Publisher: TASCHEN, June of 2013 ‧
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"Fui em busca do que há de mais puro neste planeta" - Sebastião Salgado.

Sebastião Salgado descobriu a camara fotográfica em 1970, aos vinte e seis anos, foi uma revelação, a vida começava a fazer sentido. Desde então e após anos de trabalho árduo até conseguir viver exclusivamente da fotografia, a camara tornou-se no seu interface com o mundo. Escolheu a fotografia a preto e branco. Talvez por ter sido criado numa quinta no Brasil, Sebastião Salgado sempre nutriu de um amor profundo e de um enorme respeito pela natureza, e cresceu particularmente sensível à forma como o ser humano é afectado pelas condições socio-economicas muitas vezes devastadoras em que se desenvolve.
Destacam-se três grandes projectos entre a miríade dos trabalhos produzidos por Sebastião Salgado ao longo da sua carreira: Workers (1993), que documenta a vida dos artesãos, ou, os trabalhos manuais, profissões em vias de extinção, um pouco por todo o mundo; Migrations (2000), um projecto de tributo às migrações de massas, provocadas pela fome, desastres naturais, degradação ambiental e pressões demográficas; e este novo Genesis, resultado de uma épica expedição de oito anos à descoberta das montanhas, dos desertos e dos oceanos, de animais e dos povos que conseguiram escapar às marcas da sociedade moderna - a terra e as vidas num planeta ainda virgem. "Cerca de 46% do nosso planeta resiste ainda no seu estado virgem" lembra-nos Sebastião Salgado. "Temos a obrigação de o preservar" é a sua mensagem e a mensagem do Instituo Terra, fundado por si para mostrar ao mundo a beleza destes recantos do nosso planeta e a nossa responsabilidade para com o seu futuro.

No decorrer deste trabalho, Sebastião Salgado fez 32 viagens - a pé, de avioneta, de canoa, e até de balão - experimentando as condições climatéricas mais adversas, de frio e calor, e alguns perigos inclusive. Foi no meio destes cenários que Salgado reuniu esta colecção de imagens de rara beleza, que nos descreve a natureza, os animais, e alguns povos indígenas no seu estado mais selvagem e verdadeiro. O estilo monocromático de Sebastião Salgado remete a fotografia a preto e branco para uma nova dimensão, as suas variações de tom, o contraste entre o brilho e o escuro, rivalizam com o virtuosismo de um Ansel Adams, e traz-nos à memória os grandes mestres como Rembrandt e Georges de La Tour. Da sua mestria resulta uma complexa teia como que elaborando um tecido cuja textura parece ampliar até ao infinito todos os pormenores.

Em Genesis encontramos desde as espécies animais, aos vulcões das Galápagos; os pinguins, os leões-marinhos e as baleias do Antárctico e do Atlântico Sul; os jacarés e os jaguares do Brasil; os leões, leopardos e elefantes africanos; a tribo Zoé isolada na Amazónia; a tribo Korowai da época da pedra da Papua Oeste; os Dinka, tribo nómada de criadores de gado do Sudão; os Nenet, tribo de nómadas do Círculo Ártico; as comunidades da selva de Mentawai no Oeste da Sumatra; os icebergues do Antárctico; os vulcões da África Central e da Península de Kamchatka; os desertos Saharianos; os rios Negro e Juruá da Amazónia; as ravinas do Grand Canyon; os glaciares do Alaska... E muito mais ainda por descobrir. Por todo o tempo, empenho e energia que este projecto lhe exigiu Salgado considera-o "a sua declaração de amor ao planeta".

Genesis

by Lelia Wanick Salgado e Sebastião Salgado

Property Description
ISBN: 9783836542630
Publisher: TASCHEN
Release Date: June of 2013
Language: Portuguese
Dimensions: 254 x 362 x 45 mm
Cover: Hardcover
Pages: 520
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Art > Photography
EAN: 9783836542630

Magistral...

Alexandre Cunha

Não há palavras para descrever a qualidade desta obra Tive o privilégio de ver ao vivo e a possibilidade de rever em livro Uma obra imperdível...

Um livro impressionante!

Maria João Silva

O mundo no seu mais puro estado, retratado de forma magistral. Temos a sensação que o autor "tocou" o coração do planeta, o que de mais ancestral existe. Poucos ou nenhuns, conseguiram uma experiência tão completa. Fico com a sensação, de que o autor ao realizar esta obra, se tornou ele próprio um guardião deste conhecimento. Temos de agradecer esta dádiva.