Así Habló Zaratustra

by Friedrich Nietzsche
language: spanish
Publisher: VALDEMAR, October of 2015 ‧
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Por mucho que se consulten cifras de ventas, estadísticas o testimonios históricos, difícil será encontrar en la historia de la filosofía un libro que haya adquirido tanta fama y popularidad como Así habló Zaratustra de Friedrich Nietzsche. Es una de esas obras universales, tan escasas en número, que han trascendido disciplinas, géneros, fronteras e idiomas, y que han llegado a formar parte de eso que se llama confusamente «cultura general». Su profunda influencia en el ámbito cultural europeo, implica que una investigación consecuente de su impacto en las distintas naciones de nuestro continente, tiene que convertirse necesariamente en una historia de la cultura europea del siglo XX. Con esta obra Nietzsche abandonó el proyecto de una «Nueva Ilustración» y apostó por una superación del nihilismo con la ayuda de tres conceptos fundamentales: la «voluntad de poder», el «superhombre» y el «eterno retorno». Para expresar esta superación Nietzsche experimentó con una nueva forma que consistía en una «dramatización» de la filosofía. Para ofrecer al lector una perspectiva más amplia del trabajo de Nietzsche, y facilitar así el acceso a su proceso creativo, completamos la edición (aparte de un extenso prólogo y numerosas notas críticas) con una selección de los textos más significativos pertenecientes a los fragmentos póstumos referidos al Zaratustra, así como otras variantes descartadas por el autor y que aparecen en los diversos manuscritos. También, para facilitar la comprensión de la obra de Nietzsche, hemos añadido el capítulo de Ecce homo, donde el autor relata la génesis de Así habló Zaratustra y realiza un autoanálisis de sus intenciones, además de aquellos pasajes de la correspondencia de Nietzsche que hacen referencia explícita a su obra.

Así Habló Zaratustra

by Friedrich Nietzsche

Property Description
ISBN: 9788477028123
Publisher: VALDEMAR
Release Date: October of 2015
Language: Spanish
Cover: Hardcover
Pages: 808
Format: Book
Categories: Books in Spanish > Fiction > Romance
EAN: 9788477028123

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Friedrich Nietzsche

Um dos filósofos emblemáticos dos finais século XIX, nasceu em 1844, em Röcken, e morreu em 1900, atacado pela demência, em Weimar. As suas reflexões caracterizam-se por uma violenta crítica aos valores da cultura ocidental.

Com efeito, para Nietzsche, a decadência do Ocidente começou quando o discurso filosófico, depois de Sócrates, veio afastar a síntese que se realizara na tragédia grega, substituindo a harmonia apolíneo/dionisíaco (representando a ambivalência da essência humana, dividida entre a desmesura passional e a medida racional) por um discurso das aparências, enganador e ilusório, que transforma a realidade autêntica em metáforas ocas. Esse processo de desvitalização encontrará o apogeu com a afirmação da moral judaico-cristã, «moral de escravos», reflexo de uma maquinação hipócrita de indivíduos débeis, ignóbeis e vis numa tentativa de enfraquecer e dominar pela astúcia os valorosos.
A crítica nietzschiana acaba mesmo por abranger os fundamentos da razão, considerando que o erro e o devaneio estão na base dos processos cognitivos e que a fé na ciência, como qualquer fé em verdades absolutas, não passa de uma quimera.
Não se limitando, porém, à denúncia de um estado de espírito dominado pela submissão a valores ancestrais, impotentes para criar algo de novo e propagando a obediência e a servidão como princípios supremos, ao proclamar a «morte de Deus» e a abolição de qualquer tutela, Nietzsche passa ao anúncio de uma nova era centrada na exaltação da vontade de poder, apanágio do homem verdadeiramente livre, o super-homem, que não conhece outros ditames além dos que ele próprio fixa. No entanto, o super-homem não é unicamente dominado pelo egoísmo, cabendo-lhe dirigir a «massa», anónima e ignorante, para um estádio superior em que os valores vitais, a alegria e a espontaneidade permitam a reafirmação do instinto criador da humanidade.

Pensador paradoxal, associa ao super-homem a consciência do eterno retorno, procurando, talvez, exprimir o aspeto cíclico dos movimentos históricos ou a impossibilidade de, alguma vez, ser atingido um grau supremo de perfeição no devir do Homem.
Expressando-se de forma aforística e mantendo todas as suas afirmações no limiar da inteligibilidade imediata, Nietzsche foi um filósofo ímpar, tão inovador como polémico: ao exaltar, em detrimento da razão, a faculdade da vontade como núcleo da essência humana e verdadeiro motor do devir e colocando-se numa posição de profundo ceticismo face aos fundamentos da ética e da moral, abalou profundamente os pilares do racionalismo, sendo por isso considerado como um dos «filósofos da suspeita» (ao lado de Marx e Freud), na esteira da «crise da razão» que marcou profundamente a filosofia no século XX. Entre as suas obras são de destacar:
A Origem da Tragédia (1872), Humano, Demasiado Humano (1878), Aurora (1881), A Gaia Ciência (1882), Assim Falou Zaratustra (1883-85), Para além do Bem e do Mal (1886), A Vontade de Poder (1886, editado em 1906), A Genealogia da Moral (1887), Ecce Homo (1888), O Anticristo (1888).

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