Auto Do Almocreves eBook

Adaptação De Alexandre Azevedo

de Gil Vicente

editor: Primavera Editorial
A Farsa dos Almocreves é uma das menos conhecidas e reconhecidas peças de Gil Vicente, sátira que por seu conteúdo fortemente crítico com a sociedade quinhentista portuguesa passaria por inúmeras dificuldades perante o tribunal da Inquisição, sendo talvez a versão aligeirada -essa é a hipótese que este livro desenvolve- de uma peça intitulada Aderência do Paça, aparentemente desaparecida após expressa censura do Santo Oficio. O interesse da Farsa dos Almocreves ultrapassa a simples comicidade da cena central, o hilariante e desconexo diálogo entre dois almocreves, possuindo, apesar de uma história textual que imaginamos complexa, muitas das particularidades que individualizam a obra dramática de Gil Vicente no contexto do século XVI português. Utiliza com completa liberdade recursos dramáticos da rica tradição espetacular medieval e personagens-tipo facilmente reconhecíveis para realizar uma crítica social e política muito concreta, visando denunciar o "diabólico" conceito de "aderência".

Auto Do Almocreves

Adaptação De Alexandre Azevedo

de Gil Vicente

ISBN: 9788555780943
Editor: Primavera Editorial
Idioma: Português do Brasil
Páginas: 42
Tipo de produto: eBook
Formato: ePUB i
Classificação temática: eBooks em Português > Literatura > Ficção
EAN: 9788555780943
Gil Vicente

Gil Vicente é a figura maior do teatro português e ocupa um lugar fundacional na dramaturgia do sistema interliterário da Península Ibérica, onde ombreia com nomes tão importantes como Juan del Encina ou Lucas Fernández. São muitas as incógnitas referentes à sua biografia. Nasceu provavelmente por volta de 1465, tendo vindo a falecer em data próxima a 1536, ao que tudo indica na cidade de Évora. A atividade dramatúrgica de Gil Vicente foi desenvolvida no âmbito da corte portuguesa, abrangendo os reinados de D. Manuel I e D. João III. Deixou-nos, por conseguinte, uma produção teatral permeada por modelos mentais em trânsito para a modernidade, uma obra empenhada na renovação das formas dramáticas medievais de cunho popular, religioso e cortesão. A Copilaçam de 1562, organizada pelos filhos Luís e Paula Vicente, constitui a primeira edição da obra completa de Gil Vicente, reunindo nela os diferentes géneros que cultivou, tanto de carácter devoto (milagres, mistérios ou moralidades), como de índole profana (comédias, farsas ou tragicomédias). De 1502, data da representação do Monólogo do Vaqueiro ou Auto da Visitação, até 1536, ano da Floresta de Enganos, o dramaturgo português averbou 44 peças, das quais 15 são em língua portuguesa, 11 em castelhano e as restantes 18 em ambos os idiomas.

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