Eichmann em Jerusalém

Uma reportagem sobre a banalidade do mal

by Hannah Arendt
Publisher: Ítaca, April of 2017 ‧
A 11 de Maio de 1960, uma equipa de agentes da Mossad capturou Adolf Eichmann em Buenos Aires, com o intuito de o levar a tribunal em Israel.

Nesse ano, Hannah Arendt oferece os seus serviços ao redactor-chefe da New Yorker para cobrir o julgamento em Jerusalém.

Da série de artigos escritos nessa altura nasce este livro, cuja publicação em 1963 daria lugar a uma intensa polémica.

«Lidar com o maior problema dos nossos tempos... o problema do ser humano no seio de um sistema totalitário moderno.»
Bruno Bettelheim

Eichmann em Jerusalém

Uma reportagem sobre a banalidade do mal

by Hannah Arendt

Property Description
ISBN: 9789899980716
Publisher: Ítaca
Release Date: April of 2017
Language: Portuguese
Dimensions: 141 x 211 x 30 mm
Cover: Softcover
Pages: 448
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Essays
EAN: 9789899980716

Uma obra, uma lição de VIDA

Sandra

Já tinha ouvido falar desta obra, mas nunca pensei que fosse tão impactante. Um livro que nos mostra que até os monstros são feitos de seres humanos. A matéria prima somos nós. O monstro habita em cada um de nós. E cabe a cada um de nós alimentá-lo ou não. Um autêntico abrir de olhos.

Um livro importante

Márcio

Um livro extremamente importante. A ótica de Hannah Arendt sobre o caso de Eichmann (de uma perspetiva diferente da que se esperava) é fenomenal e uma rampa para a "banalidade do mal".

Um outro olhar

Ana Cardoso

Soberba a forma como Hannah Arendt nos expõe a uma outra realidade dentro do Nacional Socialismo. Obrigatório para todos os amantes de História e Filosofia.

Rigor com o banal

Miguel Bagorro

A tradução faz jus ao rigor do pensamento de H. Arendt ante esta coisa estranha que é a banalização do mal radicalizado. Como o normal se torna anormal e não leva quem observa a desculpas,diatribes sem sentido ou ao encolher de ombros resignado. Ainda que o juízo sobre os conselhos judaicos seja severo, é facto que não há verdadeiros inocentes (cfr. Primo Levi). É um livro para ler e reler e, para os pacientes, a cotejar com o material disponibilizado por Israel (http://www.archives.gov.il/en/publication/eichmann-trial/).

Muito interessante

José Jorge

Livro muito interessante sob o ponto de vista ético, axiológico e filosófico concatenado à política e moral, considerando também a dimensão social, psicológica e histórica. Na perspectiva literária é também uma obra deveras apelativa. Hannah Arendt, através de uma reportagem sobre o julgamento de Adolf Eichmann problematiza o fenómeno do mal, problematiza como a incapacidade de pensar, como a incapacidade de julgar politicamente permite a banalização do mal. A leitura deste livro dá-nos a possibilidade de reflectir, mais do que sobre as acções de Eichmann, reflectir sobre um horizonte humano, sobre um vasto conjunto de pessoas (pessoas que poderiam corresponder a uma qualquer maioria na actualidade) que directa ou indirectamente participaram no engendrar e efectivação do mal e do horror até à sua banalização.

ABOUT THE AUTHOR

Hannah Arendt

Hannah Arendt nasceu em Hanôver, na Alemanha, em 1906. Estudou nas Universidades de Marburgo e Friburgo e doutorou-se em Filosofia na Universidade de Heidelberg, onde foi aluna de Karl Jaspers. Mudou-se para França em 1933. Em 1941, deslocou-se para os Estados Unidos da América, tornando-se cidadã norte-americana dez anos mais tarde. Foi professora convidada de várias universidades, incluindo Califórnia, Princeton, Columbia e Chicago, e professora catedrática na Graduate Faculty of the New School for Social Research. Recebeu a Guggenheim Fellowship, em 1952, e a Arts and Letters Grant do National Institute of Arts and Letters, em 1954.Hannah Arendt morreu em dezembro de 1975.

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