O Viajante Sem Sono

by José Tolentino Mendonça
Publisher: Assírio & Alvim, September of 2009 ‧
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«Quando José Tolentino Mendonça escreve que “o mundo é aquilo que nos separa do mundo”, sabemos que o primeiro “mundo” é o mundo mundano, e o segundo é um mundo mudado. O que Tolentino sugere é que a atenção e a aceitação fazem com que o mundo não se oponha ao mundo. Daí estes cuidadosos versos sobre Jacob e o anjo, sobre Rothko e a identidade instável, sobre os castanheiros ou essa “bicicleta caída junto às primeira paixões sombrias”.»
Pedro Mexia, Público

Bicicletas

Por muito tempo amarei casa que existam apenas
para guardar uma bicicleta ou os remos de um bote
As casas interessantes não têm pretensão nenhuma
Estão perto de nós na hora necessária
mas a qualquer momento
com mais clareza
afastam-se das certezas que perdemos
e da imensidão que se avista de lá

Um velho provérbio diz:
Se deres um passo atrás, talvez te coloques a tempo
de uma estação clemente

O Viajante Sem Sono

by José Tolentino Mendonça

Property Description
ISBN: 978-972-37-1440-1
Publisher: Assírio & Alvim
Release Date: September of 2009
Language: Portuguese
Dimensions: 120 x 169 x 6 mm
Cover: Softcover
Pages: 64
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Poetry
EAN: 9789723714401

ABOUT THE AUTHOR

José Tolentino Mendonça

José Tolentino Mendonça é poeta, sacerdote e professor. Nasceu na ilha da Madeira. Estudou Ciências Bíblicas em Roma e vive no Vaticano desde 2018, onde foi responsável pela Biblioteca Apostólica e pelo Arquivo Secreto do Vaticano e é atualmente Prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação. Em 2019, foi elevado a Cardeal pelo Papa Francisco. Para José Tolentino Mendonça, «a poesia é a arte de resistir ao seu tempo». Os seus livros têm sido distinguidos com vários prémios, entre eles o Prémio Cidade de Lisboa de Poesia (1998), o Prémio PEN Clube de Ensaio (2005), o italiano Res Magnae, para obras ensaísticas (2015), o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes APE (2015), o Grande Prémio APE de Crónica (2016), prestigiado Prémio Capri-San Michele (2017), o Prémio D. Diniz (2022), Francisco de Sá de Miranda (2022), Prémio Pessoa (2023) e o Prémio Eduardo Lourenço (2025).

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