Guardados 001

by Filipe Faria
language: portuguese, english
Publisher: Arte das Musas, November of 2023 ‧
Um guardado é um objecto que sobreviveu ao tempo com intenção. É um daqueles objectos que decidimos poder vir a fazer parte de nós, do que somos hoje, na antecipação de um futuro em que precisamos de ser recordados da sua importância. Guardamos um guardado porque o queremos fixar no tempo, neste tempo… para que não se perca nunca.

Um guardado pode ser uma fotografia de um acontecimento mais ou menos especial, mais ou menos banal, uma fotografia nossa ou de outrem. De um agente activo na nossa história ou de um desconhecido, ou de um grupo de desconhecidos, ou de um grupo de desconhecidos à volta de um conhecido. Pode ser aquela tesoura da poda que nunca falhou, aquele colar que nos definia, aquele apontamento de coisa importante ou daquela vez em que nos saiu um verso ou uma estrofe. Pode ser um recorte escurecido de uma revista ou jornal entretanto desaparecidos. Pode ser um equipamento tecnológico de ponta, entretanto obsoleto. Pode ser grande, não tem de ser pequeno (haja espaço para guardar o guardado). Pode ser uma escada de azeitona na qual os nossos pais e avós subiram e desceram milhares de vezes. Pode, até, ser um guardado de gerações… um que nunca experimentámos e que não experimentaremos porque não queremos correr o risco.

Com estes guardado podemos contar uma história… a dele, do seu dono ou dona. Ou outra história qualquer, aquela que nos vier à cabeça quando o vemos, tocamos, cheiramos… quando imaginamos, condicionados, como sempre somos, pelo que sabemos ou ignoramos. Estes são os guardado sobre os quais quero contar histórias.

Guardados 001

by Filipe Faria

Property Description
ISBN: 9789893508329
Publisher: Arte das Musas
Release Date: November of 2023
Language: Portuguese, English
Dimensions: 165 x 205 x 10 mm
Cover: Hardcover
Pages: 60
Format: Book
Collection: Guardados
Categories: Books in English > Art > Photography
Books in Portuguese > Art > Photography
EAN: 9789893508329

ABOUT THE AUTHOR

Filipe Faria

Filipe Faria nasceu, em Lisboa, em 1976. Pai, músico, compositor, fotógrafo, autor, programador, realizador, produtor e investigador licenciou-se em Ciências Musicais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/Universidade Nova de Lisboa em 1998. Em 2000 termina a Pós-Graduação em Musicologia pela Universidade Autónoma de Lisboa, em 2002 a Especialização do Mestrado em Ciências Documentais pela Universidade de Évora e em 2004 a Pós-Graduação do Mestrado em Arte, Património e Teoria do Restauro pela Universidade de Lisboa/Faculdade de Letras/Instituto de História de Arte. Funda e co-coordena o projeto de licenciatura e pós-graduação em Musicologia - UAL - em 1999/2001 e funda e coordena o projecto de Licenciatura em Educação Musical - ISCE - em 2008/2009.
Em 2000 funda a produtora e editora Arte das Musas da qual é gestor e diretor artístico e de produção e com a qual desenvolve projetos originais e parcerias nacionais e internacionais nas áreas da música, arte sonora, filme documental, etnografia, artes plásticas, fotografia, edição e programação. Cria e funda, em 2003, o Festival Terras sem Sombra de Música Sacra do Baixo Alentejo, do qual foi diretor artístico e de produção entre 2003 e 2010, e, em 2012, o Fora do Lugar - Festival Internacional de Músicas Antigas - em Idanha-a-Nova, do qual é diretor artístico e de produção.
Foi elemento efetivo do Coro Gulbenkian entre 1998 e 2013 tendo realizado digressões em Portugal, Espanha, França, Itália, China, Estados Unidos da América, Malta, Holanda, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Japão, Israel, entre outros, e músico freelancer em ensembles de música antiga nacionais no mesmo período.
Em 1999 funda o consort de música antiga e contemporânea Sete Lágrimas, que co-dirige, com uma discografia de 13 títulos - "Lachrimæ #1" (2007), "Kleine Musik" (2008), "Diaspora.pt: Diáspora, vol.1" (2008), "Silêncio" (2009), "Pedra Irregular" (2010), "Vento" (2010) "Terra: Diáspora, vol.2" (2011), "En tus brazos una noche" (2012), "Península: Diáspora. vol.3" (2013), "Cantiga" (2014), "Um dia normal" (2015), "Missa Mínima" (2016) e "Twentie Yeares in Seaven Teares" (2021) - e uma carreira em Festivais e Centros Culturais de treze de países da Europa e Ásia: Portugal, Bulgária, Itália, Malta, Espanha, China, Suécia, França, Bélgica, Noruega, Luxemburgo, Alemanha e República Checa. Em 2012 funda o ensemble de música antiga Noa Noa com uma discografia de 4 títulos - "Língua, vol. 1" (2014), "Língua, vol. 2" (2015), "De la mar" (2016), "Palavricas d'amor" (2017) - e uma carreira em Festivais e Centro Culturais em Portugal, França, Bélgica e Japão.
Em 2015 edita o seu primeiro livro, o poema gráfico "Um dia normal". Em 2016 e 2017 cria os projetos multi-disciplinares "Todas as noutes passadas" (com Pedro Castro e Carla Albuquerque) e "Como dormirão meus olhos?" (com Pedro Castro), ambos sob encomenda do Centro Cultural de Belém/Fábrica das Artes em parceria com a Zonzo Compagnie (Bélgica) e com o financiamento do programa Europa Criativa da União Europeia. Em 2018 edita o CD dedicado à música original (escrita em coletivo com Pedro Castro) para "Todas as noutes passadas" e colabora com Mara Maravilha na criação e performance da banda sonora para o projeto "Isto não é uma nuvem" apresentado nos Dias da Música no CCB. No mesmo ano desenvolve o projeto "Do ramo de uma árvore - A palheta de 8 furos. Reinterpretação da palheta de José dos Reis (Monsanto, 1911-1996)" em parceria com Pedro Castro e os mestres construtores Mário Estanislau e Vítor Félix. Este projeto desdobra-se num livro e num documentário de sua autoria. Em 2018/2019 desenvolve o projeto "Paisagem Sonora #1 a #6: Biofonias, Geofonias e Antropofonias" - em Proença-a-Nova, Vila Velha de Ródão, Oleiros, Penamacor, Castelo Branco e Idanha-a-Nova - estreadas nestas cidades em diálogo com os fotógrafos Valter Vinagre e Pedro Martins. Em 2020 é convidado pelo Projeto Cinco a desenvolver um projeto de paisagem sonora nos Municípios de Águeda, Idanha-a-Nova, Lousã, Óbidos e S. Pedro do Sul que resultou em "Cinco sopros para uma paisagem". Este projeto de instalação sonora no espaço público estreou simultaneamente nestas cidades e foi adaptada a um espetáculo de homenagem ao antropólogo Benjamin Pereira (1928-2019), estreado no Centro Cultural Raiano. Em 2020 edita, em CD, a sua obra "Inselberg Partita, n.2" para Homem e Terra Solo. No mesmo ano cria o projeto Museu dos Sons Perdidos que edita o seu primeiro volume - fotografia e soundscapes em 2022. Em 2021 o seu filme "Olha para mim, que pode não ser verdade amanhã" foi selecionado para o programa oficial do Festival du Cinéma et des Cultures Européenes de Strasbourg (França), organizado pela MESA - Maison de l'Europe Strasbourg-Alsace. Em 2020/2021 desenvolve, em parceria com a bailarina, coreógrafa e realizadora, Winnie Dias (Brasil), o projeto de video-dança. música, performance e fotografia "Se chovesse um oceano" (If I rained an ocean), filmado na Alemanha (Berlin, Hamburg, Düsseldorf, Wuppertal), Suiça (Zürich) e Portugal (Idanha-a-Velha) com os bailarinos Futaba Ishizaki (Japão), Naomi Brito (Brasil), Rafaela Bosi (Brasil), Rafaelle Queiroz (Brasil), Fuyumi Hamashima (Japão), Isabella Heylmann (Austrália), Hayley Page (Austrália) e Borja Bermudez (Espanha). A convite do Município de Idanha-a-Nova, desenvolve, em 2021/2022, a paisagem sonora intercultural, no feminino "Antes dela dormir", integrada no projeto Medidores Interculturais, Como fotógrafo edita, em 2022, os livros "Risco Branco Risco", "Idalina" (Museu dos Sons Perdidos) e "Antes dela dormir" (Mediadores Interculturais) e está representado na coleção do Centro Cultural Raiano. Em 2022 realiza o filme "Risco Branco Risco", uma viagem Norte/Sul a Portugal, pelo risco da icónica estrada N2.
Completou o Curso Geral do Conservatório Nacional em 1992, o Curso Complementar de Violino do Conservatório Nacional de Lisboa/FMAC em 1997, o Curso de Fotografia do Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual – com o fotógrafo Roger Meintjes, em 1995, o Curso de Pintura da Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA) entre 2001 e 2005 com os pintores Paiva Raposo e Mário Rita e, a convite, o Atelier Livre de Pintura da SNBA, com o pintor Jaime Silva, em 2005.
Em 2014 é convidado para a Comissão de Candidatura de Idanha-a-Nova à Rede das Cidades Criativas da UNESCO na área da Música, aprovada em 2015 por esta entidade. Desde 2015 representa Idanha-a-Nova como stakeholder nos Encontros Internacionais UNESCO na Suécia (Östersund), Japão (Hammamatsu), Itália (Fabriano), Polónia (Katowice), no WOMEX 2017 (Polónia, Katowice), no European Congress of Local Governments/Institute for Eastern Studies/Economic Forum (Polónia, Cracóvia), como conferencista, etc.
Os projetos Arte das Musas e Festival Fora do Lugar, em Idanha-a-Nova, são apoiados, desde 2003, pelo Ministério da Cultura/Direção-Geral das Artes, e, desde 2020, membros efetivos do REMA - Réseau Européen de Musique Ancienne/Early Music European Network.

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