A Nuvem Prateada das Pessoas Graves

by Rui Costa
Publisher: Quasi Edições, June of 2005 ‧
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Rui Costa venceu o Prémio Daniel Faria 2005, com a primeira edição de A Nuvem Prateada das Pessoas Graves. Um livro humano que nos fala que «não somos um céu azul, a vida é feita de coisas diferentes». E esse é o material da sua escrita. As mãos são uma das evocações poéticas mais frequentes em A Nuvem Prateada das Pessoas Graves. Não só porque dão nome às três partes do livro, como estão presentes na maioria dos poemas, tornando-se, desta forma, num outro espelho da alma, muito mais fiel do que os olhos. «E possível fingir expressões, mas é impossível controlar as mãos. Elas revelam sempre mais do que esperamos», defende. Ao primeiro grupo de poemas, intitulado «As mãos no fermento da luz», Rui Costa aproxima-o de uma linguagem denotativa, mais ligada à ex¬periência e à memória. Enquanto que o segundo, «As mãos a bater na boca», situa-se no campo da linguagem conotativa, que recorre à metáfora e é mais ambígua. No entanto, é na «integração» deste dois mundos que se define a sua poesia, consubstan¬ciada na terceira parte do livro, «A contaminação das mãos», nomeadamente em Faca de Incêndio. Neste conjunto de fragmentos, Rui Costa procu¬rou cruzar «a tradição lírica no sentido de T. S. Eliot», de transformação do que já foi feito antes, com uma escrita mais aberta e porosa, «que surge num contexto de pós-modernidade». Mas longe do preconceito literário que faz do poeta «alguém que se serve de materiais que vai buscar a um plano superior e que depois, generosamente, partilha com as pessoas cá em baixo». Em A Nuvem Prateada das Pessoas Graves não há nada disso, apenas: «a ideia de que se pode ser grande sem precisar de ir ao céu»

"As mãos são uma das evocações poéticas mais frequentes em 'A Nuvem Prateada das Pessoas Graves'. Não só porque dão nome às três partes do livro, como estão presentes na maioria dos poemas, tornando-se, desta forma, num outro espelho da alma, muito mais fiel do que os olhos. [...] Neste conjunto de fragmentos, Rui Costa procurou cruzar a 'tradição lírica no sentido de T.S. Eliot', de transformação do que já foi feito antes, com uma escrita mais aberta e porosa, 'que surge num contexto de pós-moderniadde'."
Ricardo Duarte, JL

A Nuvem Prateada das Pessoas Graves

by Rui Costa

Property Description
ISBN: 9789895521043
Publisher: Quasi Edições
Release Date: June of 2005
Language: Portuguese
Dimensions: 150 x 200 x 5 mm
Cover: Softcover
Pages: 70
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Poetry
EAN: 9789895521043
Recommended Minimum Age: Not applicable

ABOUT THE AUTHOR

Rui Costa

Rui Costa nasceu e morreu no Porto entre 1972 e 2012, tendo de permeio estudado em Coimbra, exercido advocacia em Lisboa e Londres durante seis anos, feito um mestrado em Leeds, preparado um doutoramento em Saúde Pública no Rio de Janeiro e integrado bandas de música bombástica e sarcástica como os Mana Calórica. Em 2005, venceu a primeira edição do Prémio de Poesia Daniel Faria, que lhe valeu a publicação do seu livro de estreia, A Nuvem Prateada das Pessoas Graves. A partir dessa altura, passa a dedicar cada vez mais tempo à escrita. Em 2007, o romance A Resistência dos Materiais venceu o Prémio Albufeira de Literatura. Seguiu-se O pequeno-almoço de Carla Bruni (2008), livro que reúne poemas inéditos e poemas anteriormente publicados numa edição bilingue, em português e em espanhol. Ainda nesse ano, entusiasmado pelas possibilidades da narrativa breve, coorganizou a Primeira Antologia de Micro-ficção Portuguesa. No ano seguinte, com Rui Lage e Rui Cóias, candidatou-se à direcção do PEN Clube Português; agitou as águas, mas não teve sucesso. Em 2009, concluiu As Limitações do Amor São Infinitas. A partir do Rio de Janeiro, escreveu, com Margarida Vale de Gato, Desligar e Voltar a Ligar, peça encenada em 2011 na Culturgest. Além destes títulos, contam-se uma série de textos dispersos em revistas literárias, blogues e volumes colectivos. O seu último livro de poesia publicado em vida, Breve Ensaio sobre a Potência, saiu em Janeiro de 2012, pouco antes de o autor ter sido encontrado morto na foz do Douro.

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