As Faces da Justiça

by António Marinho e Pinto
Publisher: Campo da Comunicação, April of 2003 ‧

Neste livro (António Marinho e Pinto) regressa aos seus temas habituais. Regressa à forma de dizer, uma vez que o livro recolhe intervenções e textos anteriormente produzidos, agrupados em áreas. Tirando algumas repetições (...) a obra resulta. A visão é consistente.
L.M. Faria in suplemento Actual (Expresso) em 7/2/2004

«O poder judicial não tem qualquer controlo, não tem matriz democrática, os juízes são irresponsáveis, inamovíveis e não prestam contas a ninguém pelas suas decisões. Ao menos que os cidadãos possam criticar essas decisões desde que tal critica se faça sem desrespeito peças pessoas (e figuras institucionais) dos seus autores...»

As Faces da Justiça

by António Marinho e Pinto

Property Description
ISBN: 9789728610203
Publisher: Campo da Comunicação
Release Date: April of 2003
Language: Portuguese
Dimensions: 150 x 230 x 20 mm
Cover: Softcover
Pages: 220
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Law > History and Legal Studies
EAN: 9789728610203
Recommended Minimum Age: Not applicable

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António Marinho e Pinto

Filho de um alfaiate e de uma costureira, com apenas seis meses, emigrou para o Brasil com os pais. Viveu na cidade de Niteroi, estado do Rio de Janeiro, até aos 14 anos, altura em que regressa a Portugal com a mãe. O seu pai, salazarista convicto, ficou no Brasil até morrer. Aos 20 anos, Marinho e Pinto é detido pela PIDE, enquanto estudante de Direito, na Universidade de Coimbra, por participação no MDE, Movimento Democrático Estudantil. No Brasil, o pai recebe a notícia da prisão do filho e escreve-lhe uma carta reprimindo-o severamente pelas suas ideias democráticas. Marinho e Pinto, da prisão de Caxias, responde ao pai igualmente por carta, tecendo grossas acusações ao regime ditatorial que se vivia em Portugal. Esta troca de acusações faz com que Marinho Pinto e o pai, cortassem relações e qualquer tipo de contacto durante mais de 15 anos. Só em 1987 é que Marinho Pinto decide reatar contacto com o pai, escrevendo-lhe nova carta e, deslocando-se a Niteroi para o visitar.

Licenciado em Direito, iniciou a sua carreira como jornalista, tendo exercido funções de direcção na ANOP - Agência Noticiosa Portuguesa, entre 1979 e 1986, e depois na Lusa, entre 1984 e 1987. Foi assessor do Governo de Macau, entre 1987 e 1988, e voltou ao jornalismo, como redactor do Expresso, entre 1989 a 2006. Foi assistente convidado do Instituto Politécnico de Coimbra, entre 1994 e 1995, e na Universidade de Aveiro, até 2002, coordenou a Pós-Graduação em Jornalismo Judiciário da Universidade Lusófona, em 2001, e foi professor auxiliar convidado na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, de 2005 a 2008. Marinho e Pinto nunca divulgou os anos que esteve efectivamente inscrito na licenciatura em Direito nem o tempo lectivo que demorou a conclui-la.Desconhecida é também a média final obtida.

Activista contra a ditadura, foi membro do MDE - Movimento Democrático Estudantil, acabando preso pela PIDE, em Fevereiro de 1971. Em 1973 foi membro executivo da Comissão Pró-Reabertura da Associação Académica de Coimbra, aderindo por essa altura à Juventude Comunista Portuguesa. Depois do 25 de Abril de 1974, seria designado membro da Comissão Nacional para a Liberdade de Informação, em 1978, e eleito para a Direcção do Sindicato dos Jornalistas, em 1986. Na Ordem dos Advogados foi membro do Conselho Geral e presidente da Comissão de Direitos Humanos, entre 2002 e 2003. Em 2007 seria eleito o 24.º Bastonário da Ordem, tomando posse em 2008, sendo reeleito em 2010, tomando posse em 2011. Nesse ano foi director convidado a 15 de Março da edição de aniversário do Diário As Beiras, que se edita em Coimbra. Proferiu várias conferências, assinou artigos no Expresso, no Boletim da Ordem dos Advogados, no Diário de Coimbra e publicou os livros As faces da Justiça, em 2003, Dura Lex - retratos da Justiça portuguesa, em 2007, e Um combate desigual, em 2010.

Em 2014 foi eleito como eurodeputado, pelo MPT - Partido da Terra, obtendo o melhor resultado do MPT. Logo após tomar posse anunciou a intenção de abandonar o cargo, justificando: "Verifiquei uma coisa que não sabia antes: o Parlamento Europeu não tem utilidade. É um faz-de-conta. Não manda nada, apesar de todas as ilusões, todas as proclamações, que são mentiras".6 No entanto manteve o lugar de eurodeputado, tendo o Movimento Partido da Terra pedido a perda de mandato.

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