La España Revolucionaria

by Karl Marx
language: spanish
Publisher: ALIANZA, May of 2014 ‧
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El éxito en junio de 1854 de un nuevo pronunciamiento liberal -"la Vicalvarada"- provocó que España centrara por un tiempo la atención de la opinión pública mundial, y en especial de la estadounidense, muy interesada en saber si los cambios en la metrópoli podían afectar a los intereses que ésta tenía en sus colonias de América. Es así como Karl Marx dirige su mirada a nuestro país y escribe un total de 27 artículos periodísticos para el "New York Daily Tribune" entre julio de 1854 y junio de 1857. Entre ellos, destaca la serie de nueve que compone "La España revolucionaria", en los que Marx ofrece una perspectiva excéntrica -lo que le confiere especial interés- de las características de la revolución liberal en nuestro país desde 1807 (la serie se interrumpe en 1823, con el fin del Trienio Liberal), partiendo de presupuestos básicamente políticos y lejos del mecanicismo interpretativo que muchos de sus seguidores han hecho de la metodología marxista. La presente edición cuenta con un glosario que resulta de gran ayuda para conocer a los personajes, situaciones, instituciones y hechos a los que Marx alude. Edición de Jorge del Palacio

La España Revolucionaria

by Karl Marx

Property Description
ISBN: 9788420687353
Publisher: ALIANZA
Release Date: May of 2014
Language: Spanish
Cover: Softcover
Pages: 200
Format: Book
Collection: Clinica Tavistock, 7
Categories: Books in Spanish > History > General History
EAN: 9788420687353

ABOUT THE AUTHOR

Karl Marx

Filósofo alemão nascido em Trèves (Renânia) em 1818. Acerca dele se afirmou: «No século dezanove foi o pensador que teve, de longe, a influência mais direta, deliberada e poderosa sobre a Humanidade» (Isaiah Berlin). Sensível aos problemas sociais da época, foi influenciado pelas doutrinas do socialismo utópico de Saint-Simon, Charles Fourier e Robert Owen e pelas teorias da economia política de Adam Smith e David Ricardo, que tentou superar.
O pensamento de Marx define-se essencialmente em oposição ao idealismo hegeliano, embora dele retome a conceção dinâmica da realidade e os princípios da dialética, reinterpretando-os à luz de uma conceção materialista. A crítica fundamental que faz a Hegel é a de que este apenas se apercebeu do desenvolvimento espiritual abstrato, quando a ideia não é mais que «a matéria, trasladada e transformada na cabeça do homem», provocando, simultaneamente, uma inflexão no agir filosófico, afastando-o do domínio puramente teorético para o inserir na esfera da intervenção prática - «até ao presente, os filósofos só se têm preocupado com a interpretação do mundo segundo várias óticas. Todavia, o problema está em ser capaz de o transformar».

Recusando a transposição hegeliana do facto empírico para o plano metafísico, defende que não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas o seu ser social que determina a consciência. É a partir dessa premissa que Marx constitui o sistema do materialismo histórico, segundo o qual os processos económicos estão na base de toda a evolução da humanidade, considerando todas as restantes manifestações socioculturais como meras superestruturas ideológicas, estritamente determinadas pelas relações de produção vigentes.
A história das sociedades é encarada como um longo processo dialético em que as classes oprimidas, vítimas de relações de produção desiguais, se revoltam contra as classes dominantes, instaurando uma nova ordem económica. A luta de classes percorre, portanto, todo o devir da humanidade, desde a antiguidade (sociedade esclavagista em que se opõe ao homem livre o escravo), passando pela sociedade feudal (oposição entre suserano e servo), até à sociedade capitalista, na qual a revolução do proletariado, através da abolição da propriedade privada e da coletivização dos meios de produção, suprimirá todos os antagonismos, instaurando o comunismo e a sociedade sem classes.

Marx debruçou-se em particular sobre a formação e a essência do capitalismo considerando que este se fundamenta numa apropriação indevida da mais-valia gerada pelo trabalho numa lógica de acumulação e concentração de riqueza que deixa completamente de lado a função social do trabalho e reduz o proletariado a um estado de alienação em que o trabalho deixa de ser um fator de realização pessoal. A religião, que classifica como «ópio do povo», associa-se a esse processo de alienação, prometendo aos proletários uma satisfação extramundana em troca da sua submissão à ordem estabelecida.
Marx morreu em Berlim em 1883. O seu sistema, desenvolvido em grande parte em colaboração com Friedrich Engels (1820-1895) e imbuído de objetivos sociais reformistas e emancipadores, marcou decisivamente toda a filosofia política contemporânea.

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