O Anticristo

Ensaio de uma crítica do Cristianismo

by Friedrich Nietzsche
Publisher: Guimarães Editores, March of 2011 ‧
Uma declaração de guerra ao cristianismo, uma denúncia dos seus fundamentos, uma proposta de lei, um novo calendário? O que significa realmente este livro, obra polémica por excelência? Uma forte componente desta obra é a apologia da civilização Greco-Romana, onde a vitória do cristianismo sobre o paganismo é considerada um retrocesso na história das civilizações. A ideia anticrística é tão velha quanto o próprio cristianismo. Ao analisar e criticar violentamente o cristianismo, socorrendo-se dos libelos acusatórios que a ciência ou a história lhe pudessem fornecer, Nietzsche não deixou de recuperar a velha profecia cristã em seu proveito, quando, ao intitular-se «Nietzsche-Anticristo» na assinatura da Lei Contra o Cristianismo que completa esta obra, procurou uma identificação total com o anunciado destruidor/perseguidor do cristianismo e dos cristãos.

O Anticristo

Ensaio de uma crítica do Cristianismo

by Friedrich Nietzsche

Property Description
ISBN: 9789726656678
Publisher: Guimarães Editores
Release Date: March of 2011
Language: Portuguese
Dimensions: 119 x 186 x 10 mm
Cover: Softcover
Pages: 132
Format: Book
Collection: Filosofia & Ensaios
Categories: Books in Portuguese > Social Sciences and Humanities > Philosophy
EAN: 9789726656678

Nietzsche não é para todos...

João Diogo Féria

Considero uma obra essencial. Embora seja um livro pequeno é bastante denso. Não é uma leitura fácil.

Nietzsche versus Cristianismo.

Joël Inácio

Nesta obra Friedrich Nietzsche argumenta de forma tempestuosa e inteligente, buscando despertar a mente do homem sobre a condição de escravatura que esta se encontra. Negando a vida no presente por achar que uma vida após a morte será melhor. O filósofo combate firmemente o cristianismo.

ABOUT THE AUTHOR

Friedrich Nietzsche

Um dos filósofos emblemáticos dos finais século XIX, nasceu em 1844, em Röcken, e morreu em 1900, atacado pela demência, em Weimar. As suas reflexões caracterizam-se por uma violenta crítica aos valores da cultura ocidental.

Com efeito, para Nietzsche, a decadência do Ocidente começou quando o discurso filosófico, depois de Sócrates, veio afastar a síntese que se realizara na tragédia grega, substituindo a harmonia apolíneo/dionisíaco (representando a ambivalência da essência humana, dividida entre a desmesura passional e a medida racional) por um discurso das aparências, enganador e ilusório, que transforma a realidade autêntica em metáforas ocas. Esse processo de desvitalização encontrará o apogeu com a afirmação da moral judaico-cristã, «moral de escravos», reflexo de uma maquinação hipócrita de indivíduos débeis, ignóbeis e vis numa tentativa de enfraquecer e dominar pela astúcia os valorosos.
A crítica nietzschiana acaba mesmo por abranger os fundamentos da razão, considerando que o erro e o devaneio estão na base dos processos cognitivos e que a fé na ciência, como qualquer fé em verdades absolutas, não passa de uma quimera.
Não se limitando, porém, à denúncia de um estado de espírito dominado pela submissão a valores ancestrais, impotentes para criar algo de novo e propagando a obediência e a servidão como princípios supremos, ao proclamar a «morte de Deus» e a abolição de qualquer tutela, Nietzsche passa ao anúncio de uma nova era centrada na exaltação da vontade de poder, apanágio do homem verdadeiramente livre, o super-homem, que não conhece outros ditames além dos que ele próprio fixa. No entanto, o super-homem não é unicamente dominado pelo egoísmo, cabendo-lhe dirigir a «massa», anónima e ignorante, para um estádio superior em que os valores vitais, a alegria e a espontaneidade permitam a reafirmação do instinto criador da humanidade.

Pensador paradoxal, associa ao super-homem a consciência do eterno retorno, procurando, talvez, exprimir o aspeto cíclico dos movimentos históricos ou a impossibilidade de, alguma vez, ser atingido um grau supremo de perfeição no devir do Homem.
Expressando-se de forma aforística e mantendo todas as suas afirmações no limiar da inteligibilidade imediata, Nietzsche foi um filósofo ímpar, tão inovador como polémico: ao exaltar, em detrimento da razão, a faculdade da vontade como núcleo da essência humana e verdadeiro motor do devir e colocando-se numa posição de profundo ceticismo face aos fundamentos da ética e da moral, abalou profundamente os pilares do racionalismo, sendo por isso considerado como um dos «filósofos da suspeita» (ao lado de Marx e Freud), na esteira da «crise da razão» que marcou profundamente a filosofia no século XX. Entre as suas obras são de destacar:
A Origem da Tragédia (1872), Humano, Demasiado Humano (1878), Aurora (1881), A Gaia Ciência (1882), Assim Falou Zaratustra (1883-85), Para além do Bem e do Mal (1886), A Vontade de Poder (1886, editado em 1906), A Genealogia da Moral (1887), Ecce Homo (1888), O Anticristo (1888).

(see more)

BOOKS FROM THE SAME COLLECTION

BY THE AUTHOR

PEOPLE WHO BOUGHT ALSO BOUGHT