Carlos Gil - Um Fotógrafo da Revolução
Publisher:
Editorial Caminho, April of 2004 ‧
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SYNOPSIS
«[...] No final da manhã, conquistado o Terreiro do Paço pelos revoltosos, encontrar-se-á em cima de um "palanque apropriado" que o capitão Salgueiro Maia lhes oferecera, a si e a meia dúzia de outros companheiros privilegiados, para que não perdessem "pitada da operação militar".
É aí, do meio de uma coluna blindada, em pé num Unimog transformado em "verdadeira tribuna ambulante e ao vivo", que Carlos Gil testemunha e dá testemunho, em dezenas e dezenas de fotografias, do "primeiro acto de explosão popular do 25 de Abril". Quando vê correr na sua direcção "de cada canto, primeiro dois, três, vinte, agora cem, mil... uma multidão" de cidadãos que "como formigas" avançavam aos gritos para saudar "soldados e jornalistas".
"Do alto do Unimog", o fotógrafo lança o olhar e a lente da máquina sobre o formigueiro que engrossava por toda a Praça do Comércio, e recorda imagens idênticas "vistas clandestinamente em filmes de Eisenstein, rodados na Praça Vermelha de Moscovo". A multidão acompanha a coluna até ao Rossio, sobe com ela até ao Largo do Carmo, incita-a nas longas horas do cerco, aplaude Maia e Spínola, corre à Rua António Maria Cardoso a vaiar a PIDE, ruma, sem sono, até Caxias para receber os presos políticos. De cada momento a máquina de Carlos Gil fixa a luminosidade, regista a temperatura humana. É, para o fotógrafo e para o cidadão, "o início de uma longa caminhada". Que cidadão e fotógrafo hão-de fazer juntos, até ao último dia de vida, afinal bem curta como mais uma vez aconteceu a quem os deuses amam. [...]
É aí, do meio de uma coluna blindada, em pé num Unimog transformado em "verdadeira tribuna ambulante e ao vivo", que Carlos Gil testemunha e dá testemunho, em dezenas e dezenas de fotografias, do "primeiro acto de explosão popular do 25 de Abril". Quando vê correr na sua direcção "de cada canto, primeiro dois, três, vinte, agora cem, mil... uma multidão" de cidadãos que "como formigas" avançavam aos gritos para saudar "soldados e jornalistas".
"Do alto do Unimog", o fotógrafo lança o olhar e a lente da máquina sobre o formigueiro que engrossava por toda a Praça do Comércio, e recorda imagens idênticas "vistas clandestinamente em filmes de Eisenstein, rodados na Praça Vermelha de Moscovo". A multidão acompanha a coluna até ao Rossio, sobe com ela até ao Largo do Carmo, incita-a nas longas horas do cerco, aplaude Maia e Spínola, corre à Rua António Maria Cardoso a vaiar a PIDE, ruma, sem sono, até Caxias para receber os presos políticos. De cada momento a máquina de Carlos Gil fixa a luminosidade, regista a temperatura humana. É, para o fotógrafo e para o cidadão, "o início de uma longa caminhada". Que cidadão e fotógrafo hão-de fazer juntos, até ao último dia de vida, afinal bem curta como mais uma vez aconteceu a quem os deuses amam. [...]
DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 9789722116152 |
| Publisher: | Editorial Caminho |
| Release Date: | April of 2004 |
| Language: | Portuguese |
| Dimensions: | 158 x 239 x 19 mm |
| Cover: | Hardcover |
| Pages: | 200 |
| Format: | Book |
| Categories: |
Books in Portuguese
>
Art
>
Photography
Books in Portuguese > History > History of Portugal |
| EAN: | 9789722116152 |
| Recommended Minimum Age: | Not applicable |
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