Orlando da Costa
Orlando da Costa (1929-2006) é um dos mais singulares autores portugueses, com um trabalho entre a poesia, a ficção e o teatro, ainda que raramente inscrito na história da dramaturgia nacional porque as suas peças foram censuradas, em particular Sem Flores nem Coroa (1971), relato feroz do colonialismo. De origem goesa, foi um dos mais ativos opositores ao regime, tendo sido detido por três vezes. Elemento estruturante do sector intelectual do Partido Comunista Português, foi um dos autores mais perseguidos pelo regime fascista. Romancista premiado logo com o primeiro livro, O Signo da Ira (1961), é com Podem Chamar-me Eurídice (1964) que a sua escrita encontra um compromisso ético com a memória. Em 2005, foi condecorado Comendador da Ordem da Liberdade.