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O Crime do Padre Amaro

by Eça de Queiroz
Book eBook
Publisher: Livros do Brasil, July of 2020 ‧
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Nesta obra polémica que gerou a contestação por parte da Igreja Católica portuguesa e, mais tarde, de outros que acusaram o autor de plágio, Eça de Queiroz definiu o que, para si, seria a principal função da Arte: uma extraordinária ferramenta de reforma social. É através do amor proibido entre Amaro, pároco recém-chegado à cidade de Leiria, e a jovem Amélia, filha da mulher que o hospeda, que se critica o clero católico e a sua promíscua influência nas relações domésticas. Se este livro parecia e poderia ser a morte anunciada de uma carreira literária sólida, tornou-se na verdade um dos textos centrais da obra de Eça de Queiroz, que prova aqui, mais uma vez, ser a voz da frente na denúncia da hipocrisia dos valores da sociedade portuguesa.

O Crime do Padre Amaro

by Eça de Queiroz

Property Description
ISBN: 978-989-711-090-0
Publisher: Livros do Brasil
Release Date: July of 2020
Language: Portuguese
Dimensions: 142 x 210 x 32 mm
Cover: Softcover
Pages: 552
Format: Book
Collection: Obras de Eça de Queiroz
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 978989711090021
Recommended Minimum Age: Not applicable

A pura realidade

Ana Sofia Castro

Um retrato empolgante da sociedade portuguesa. Uma crua realidade. E como sempre recheado do humor.

Ótimo

Diana E. Santo

Eça no seu melhor. Devia ser de leitura obrigatória.

Há coisas que não mudam

Inês Fernandes

Foi uma releitura e, mais uma vez, é espantoso como algo escrito há tanto tempo continua tão atual! mais uma vez, os poderosos, os que ocupam o topo da pirâmide social... "filhos da mãe"!

As premonições de Eça em «O Crime do Padre Amaro»

Helder Raimundo

Nas memórias da minha leitura da obra realista de Eça de Queirós, «O Crime do Padre Amaro», queria referir duas premonições que me parecem interessantes: a primeira, aquando de uma conversa entre o similar do governador do distrito de Leiria e um dos padres da ´panelinha eclesiástica´, quando um deles se refere à necessidade de instalação de um fenómeno semelhante ao de Lourdes, em França, como via para o desenvolvimento económico das terras de Leiria. Recorda-se que Fátima, fenómeno para-religioso criado em 1917, é mesmo ali perto, sendo que a diocese atual engloba o eixo Leiria-Fátima; a segunda, bem mais prosaica, mostra como a exibição do cravo ao peito, nas lapelas dos casacos masculinos em dia de missa grande, já era hábito das lusas comunidades. Ou terá sido inventada por Eça?

O Crime do Padre Amaro

LP

A história desenvolve-se em torno de um eclesiástico que se apaixona por uma paroquiana. Comparativamente com “Os Maias”, o autor faz uso de um registo satírico mais explícito e contundente para criticar o paroquialismo, provincianismo e subdesenvolvimento que identifica na sociedade portuguesa do século XIX.

Uma obra fundamental

Mary

Esta é uma obra-chave e imperdível na bibliografia de Eça de Queirós. Não só faz um retrato fidedigno do provincianismo beato no século XIX, como a sua crítica social permanece bastante atual em pleno século XXI. Além de não ser tão "maçudo" como "Os Maias", é também extremamente cativante e providencia inúmeras gargalhadas no leitor. Recomendo a leitura!

ABOUT THE AUTHOR

Eça de Queiroz

Eça de Queiroz nasceu a 25 de novembro de 1845 na Póvoa de Varzim e é considerado um dos maiores romancistas de toda a literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo e perspicaz da nossa prosa literária.
Entrou para o Curso de Direito em 1861, em Coimbra, onde conviveu com muitos dos futuros representantes da Geração de 70. Terminado o curso, fundou o jornal , em 1866, órgão no qual iniciou a sua experiência jornalística. Em 1871, proferiu a conferência «O Realismo como nova expressão da Arte», integrada nas Conferências do Casino Lisbonense e produto da evolução estética que o encaminha no sentido do Realismo-Naturalismo de Flaubert e Zola. No mesmo ano iniciou, com Ramalho Ortigão, a publicação de As Farpas, crónicas satíricas de inquérito à vida portuguesa.
Em 1872 iniciou a sua carreira diplomática, ao longo da qual ocupou o cargo de cônsul em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. Foi, pois, com o distanciamento crítico que a experiência de vida no estrangeiro lhe permitiu que concebeu a maior parte da sua obra romanesca, consagrada à crítica da vida social portuguesa e de onde se destacam O Primo Bazilio, O Crime do Padre Amaro, A Relíquia e Os Maias, este último considerado a sua obra-prima. Morreu a 16 de agosto de 1900, em Paris.

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