Conversas de Manhã e de Tarde

by Naguib Mahfouz
Publisher: Livraria Civilização Editora, April of 2009 ‧
Uma das últimas obras de Naguib Mahfouz, famoso escritor egípcio galardoado com o Nobel da Literatura, Conversas de Manhã e de Tarde é uma história de dimensões épicas que retrata a vida no Egipto ao longo de cinco gerações.

Situada no Cairo, a história acompanha o percurso de três famílias desde a chegada de Napoleão no fim do século XVIII até aos anos 80, através dos depoimentos de personagens dispostos por ordem alfabética. Este mecanismo narrativo experimental cria uma espécie de dicionário biográfico, cujas entradas individuais se unem para pintar um retrato impressionante da vida no Cairo através de vários pontos de vista.
As personagens representam todas as classes sociais e personalidades e, à medida que a complexa saga familiar se desenrola, um poderoso retrato de uma sociedade em mudança - e das convulsões sociais e políticas - é revelado. Esta é uma história de mudança e continuidade, da morte de um modo de vida tradicional, do caminho para a independência e do que se lhe segue, vista pelos olhos do cidadão comum.

“Quando cheguei ao fim, senti-me como se tivesse lido o obituário de toda uma civilização. Mas que obituário. Que civilização. E que última palavra triunfante.”
Financial Times

“Conversas de Manhã e de Tarde é um exemplo ímpar do romance árabe.”
The New York Sun

“ [Conversas de Manhã e de Tarde] destaca-se como o romance árabe mais significativo dos anos 80. Neste romance, Mahfouz provou estar na vanguarda da inovação narrativa no seu retrato da sociedade egípcia fragmentada por sucessivos fracassos do processo de modernização.”
The Independent

Conversas de Manhã e de Tarde

by Naguib Mahfouz

Property Description
ISBN: 9789722627696
Publisher: Livraria Civilização Editora
Release Date: April of 2009
Language: Portuguese
Dimensions: 155 x 232 x 15 mm
Cover: Softcover
Pages: 204
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789722627696

ABOUT THE AUTHOR

Naguib Mahfouz

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1988

Romancista egípcio, Naguib Mahfouz nasceu a 11 de dezembro de 1911 em Gamaliya, nas cercanias do Cairo. Filho de um funcionário público, teve acesso a uma educação esmerada.
Após ter concluído os seus estudos secundários, ingressou na Universidade do Cairo, de onde obteve o seu diploma em 1934. Enquanto prosseguia um curso de pós-graduação, Mahfouz tomou a decisão de se tornar escritor a tempo inteiro.
Começou por colaborar para a imprensa com artigos e contos, reunindo estes últimos num volume aparecido em 1938. No ano seguinte conseguiu alcançar uma certa estabilidade ao seguir as pisadas do pai, tornando-se funcionário público no Ministério dos Assuntos Islâmicos.
Também nesse ano de 1939 publicou o seu primeiro romance, Abath al-Aqdar, obra em que, com volumes como Radubis (1943) e Kifah Tibah (1944), o autor procura fazer abranger a totalidade da história do Egipto. Em meados da década de 50, surgiu com Al-Thulatiya (1956-57, A Trilogia do Cairo), obra em que descreve as andanças da família de Al-Sayyid Amad Abd Al-Jawad durante três gerações, desde a Primeira Grande Guerra até ao tempo presente.
A Revolução do Egipto, ocorrida em 1952, depôs o monarca Farouk I e instaurou um regime liderado por Gamal Abdel Nasser. Desagradado com a situação, o escritor votou-se ao silêncio durante alguns anos. Reapareceu em 1959 com trabalhos de índole prolífica e variada.
Alterando o seu discurso e recorrendo à alegoria e ao simbolismo para veicular as suas opiniões políticas, publicou Al-Liss Wa-Al-Kilab (1961, O Ladrão e os Cães), romance que conta a história de um gatuno de convicções marxistas e que, após ter sido aprisionado e eventualmente libertado, procura a vingança e encontra a morte.
Após ter exercido as funções de diretor do Gabinete de Censura egípcio, Mahfouz retomou o mesmo cargo junto da Fundação para o Desenvolvimento do Cinema, entre os anos de 1954 e 1969. A partir de então tornou-se consultor cinematográfico para o Ministério da Cultura do seu país, acabando por se reformar em 1972.
Entretanto, em 1965 surgiu Al-Shahhadh (O Pedinte) e, dois anos depois, Miramar (1967), romance que descreve a vida de uma rapariga através de quatro narradores, cada um deles representando uma corrente de pensamento político diferente.
Galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1988, Naguib Mahfouz caiu no desagrado dos fundamentalistas islâmicos que, em 1994, enviaram dois assassinos ao seu encontro. Apunhalaram o escritor no pescoço com uma faca de cozinha, mas falharam o atentado e, capturados, foram ambos condenados à morte no ano seguinte.
Faleceu no Cairo a 30 de agosto de 2006, com 94 anos.

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