e da aceitação de que nem tudo é como se espera. A psicologia das personagens é de um realismo inato, e não se consegue parar de ler, apesar do abalo emotivo que nos causa. KIM JIYOUNG, NASCIDA EM 1982
A nossa segunda sugestão vai para um livro que abanou a Coreia do Sul e originou um verdadeiro movimento em prol da igualdade entre sexos no país, tornando-se depois num bestseller internacional. Kim Jiyoung, Nascida em 1982, de Cho Nam-Joo, parte da experiência pessoal da autora para descrever a vida de uma mulher – da infância até ao casamento e maternidade – desesperada por se libertar dos grilhões impostos ao seu género. Quando conhecemos Jiyoung, ela tem 33 anos e uma filha de um ano. Vemos que, apesar de ter sempre cumprido as regras do jogo, nunca sai vendedora. Até que, um dia, entra em colapso depressivo e começa a assumir as vozes e as personalidades da sua mãe, da sua amiga e de muitas outras mulheres, tanto vivas como mortas. A origem da metamorfose de Jiyoung vem desde antes de ela nascer, numa altura em que o aborto seletivo de meninas era prática comum, e estende-se pela sua vida, da escola, ao trabalho e ao que é esperado de si enquanto mãe ou esposa – mesmo com um marido atencioso, a pressão social sobrepõe-se. Um livro poderoso que pode ser visto como a novelização das experiências vividas por todas as mulheres coreanas comuns durante os últimos 40 anos, dando voz a quem não a teve, e entretanto já adaptado ao grande ecrã. A VEGETARIANA
A escritora que se segue, Han Kang, foi quem conseguiu que o mundo descobrisse e se encantasse com a literatura coreana. A Vegetariana, o livro que a projetou para a fama após ter vencido o Man Booker International Prize, explora a fricção entre paixão e distanciamento, entre os desejos que são alimentados e os que são negados. As coisas começam a falhar no dia em que Yeong-hye, uma jovem e comum dona de casa, decide deitar fora toda a carne do congelador e anuncia que vai ser vegetariana, depois de ter tido um pesadelo. Decidida a perder a gordura necessária à existência humana, Yeong-hye desafia as expectativas dos que a rodeiam, recusando-se a continuar a viver apenas para cozinhar para o marido e dormir com ele. Ela quer deixar de ser humana, e tenta transformar-se na própria vegetação. Dividida em três partes, a história oscila entre uma atmosfera surrealmente serena e o thriller doméstico, e é contada a partir dos pontos de vista do péssimo marido de Yeong-hye, do seu obsessivo cunhado e da sua sobrecarregada irmã mais velha. Erótico, violento, poético, este livro deu origem a uma sublime adaptação cinematográfica. PACHINKO
Da saga épica de uma família corena nasceu, por sua vez, uma série televisiva de K-Drama que espelha o impacto de um livro traduzido para 40 idiomas. Pachinko, da consagrada Min Jin Lee, atravessa a vida de quatro gerações de uma família coreana no Japão, a partir de 1910, ano em que o Japão ocupa a Coreia. A história começa quando Sunja, a filha amada de uma família pobre mas respeitada, se vê na situação delicada de ter engravidado de um homem que não sabia ser casado. A jovem acaba por casar-se com Noa, um pároco bondoso que se muda com ela para o Japão. Ao longo do romance acompanhamos as alegrias da família que formaram, que se apoia para sobreviver, e os desafios e perdas que experimentam como imigrantes coreanos num novo país implacável. Do bulício dos mercados de rua às salas das melhores universidades do Japão, passando pelo submundo do crime nos salões de jogo de pachinko, as personagens de Lee – mulheres fortes e resilientes, irmãs e filhos dedicados ou pais abalados por crises morais – conseguem sobreviver e prosperar apesar da discriminação e da privação de direitos. Como disse Barak Obama, esta é uma «história poderosa sobre resiliência e compaixão». O GRANDE ARMAZÉM DOS SONHOS
Para os momentos em que a realidade da vida nos limita os sonhos, há um livro que é um bálsamo. O romance de estreia de Miye Lee, O Grande Armazém dos Sonhos é uma incursão reconfortante e doce na terra do sono. Numa cidade misteriosa, escondida no subconsciente de cada um, existe um grande armazém onde criativos talentosos produzem sonhos para serem comprados por quem dorme, sejam pessoas ou animais. Cada andar é especializado num certo tipo de sonho – os que apelam aos pequenos prazeres da vida, os que trazem recordações especiais, criam viagens ou comida deliciosa, ou nos permitem reencontrar quem já partiu. Um livro que celebra, sabiamente, o poder misterioso dos sonhos, mesmo dos mais irritantes, que podem ser o empurrão de que precisamos para resolver certos problemas. LÁGRIMAS NO MERCADO
Quando perdeu a sua mãe, aos 25 anos, Michelle Zauner sentiu a sua vida desabar. Em Lágrimas no Mercado, Zauner fala de como foi ser das poucas crianças americano-asiáticas na sua escola em Oregon, nos EUA, da luta contra as expectativas particulares e elevadas da sua mãe e de uma adolescência dolorosa. Descreve jjigae, tteokbokki e outras iguarias coreanas que cozinha para recuperar os dons do gosto, da língua e da história que a sua mãe lhe tinha dado – a sua identidade, com «uma reverência por boa comida e uma predisposição para fome emocional». Neste livro, como nas nossas vidas, as memórias também nos alimentam.
À semelhança de Zauber, Baek Sehee também se estreou na escrita com um livro de autoficção, Quero Morrer, mas Também Quero Comer Tteokbokki. Ao longo de 10 anos, sentia um vazio nos seus pensamentos que lhe provocava um buraco no estômago, impelindo-a a sair para comer a sua iguaria favorita, tteokbokki. Percorrendo, em estilo dialogal, as suas memórias nas consultas de psiquiatria a que ia, a autora pretendeu ajudar quem está a passar por situações semelhantes. O livro tornou-se um fenómeno de vendas e, apesar de tratar de assuntos sérios, pode ser lido com positividade, graças ao estilo luminoso, auto-crítico, desdramatizador e franco de Sehee. **Este artigo foi originalmente publicado na revista Wookacontece nº. 11 .

Pachinko

by Min Jin Lee

Property Description
ISBN: 9789897833199
Publisher: Relógio D'Água
Release Date: February of 2023
Language: Portuguese
Dimensions: 155 x 237 x 28 mm
Cover: Softcover
Pages: 488
Format: Book
Collection: Ficções
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789897833199

Um dos meus livros preferidos

Isabel Pereira

Este livro conta a história de uma família coreana no Japão ao longo de 4 gerações. Com uma escrita envolvente, a autora incide principalmente nos desafios encontrados pelos coreanos que tentavam fazer a vida no Japão, na época da ocupação da Coreia, e nos desafios após este período, em que eles eram vistos como traidores pelos restantes coreanos.

Conflito de culturas

C. Carvalho

História fascinante duma familia coreana no japão. Excelente retrato da saga familiar desta familia ao longo de várias gerações no japão adotivo. Recomendo a sua leitura.

Recomendo muito

Ana

A história deste livro é maravilhosa, pinta-nos um mundo que está muito longe de nós. Principalmente na primeira metade do livro considero que aprendi imenso. Contudo, esta edição da Relógio D'Água tem uma coisa que me irritou particularmente. Há algumas palavras e expressões escritas em coreano e japonês, mas que em vez de terem a tradução em nota de rodapé, a tradução está num glossário no fim do livro. O que faz com que consecutivamente tenhamos que estar a ir ao final do livro procurar o número da palavra que estamos a ler.

Um dos mais tocantes do ano.

Bárbara AV

Gostei muito de me deixar ir nesta história que nos faz viajar pela cultura coreana e japonesa ao longo de décadas, ao acompanharmos uma família no decorrer de várias gerações, com as suas lutas, os seus dramas, as suas tristezas e alegrias, as suas conquistas e as suas perdas. Pachinko é escrito com a mestria de quem carrega a herança cultural na ponta dos dedos e permite-nos conhecer um outro lado da história da segunda guerra mundial e do quão profundamente transformadora foi para os países do oriente.

Adorei

Tânia

Gostei imenso deste livro, que acompanha a história de uma família coreana, que se muda para o Japão, durante 4 gerações, dos anos 30 aos anos 80 do século passado. Aprendi imenso sobre o conflito entre os coreanos e os japoneses durante todo o século XX, ainda hoje havendo desconfiança entre os dois povos. A história é muito bonita e todas as personagens têm uma história interessante. Recomendo muito a quem gostar de sagas familiares e ficção histórica.

Um romance épico

SLG

O livro narra a história de uma família coreana-japonesa ao longo de 4 gerações, começando no início do século XX e terminando no final dos anos 80. A autora toca em assuntos como a luta contra o preconceito, a pobreza e a guerra e sempre contados a partir da perspectiva das mulheres da família. Um livro emocionante e poderoso que nos dá uma visão única sobre a vida dos coreanos no Japão ao longo do século XX. Recomendo vivamente a quem gosta de histórias cheias de cultura e drama.

ABOUT THE AUTHOR

Min Jin Lee

Min Jin Lee nasceu em novembro de 1968 em Seul. A sua família deslocou-se para os EUA em 1976. A sua vocação de escritora nasceu das leituras na Biblioteca Pública de Queens. Estudou no Yale College e no Georgetown University Law Center. É autora dos romances Free Food for Millionaires e Pachinko. Em 2022, recebeu o Manhae Grand Prize de Literatura da Coreia do Sul. Vive atualmente no Harlem, em Nova Iorque.

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