A Serpente

by Stig Dagerman
Publisher: Antígona, April of 2000 ‧

Constitui uma reacção às imensas ruínas humanas solidificadas pela Segunda Guerra Mundial, numa visualização clarividente da angústia social. O terreno onde decorre o essencial de toda a acção é o de uma caserna militar, onde a disciplina se apresenta como o campo ideal do isolamento individual, pedagogia da submissão ao absurdo. O medo, fio condutor das sete novelas desta colectânea, é aqui cruelmente exposto, adoptando à narração vários estilos de temática sombria: uma exposição de variadas expressões do medo, sempre a partir da sua raiz social ou gregária. Mas a capacidade analítica de Dagerman é de tal modo sincera, verídica, que a exposição dramática não cai nunca no patético; tudo é tragicamente verosímil.

A Serpente

by Stig Dagerman

Property Description
ISBN: 9789726081173
Publisher: Antígona
Release Date: April of 2000
Language: Portuguese
Dimensions: 127 x 207 x 25 mm
Cover: Softcover
Pages: 336
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789726081173
Recommended Minimum Age: Not applicable

O medo

Ana P.

São sete contos que variam muito em tamanho e cujo ambiente invariavelmente é a caserna onde os soldados rasos habitam durante a II Guerra Mundial. Mas mais do que isso é um livro sobre o medo. Sobre a aproximação do medo, sobre a convivência com o medo, sobre a nunca superação do medo. É um livro que mergulha a fundo no ser humano à procura de coragem mas que encontra um poço sem fundo de medo. É um livro de situação limite de certa maneira, a sobrevivência como estilo de vida. A condição humana como estilo de vida. A impossibilidade de fuga que apenas se resolve no último conto. A escrita é muito precisa e visual, cinematográfica quase. Cada plano é descrito com um detalhe enorme. Fiquei com vontade der ler todos os livros deste autor!

ABOUT THE AUTHOR

Stig Dagerman

Uma inquietação visceral assombrou a vida de Stig Dagerman (1923-1954), saudado precocemente como um «Rimbaud do Norte», um «Camus sueco» e um jovem prodígio das letras nórdicas. Esta insidiosa angústia assolava-o desde a sua Älvkarleby natal, onde a mãe o abandonara em tenra idade, acompanhou-o nos meios anarquistas de Estocolmo, na intensa atividade de jornalista, e culminaria no seu suicídio aos 31 anos. Autor de culto, tido por símbolo de uma desiludida geração do pós-guerra, escreveu em quatro anos toda a sua obra, pontuada pelo desespero de Franz Kafka e influenciada por William Faulkner, na qual se destacam A Serpente (1945), A Ilha dos Condenados (1946), Outono Alemão (1947) e Jogos da Noite (1948). Legou-nos um exemplo de lucidez e resistência à mentira, como alicerce e esteio da ação humana, e algumas das mais belas páginas sobre a falsidade das relações humanas e a angústia e a ira que as movem.

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