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Terence Rattigan

Terence Rattigan nasceu em 1911. Conheceu enorme sucesso logo em 1936 com a sua segunda peça, a comédia French Without Tears interpretada por Rex Harrison e logo adaptada ao cinema por Anthony Asquith, realizador com quem manteria uma colaboração permanente. É com The Winslow Boy (1946) e The Browning Version (1948), também adaptadas ao cinema por Asquith que a sua fama ultrapassa fronteiras e Rattigan passa a ser um dos autores mais respeitados na Europa, para o que contribuiu também a notoriedade dos atores com que trabalhou (Michael Redgrave, Emlyn Williams, John Gielgud, Eric Portman, Laurence Olivier, Vivien Leigh, a geração de ouro do West End). Com Mar Azul Profundo (1952) ou Mesas Separadas (1954), o seu nome passa a ser uma presença constante nos cartazes da Europa e dos EUA, baseados no brilho das vedetas que o interpretavam. Esse triunfo culmina com sofisticada fantasia O Príncipe e a Corista cuja versão cinematográfica iria juntar Marilyn Monroe e Laurence Olivier. O ambiente luxuoso das suas peças, a sofisticação dos seus enredos tornaram-no no alvo a abater da geração que, a partir de 1958 e da estreia de John Osborne e dos Angry Young Men, impôs um teatro realista, onde se afirmavam os novos mitos de uma juventude vinda das classes trabalhadoras (e do blusão de couro de Marlon Brando). Apesar do seu declarado interesse por um autor como Joe Orton, Rattigan passou a ser o sinónimo da moribunda qualidade britânica, do conformismo, do conservadorismo, do Império que agonizava. Em 1971, foi nomeado Cavaleiro, sendo o 4º dramaturgo a receber essa distinção no século vinte. E refugiou-se num reacionarismo político e estético que mais dificultou a sua apreciação nos esquerdistas anos sessenta. No entanto, a partir dos anos 90, assistiu-se a uma reavaliação do seu teatro, levada a cabo, entre outros, por encenadores como Karel Reisz, realizadores como David Mamet, atores como Albert Finney, David Suchet, Greta Scachi, ou o ensaista Dan Rabellato. Por ocasião do seu centenário, redescobriram-se textos esquecidos como After the Dance (1939) Flare Path (1942), In Praise of Love (1973) ou Cause Celèbre (1975). É hoje em dia consensual o seu lugar entre os maiores escritores de teatro do século XX, sendo unânime a admiração pela delicadeza dos seus diálogos, a complexa construção das suas peças, a arte de descrever grupos, a maneira como aborda a frustração sexual, as relações falhadas, o segredo, num mundo onde quase nada é realmente dito, mundo surdo de repressão e violência. Morreu de cancro nos ossos em 1977.
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