O Barão

Book 1

by Branquinho da Fonseca
Publisher: Publicações Europa-América, April of 1997 ‧
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O Barão, que Branquinho da Fonseca publicou pela primeira vez em 1952, sob o pseudónimo de António Madeira, é uma das mais significativas, densas e complexas novelas do autor. Um inspector das escolas de instrução primária vê-se, por imposição das suas funções, coagido ao nomadismo. E dispõe-se a escrever para contar uma inesquecível viagem de serviço que o levara a um vetusto solar de província, onde o Barão se condenara a um sedentarismo solitário e dramático. Personagem intrigante e contraditória, que oscila entre a tirania e o sentimentalismo, o Barão apodera-se do inspector e obriga-o a partilhar o seu mundo durante uma noite alucinante marcada por confidências delirantes e cenas imprevistas.
A intrigante figura do Barão, com as suas qualidades e defeitos, as suas obsessões e os seus sonhos, é simultaneamente uma realidade, um mito e um símbolo.
Neste volume incluem-se também dois dos mais belos contos do autor: «As Mãos Frias» e «O Involuntário».

O Barão

by Branquinho da Fonseca

Property Description
ISBN: 9789721002159
Publisher: Publicações Europa-América
Release Date: April of 1997
Language: Portuguese
Dimensions: 112 x 173 x 5 mm
Cover: Softcover
Pages: 144
Format: Book
Collection: Livros de Bolso / Série Grandes Obras
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 5601072405530
Recommended Minimum Age: Not applicable

Um livro sombrio sobre um homem sombrio

Tiago Muchagato

Para ser sincero, quando comprei este livro, não esperava muito dele. Precisava de um livro para um projeto escolar e como não gostava de ler, quanto mais curta a obra, melhor. A minha primeira impressão ao receber este livro foi a capa. Uma capa que remete para o antigo. Achei desinteressante, no entanto, nunca julguem um livro pela capa. Ao começar a ler senti algo que nunca tinha antes sentido antes. A descrição, apesar de não ser extensa, era capaz de dár largas à minha imaginação. Consegui visualizar todo o cenário, a sombria floresta que envolve a mansão do Barão, o feitio das personagens e até o poder do Barão que apesar de ser apenas um humano, parecia muito mais poderoso do que qualquer um. De facto, atrevo-me a dizer que me senti integrado na história, senti que era um personagem da mesma e que estava lá para apreciar todo aquele mistério. Sem dúvida que recomendo esta obra. Li com 16 anos, tenho hoje 18 e ainda me lembro do ambiente sombrio mas acolhedor ao mesmo tempo que a obra me apresentou.

O Barão

Ana F.

Conheci este conto de Branquinho da Fonseca por mero acaso e "necessidade". Nunca tinha escutado falar no autor nem no conto, mas li-o de forma compulsiva. É de facto um conto deveras intrigante, fascinante e que nos leva a questionar a essência do ser humano e as razões que nos levam a agir de determinada forma. Vou ter que o ler novamente para perceber melhor todos os pormenores uma vez que, por vezes, provocou-me alguma confusão e emoções contraditórias, mas é muitíssimo interessante.

"O Barão" - conto de Branquinho da Fonseca

Maria Fernanda Vargas Branco Peixoto

Relativamente a este conto e a este autor, de quem tinha lido muito pouco, agradou-me sobretudo a análise psicológica das personagens, bem como a caracterização de um ambiente muito particular, onde sobressaem a ruralidade e a espontaneidade dos meios de uma certa aristocracia de raizes populares.

ABOUT THE AUTHOR

Branquinho da Fonseca

Branquinho da Fonseca nasceu em maio de 1905 em Mortágua. Era filho do escritor Tomás da Fonseca. Estudou Direito em Coimbra, onde colaborou com José Régio e João Gaspar Simões na fundação da revista Presença. Escreveu contos, novelas, romances, poesia e teatro. Foi diretor do Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães e criador e primeiro diretor das Bibliotecas itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian.

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