Discurso sobre o Método

by Descartes
Publisher: Editora Vozes, September of 2008 ‧
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O Discurso sobre o Método tem importância por ser uma explicação generalizada da abordagem que René Descartes aplicou ao estudo de fenômenos físicos, um edifício de conhecimento que abriga tantas coisas de nossa atividade cotidiana. Descartes tentou aplicar à filosofia os métodos indutivos racionais da ciência, e particularmente os da matemática. Nas suas próprias palavras: "Em nossa busca por estrada direta à verdade, não devemos nos ocupar com objeto sobre o qual não podemos atingir certeza igual à da demonstração da aritmética e geometria". Cabe ressalvar que uma ciência fundamentada no raciocínio lógico-dedutivo e na experimentação sistemática, tão poderosa no estudo de fenômenos físicos simples do mundo material, é instrumento por demais rude para compreensão da alma humana. Esta deverá permanecer além do alcance da ciência, como domínio dos místicos, dos artistas e dos bem inspirados estadistas por ser um domínio que escapa a definição de posição por coordenadas cartesianas, x, y, z. Afinal de contas, não é só de pão que vive o homem.

Discurso sobre o Método

by Descartes

Property Description
ISBN: 9788532636980
Publisher: Editora Vozes
Release Date: September of 2008
Language: Portuguese
Dimensions: 150 x 230 x 20 mm
Cover: Softcover
Pages: 72
Format: Book
Collection: Textos Filosóficos
Categories: Books in Portuguese > Social Sciences and Humanities > Philosophy
EAN: 9788532636980

ABOUT THE AUTHOR

Descartes

René Descartes nasceu em La Haye (hoje Descartes), no departamento francês de Indre-et-Loire. Com oito anos, ingressou no Colégio Jesuíta Royal Henry-Le-Grand em La Flèche. Tinha bastante liberdade e era apreciado pelos professores, mas declarou no Discurso sobre o método deceção com o ensino escolástico. Depois, seguiu seus estudos, graduando com Bacherelato e Licenciatura em Direito em 1616, pela universidade de Poitiers. No entanto, Descartes nunca exerceu Direito, e em 1618 alistou-se no exército do Príncipe Maurício de Nassau, com a intenção de seguir carreira militar. Mas se declarava menos um ator do que um espectador: antes ouvinte numa escola de guerra do que verdadeiro militar. Conheceu então Isaac Beeckman, e compôs um pequeno tratado sobre música intitulado Compendium Musicae. É nessa época também que escreve Larvatus prodeo (Eu caminho mascarado). Em 1619, viajou até a Alemanha e no dia 10 de novembro teve uma visão em sonho de um novo sistema matemático e científico. Em 1622, ele retornou a França e passou os seguintes anos em Paris a algumas outras partes da Europa. Em 1628, ele compôs as Regulae ad directionem ingenii (Regras para a Direção do Espírito), e partiu para os Países Baixos, onde morou até 1649, mas mudando de endereço frequentemente. Em 1629 começou a trabalhar em Tratado do Mundo, uma obra de física, que deveria defender a tese do heliocentrismo, mas em 1633, quando Galileu foi condenado, Descartes abandonou seus planos de publicá-lo. Em 1635, a filha ilegítima de Descartes, Francine, nasceu. Ela foi batizada no dia 7 de agosto de 1635. Sua morte em 1640 foi um grande baque para Descartes. Em 1637, ele publicou três pequenos resumos de sua obra científica: A Dióptrica, Os Meteoros e A Geometria mas é o prefácio dessas obras que continua sendo lido até hoje: o Discurso sobre o método. Em 1641, aparece sua obra mais conhecida: as Meditações Sobre a Filosofia Primeira, com os primeiros seis conjuntos de Objeções e Respostas. Os autores das objeções são: do primeiro conjunto, o téologo holandês Johan de Kater; do segundo, Mersenne; do terceiro, Thomas Hobbes; do quarto, Arnauld; do quinto, Gassendi; e do sexto conjunto, Mersenne. Em 1642, a segunda edição das Meditações incluía uma sétima objeção, feita pelo jesuíta Pierre Bourdin, seguida de uma Carta a Dinet. Em 1643, a filosofia Cartesiana foi condenada pela Universidade de [|Utrecht]], e Descartes começou sua longa correspondência com Isabel da Boémia. Descartes publicou Os Princípios de Filosofia, uma espécie de manual cartesiano, e faz uma visita rápida a França em 1644, onde encontra o embaixador da França junto à corte sueca, Chanut, que o põe em contato com a rainha Cristina da Suécia. Nesta ocasião, teria declarado que o Universo é totalmente preenchido por um "éter" onipresente. Assim, a rotação do Sol, através do éter, criaria ondas ou redemoinhos, explicando o movimento dos planetas, tal qual uma batedeira. O éter também seria o meio pelo qual a luz se propaga, atravessando-o pelo espaço desde o Sol até nós. Em 1647 ele foi premiado com uma pensão pelo Rei da França e começou a trabalhar na Descrição do Corpo Humano. Ele entrevistou Frans Burman em Egmond-Binnen em 1648, resultando na Conversa com Burman. Em 1649 ele foi à Suécia a convite da Rainha Cristina, e suas Tratado das Paixões, que ele dedicou a Princesa Isabel, foram publicados. René Descartes morreu de pneumonia no dia 11 de fevereiro, 1650 em Estocolmo, Suécia, onde ele estava trabalhando como professor a convite da Rainha. Acostumado a trabalhar na cama até meio-dia, sua saúde por ter sofrido com as demandas da Rainha Christina - começavam seus estudos às 5 da manhã. Como um católico num país protestante, ele foi enterrado num cemitério de crianças não batizadas, em Adolf Fredrikskyrkan em Estocolmo. Depois, seus restos foram levados para a França e enterrados na Igreja de São Genevieve-du-Mont em Paris. Um memorial construído no século XVIII permanece na igreja sueca. Durante a Revolução Francesa seus restos foram desenterrados para irem para o Panthéon, ao lado de outros grandes pensadores franceses. A vila no vale Loire onde ele nasceu foi renomeada La Haye - Descartes. Em 1667, depois de sua morte, a Igreja Católica Romana colocou suas obras no Índice de Livros Proibidos.

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