Os Irmãos Karamázov

3ª e 4ª Partes, Epílogo Volume II

by Fiódor Dostoiévski
Book eBook
Publisher: Editorial Presença, April of 2002 ‧
O último grande romance de Dostoiévski (1879-1880), terminado pouco tempo antes da sua morte, em São Petersburgo (1881) vem, juntamente com as obras «Crime e Castigo» (1866), «O Idiota» (1868) e «Os Possessos» (1871-72), provar que a fase final da sua vida foi, sem dúvida, a mais produtiva. «Os Irmãos Karamázov» é uma das mais geniais criações literárias de todos os tempos. Analista rigoroso do comportamento humano, Dostoiévski traz à tona o próprio sentimento de culpa pelo assassínio do pai. O autor debate de uma forma sublime as infindáveis dicotomias da natureza humana, revelando uma inquietação que é já a do homem moderno. «Os irmãos Karamázov» é, assim, a última marca deixada por um dos maiores génios de sempre. Nina Guerra e Filipe Guerra são, à semelhança do primeiro, tradutores a partir do russo deste segundo volume e vencedores da última edição do Grande Prémio de Tradução Literária APT/ Pen Clube Português.

Os Irmãos Karamázov

3ª e 4ª Partes, Epílogo Volume II

by Fiódor Dostoiévski

Property Description
ISBN: 9789722329729
Publisher: Editorial Presença
Release Date: April of 2002
Language: Portuguese
Dimensions: 151 x 228 x 28 mm
Cover: Softcover
Pages: 528
Format: Book
Collection: Obras de Fiódor Dostoiévski
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789722329729
Recommended Minimum Age: Not applicable

Nem tudo é branco ou preto... Há muitos cinzentos!

AC

Através deste livro Dostoievski leva-nos a empreender uma profunda, exaustiva, dolorosa e redentora viagem dentro de nós próprios. Nada parecer o que é e, no entanto, tudo é exactamente aquilo que é! Uma história profunda e comovente que ajuda a dar nome às nossas noites mais obscuras, aos nossos medos, às nossas loucuras, aos nossos amores e desamores, ao que nos corrói por dentro, às nossas justiças e injustiças. Somos totalmente apanhados numa onda de solaridades e lunaridades das personagens que nos vão iluminando ou escurecendo à medida que nos curam! Um livro verdadeiramente terapêutico e catártico, com um tom de Redenção maior! Daqueles que fica inscrito na carne de uma pessoa e que, certamente, será digno de uma releitura! :)

Essencial

Rui P.

Este livro tem que estar sempre em qualquer top 10 dos melhores livros de sempre. Tal como Os Miseráveis, O Crime e Castigo, o Idiota, O Adolescente, os Demónios, o Conde Monte Cristo, Os Maias, O Ano da Morte de Ricardo Reis, e se me permitem... o livro Calor e Luz (do Padre Manuel Bernardes) que devia ser redescoberto pelos editores portugueses...

Um excelente romance para todos aqueles que querem explorar as profundezas da alma e dos sentimentos humanos.

Vanessa Dias

Embora Dostoiévski seja uma paixão já antiga, foi somente no final de “Os Irmãos Karamázov I”, precisamente no último capítulo, que a sua escrita me conseguiu atingir; recordo-me do instante em que os limites do universo real e da ficção se esbateram, aglomerando e transportando toda a minha angústia e expectativa para a cela do stárets… e tudo por causa da estranheza de um gesto. Sendo, para mim, no 6º capítulo que se encontra o centro nevrálgico do romance, a passagem para a 3ª parte do livro (incluída neste “Os Irmãos Karamázov II”) foi acompanhada de uma expectativa que nunca foi defraudada. Desde ódios inconfessáveis a ciúmes que corroem o corpo; de obsessões violentas a sentimentos de redenção, de figuras fantasmagóricas ao assassínio, vivem aqui algumas das mais complexas personagens que o escritor russo nos apresentou. Um excelente romance para todos aqueles que querem explorar as profundezas da alma e dos sentimentos humanos.

ABOUT THE AUTHOR

Fiódor Dostoiévski

Fiódor Dostoiévski ( Moscovo, 11.11.1821 - S. Petersburgo, 09.02.1881) foi um dos grandes percursores, como Emily Brontë, da mais moderna forma do romance, exemplificada em Marcel Proust, James Joyce, Virgina Woolf entre outros. Filho de um médico militar, aos 15 anos é enviado para a Escola Militar de Engenharia. de S. Petersburgo. Aí lhe desperta a vocação literária, ao entrar em contacto com outros escritores russos e com a obra de Byron, Vítor Hugo e Shakespeare. Terminado o curso de engenharia, dedica-se a fazer traduções para ganhar a vida e estreia-se em 1846 com o seu primeiro romance, Gente Pobre. Após mais umas tentavivas literárias, foi condenado à morte em 1849, por implicação numa suspeita conjura revolucionária. No entanto, a pena foi-lhe comutada para trabalhos forçados na Sibéria. Durante os seus anos de degredo teve uma vida interior de caráter místico, por ter sido forçado a conviver com a dura realidade russa, o que também o levou a familiarizar-se com as profundezas insuspeitas da alma do povo russo. Amnistiado em 1855, reassumiu a atividade literária e em 1866, com Crime e Castigo, marca a ruptura com os liberais e radicais a que tinha sido conotado. As obras de Dostoiévski atingem um relevo máximo pela análise psicológica, sobretudo das condições mórbidas, e pela completa identificação imaginativa do autor com as degradadas personagens a que deu vida, não tendo, por esse prisma, rival na literatura mundial. A exatidão e valor científico dos seus retratos é atestada pelos grandes criminalistas russos. Neste grande novelista, o desejo de sofrer traz como consequência a busca e a aceitação do castigo e a conceção da pena como redentora por meio da dor.

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