As Sete Mulheres de Barba Azul

by Anatole France
Publisher: Estrofes & Versos, January of 2010 ‧
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Barba Azul fez o seu pedido, que a senhora de Lespoisse aprovou, ainda que o seu coração se despedaçasse, como dizia, à ideia de casar as suas filhas. O casamento foi celebrado no solar de Motte-Giron com uma sumptuosidade extraordinária. A menina Jeanne, de uma beleza surpreendente, estava toda vestida de ponto francês e trazia o cabelo penteado em mil anéis. A sua irmã Anne trazia um vestido de veludo verde, bordado a ouro. O trajo da senhora sua mãe era de ouro frisado, com galões negros e um adorno de pérolas e diamantes.

As Sete Mulheres de Barba Azul

by Anatole France

Property Description
ISBN: 9789898292124
Publisher: Estrofes & Versos
Release Date: January of 2010
Language: Portuguese
Dimensions: 99 x 149 x 4 mm
Cover: Softcover
Pages: 56
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789898292124

Contos distintos

Rui

Partindo do rasgo literário de Perrault, de 1698, Anatole France transforma de forma audaz o conto tradicional. Anatole, nesta sua versão, tenta descredibilizar um mito através da sua sensibilidade literária. O personagem principal é um sofredor e um romântico, incapaz de albergar qualquer tipo de crueldade. Assistimos a uma transição daquilo que era um monstro para uma vítima das monstruosidades amorosas. Uma distorção ousada do conto clássico. Obtemos um desenvolvimento e um caminho corajosamente antagónico do original. Livro sucinto e, ao mesmo tempo, demonstrativo de toda a qualidade inequívoca de Anatole!

Há sempre dois lados numa história... até na de Barba Azul!

Luís Nuno Barbosa

Este recontar da história de Barba Azul por Anatole France, além de uma leitura muito agradável, ensina-nos, de forma bem-humorada, que há sempre dois lados para qualquer história, e até o velho assassino pode ser, afinal, uma vítima!

A versão bem intencionada

Paula B. T.

A primeiríssima abordagem à escrita de Anatole France fi-la com esta versão de Barba Azul que se confronta com a de Charles Perrault. E gostei sinceramente de descobrir este personagem não como um sanguinário monstruoso mas como uma vítima ingénua e incorrigível das suas diabólicas mulheres. De Anatole France ficou a vontade de ler mais coisas.

ABOUT THE AUTHOR

Anatole France

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1921

Anatole France, pseudónimo de François-Anatole Thibault (1844–1924), nasceu em Paris. Filho de um livreiro, desempenha funções na Biblioteca do Senado, ao mesmo tempo que escreve artigos de crítica e publica poesia em jornais e revistas. Em 1896, é eleito membro da Academia Francesa.
Experimenta vários géneros literários — os seus contos, Jocaste et Le Chat Maigre, de 1879, são elogiados por Flaubert —, mas é no romance que a sua vocação de escritor mais se evidencia. O seu primeiro sucesso advém com Thaïs (1890), reevocação decadente do período clássico, adaptado a libreto da ópera homónima, composta por Massenet e hoje em dia parte integrante do repertório tradicional. Seguem-se outros romances famosos, como Le Lys Rouge (1894), e quatro volumes reunidos sob o título Histoire Contemporaine (1897–1901), que marcam em definitivo a maturidade expressiva do escritor e o seu interesse por temas sociais e políticos.
Nas obras do seu último período de vida, destacam-se Vie de Jeanne d’Arc (1908), a novela alegórico-satírica L’Île des Pingouins (1908) e o romance histórico, que decorre durante a Revolução Francesa com Os Deuses Têm Sede (1912) e durante a Terceira República em A Revolta dos Anjos (1914), ambos na Cavalo de Ferro.
Escritor de refinada cultura e elegância de estilo, Anatole France esconde sob a veste de um irónico ceticismo um indulgente desencanto pela sociedade moderna. Em 1921, é-lhe atribuído o Prémio Nobel de Literatura pelo conjunto da sua obra.

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