A Vida Modo de Usar

by Georges Perec
Publisher: Editorial Presença, December of 1989 ‧
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Perec é finalmente lançado em língua portuguesa com este seu A Vida Modo de Usar, numa tradução de Pedro Tamen. Apresentar este autor ao público português não é tarefa fácil, devido à extraordinária riqueza e complexidade da sua obra. Interessará saber que ele esteve ligado ao Grupo OULIPO (Ouvroir de Littérature Potentielle), fundado por Raymond Queneau e que levou a cabo uma teorização literária que deu origem a uma série de experimentações baseadas nas múltiplas possibilidades combinatórias e permutativas (até mesmo num sentido matemático) do sistema formal que é a língua. Com Kafka ou Borges, Perec tem em comum uma certa visão do mundo em que o labirinto e o puzzle são figuras dominantes. É assim (e não só) que ele constrói este admirável livro que muitos têm considerado quase demasiado perfeito, pela inteligência com que está urdido e pela abundância e multiplicidade das referências. O universo desta(s) história(s) é redigido pelas leis do jogo, mas não faltam elementos que o seu autor foi buscar à vida da sociedade e à sua própria, de modo que o leitor não se sente desligado do real, de que a obra é modelo ficcional. E se os meios plásticos de que se serve se evidenciam provocadoramente na sua qualidade de artefactos, ele não deixa de seduzir inapelavelmente o leitor, esgotando até ao limite uma espécie de arqueologia da minúcia. Perec é um nome que urgia ser divulgado entre nós, um escritor porventura tão importante, a seu modo, como um Borges, um Proust, um Stendhal, um Calvino ou um Joyce.

A Vida Modo de Usar

by Georges Perec

Property Description
ISBN: 9789722310697
Publisher: Editorial Presença
Release Date: December of 1989
Language: Portuguese
Dimensions: 155 x 222 x 27 mm
Pages: 520
Format: Book
Collection: Novos Continentes
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Other Literary Forms
EAN: 9789722310697

Georges Perec

Rui Santos

O narrador utiliza-se de elementos do campo da descrição para estruturar esta narrativa. A escrita desapaixonada poderá ser comparada com o envio de um e-mail onde estará anotado de forma prolixa indicações sobre o tema em questão. Poderá dizer-se que a narrativa se desenvolve em listas, listas de acontecimentos sucessivos. É um manual. Os percursos de vida mais mirabolantes de personagens descritos aqui não irão desertar empatia com o leitor. Nesse sentido é preciso fazer uma leitura atenta, é do tipo de livros onde até o mais pequeno som à nossa volta nos vai fazer desconcertar e divagar pra outro universo que não o de Georges. E mesmo assim acredito que muitos não chegarão a concluir a leitura. Se o leitor conseguir ultrapassar todo este modo clínico de contar histórias (o livro é uma reunião de histórias) irá deparar-se com algo único, um monumento à cultura e à diversidade cultural.

Um rasgo de génio

Diogo Pinto

Um livro que se destaca pelo novo rasgo de ideias e estrutura inédita. A vida inteira dentro de um condomíonio que se desdobra em múltiplas histórias intrincadas como um puzzle. Uma narrativa que desconstrói à medida que se vai lendo. Singularíssimo.

Um livro essencial

Maria Teresa Meireles

Uma excelente tradução de Pedro Tamen para um livro essencial. Perec marcante. (Pena que a letra usada e o livro enquanto objecto não tenham merecido outro cuidado)

Descomunal

Bruno Viana

Perec inova e rompe com regras estabelecidas: o modo de usar a vida por escrito. Livro essencial.

ABOUT THE AUTHOR

Georges Perec

Georges Perec (1936-1982) was a prominent French novelist, filmmaker, and essayist. The son of Polish Jews murdered by Nazis, he found solace in literature and psychoanalysis to cope with his survivor traumas. After studying Sociology and History at the Sorbonne, he made his fiction debut with... Things (1965), and the success of Life — How to Use It (The Médicis Prize, 1978) led him to dedicate himself exclusively to writing. In 1967, he joined the OuLiPo, by Raymond Queneau, a group dedicated to experimentation and the search for new literary forms. "A unique personality," according to Italo Calvino, Georges Perec is one of the most original and eclectic writers of the 20th century.

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