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Uma Campanha Alegre - I eBook

de Eça de Queiroz
Editor: Edições Vercial, outubro de 2012 ‧
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A obra, conhecida também como "As Farpas", contém os seguintes textos: O primitivo prólogo das Farpas. - Estudo social de Portugal em 1871 ; Os quatro partidos políticos; A abertura das conferências do Casino; O que era o partido Reformista; Pastoral de um bispo; À câmara dos deputados, e a sua falta de princípios, de ideias, de saber, de consciência, de independência, de patriotismo, de eloquência e de seriedade; Os candidatos das Farpas; A fisiologia da eleição para deputados; Habilitações necessárias para ministro.; Os sete marqueses de Ávila; A multa municipal para o lirismo sentimental; A supressão das conferências do Casino; Máximas e opiniões da Nação, jornal; O discurso da Coroa, seu presente e futuro; Tumultos no Parlamento; A grande coragem de S. Ex.ª; O exército em 1871; A marinha e as colónias; Palavras a Samuel; O Governo e a liberdade de pensamento; Oito razões por que se não reformou a Carta; A Praça de Santana instalada no edifício de S. Bento; Os srs. deputados esquecem a mera decência material; Três dias de insultos no parlamento.; O romance de uma lancha; Três tipos de revolução, à escolha; A praça de peixe do Porto, e o luxo da sua mobília; Delícias de jornadear nos caminhos de ferro em 1871; A cólera do Centro Promotor; As malas da Sr.ª condessa de Teba.; O príncipe Humberto; Júlio Dinis; Ter génio por escritura pública; História pitoresca da revolta da Índia; A polícia; Uma nova penalidade; Os missionários e o seu ramo de negócio.; A nossa diplomacia em 1871; As crianças e a Igreja; Visitas indiscretas entre Espanha e Portugal; Os anos de el-Rei; Pescadores presos por não serem jurisconsultos; Palavras ao Clamor do Povo; A Câmara Municipal e o seu zelo cívico; S. M. a Rainha a passeio; A elegante casa de Sabóia; Espoliadores do cigarro público; O fisco na província; Desilusões de uma greve; O teatro em 1871; O Governo e a emigração; Conversa com o Bem Público.

Texto segundo o Novo Acordo Ortográfico.

Uma Campanha Alegre - I

de Eça de Queiroz

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897000690
Editor: Edições Vercial
Data de Lançamento: outubro de 2012
Idioma: Português
Páginas: 221
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Crónicas
eBooks em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789897000690

Obrigatório ler e meditar...

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No seu estilo marcadamente satírico, mordaz, que constitui imagem de marca da sua obra literária, Eça traça-nos nesta colectânia de textos, um retrato do Portugal sócio-político do séc. XIX. O que é verdadeiramente espantoso é que, volvidos que são quase dois séculos, as semelhanças entre os políticos e a sociedade civil da época e os actuais, salvaguardadas as inevitáveis diferenças inerentes ao desenvolvimento tecnológico, sejam tão estridentemente gritantes! De facto, nós não mudamos nada e nada aprendemos com o passado. Daí que, após a leitura destas tão merecidas "Farpas"(em 1870 como hoje), a palavra que estes textos me sugeriram foi "obrigatório". Ninguém em Portugal deveria deixar de os ler. Talvez nos ajudasse a entender o Portugal de hoje.

SOBRE O AUTOR

Eça de Queiroz

Eça de Queiroz nasceu a 25 de novembro de 1845 na Póvoa de Varzim e é considerado um dos maiores romancistas de toda a literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo e perspicaz da nossa prosa literária.
Entrou para o Curso de Direito em 1861, em Coimbra, onde conviveu com muitos dos futuros representantes da Geração de 70. Terminado o curso, fundou o jornal , em 1866, órgão no qual iniciou a sua experiência jornalística. Em 1871, proferiu a conferência «O Realismo como nova expressão da Arte», integrada nas Conferências do Casino Lisbonense e produto da evolução estética que o encaminha no sentido do Realismo-Naturalismo de Flaubert e Zola. No mesmo ano iniciou, com Ramalho Ortigão, a publicação de As Farpas, crónicas satíricas de inquérito à vida portuguesa.
Em 1872 iniciou a sua carreira diplomática, ao longo da qual ocupou o cargo de cônsul em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. Foi, pois, com o distanciamento crítico que a experiência de vida no estrangeiro lhe permitiu que concebeu a maior parte da sua obra romanesca, consagrada à crítica da vida social portuguesa e de onde se destacam O Primo Bazilio, O Crime do Padre Amaro, A Relíquia e Os Maias, este último considerado a sua obra-prima. Morreu a 16 de agosto de 1900, em Paris.

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