Diário de um Escritor (1873)

Meia carta de um sujeito

by Fiódor Dostoiévski
language: brazilian portuguese
Publisher: Hedra, August of 2019 ‧
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Diário de um Escritor reúne mais de mil páginas de ensaios, crônicas e contos que foram produzidos por Fiódor Dostoiévski entre 1873 e 1881 (ano de sua morte). Originalmente, os textos foram produzidos para sua coluna jornalística de mesmo nome (Diário de um escritor), a qual, de início, era publicada pela revista O Cidadão e, depois (a partir de 1874), de modo independente em outros periódicos. Foi com essa coluna que Dostoiévski conquistou em sua época mais notoriedade como polemista do que como escritor de romances, tornando-se referência obrigatória no debate público russo.

O interesse pelo Diário, porém, não reside apenas nas polêmicas de seu tempo: em suas páginas, o leitor terá a chance de acompanhar o próprio processo criativo do autor, que constrói uma teoria estética ao mesmo tempo que a aplica, como observa Irineu Franco Perpetuo na Apresentação da obra.

A publicação integral do Diário está dividida em quatro partes:

1. Diário de um escritor (1873) coluna para a revista o cidadão;
2. Diário de um escritor (1876) coluna independente;
3. Diário de um escritor (1877) coluna independente;
4. Diário de um escritor (1880-1881) coluna independente (Adendo: textos avulsos de 1873 a 1878 para a revista o cidadão ).

Diário de um Escritor (1873)

Meia carta de um sujeito

by Fiódor Dostoiévski

Property Description
ISBN: 9788577154746
Publisher: Hedra
Release Date: August of 2019
Language: Brazilian Portuguese
Dimensions: 156 x 228 x 16 mm
Cover: Softcover
Pages: 256
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Epistles and Letters
EAN: 9788577154746

ABOUT THE AUTHOR

Fiódor Dostoiévski

Fiódor Dostoiévski ( Moscovo, 11.11.1821 - S. Petersburgo, 09.02.1881) foi um dos grandes percursores, como Emily Brontë, da mais moderna forma do romance, exemplificada em Marcel Proust, James Joyce, Virgina Woolf entre outros. Filho de um médico militar, aos 15 anos é enviado para a Escola Militar de Engenharia. de S. Petersburgo. Aí lhe desperta a vocação literária, ao entrar em contacto com outros escritores russos e com a obra de Byron, Vítor Hugo e Shakespeare. Terminado o curso de engenharia, dedica-se a fazer traduções para ganhar a vida e estreia-se em 1846 com o seu primeiro romance, Gente Pobre. Após mais umas tentavivas literárias, foi condenado à morte em 1849, por implicação numa suspeita conjura revolucionária. No entanto, a pena foi-lhe comutada para trabalhos forçados na Sibéria. Durante os seus anos de degredo teve uma vida interior de caráter místico, por ter sido forçado a conviver com a dura realidade russa, o que também o levou a familiarizar-se com as profundezas insuspeitas da alma do povo russo. Amnistiado em 1855, reassumiu a atividade literária e em 1866, com Crime e Castigo, marca a ruptura com os liberais e radicais a que tinha sido conotado. As obras de Dostoiévski atingem um relevo máximo pela análise psicológica, sobretudo das condições mórbidas, e pela completa identificação imaginativa do autor com as degradadas personagens a que deu vida, não tendo, por esse prisma, rival na literatura mundial. A exatidão e valor científico dos seus retratos é atestada pelos grandes criminalistas russos. Neste grande novelista, o desejo de sofrer traz como consequência a busca e a aceitação do castigo e a conceção da pena como redentora por meio da dor.

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