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Zero - A Biografia de uma Ideia Perigosa
Zero - A Biografia de uma Ideia Perigosa
Edição/reimpressão: 2001
Páginas: 232
Editor: Gradiva Publicações
ISBN: 9789726627890
 
14,13€
 
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sobre o livro


Sinopse
Zero descreve com humor, rigor e fascínio como um dígito atormentou e fascinou os intelectuais desde a velha Atenas até Los Alamos. Charles Seife habilmente defende que o conceito do nada e o seu gémeo exibicionista, a infinidade, revolucionaram as fundações da civilização e do pensamento filosófico. Se já é um apaixonado da matemática ou da ciência vai deliciar-se com este livro; se ainda não é, vai ser quando acabar de o ler..»
Zero - A Biografia de uma Ideia Perigosa de Charles Seife

Excerto
Embora o sistema numérico grego fosse mais evoluído do que o egípcio, não era a maneira mais avançada de escrever números do mundo antigo. Esse título pertencia a outra invenção oriental: a ma­neira de contar babilónica. E, graças a este sistema, o zero zurgiu, finalmente, no Oriente e no Crescente Fértil do actual Iraque. À primeira vista, o sistema babilónico parece perverso. Por um lado, é sexagesimal — baseado no número 60. Isto é uma escolha invulgar, sobretudo porque a maioria das sociedades humanas escolheram 5, 10 ou 20 como o seu número base. Os Babilónios também usavam apenas duas marcas para representar os seus números: uma cunha para representar 1 e uma dupla cunha para representar 10. Os grupos destas marcas, agrupados em conjuntos que somavam 59 ou menos, eram os símbolos básicos do sistema de contagem, tal como o sistema grego se baseava em letras e o egípcio em figuras. Mas a característica verdadeiramente ímpar do sistema babilónico consistia em que, em vez de ter um símbolo diferente para cada número, como os sistemas egípcio e grego, cada símbolo babilónico podia representar uma multidão de diferentes números. Uma só cunha, por exemplo, podia simbolizar 1, 60, 3600 ou incontáveis outros números. Este sistema, embora pareça tão estranho aos olhos modernos, ­fazia, contudo, perfeito sentido para os povos antigos. Era, na Idade do Bronze, o equiva­lente ao código de computador. Os Babilónios, como muitas outras culturas, haviam inventado máquinas que ajudavam a contar. A mais famosa era o ábaco. Conhecido como soroban no Japão, suan-pan na China, s’choty na Rússia, coulba na Turquia, choreb na Arménia e por uma variedade de outros nomes em diferentes culturas, o ábaco baseia-se em pedras deslizantes para registar quantidades. (As palavras calcular, cálculo e cálcio derivam todas da palavra latina para seixo, calculus.)

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detalhes do produto


Zero - A Biografia de uma Ideia Perigosa de Charles Seife

Ano de edição ou reimpressão: 2001

Editor: Gradiva Publicações



Dimensões: 208 x 134 x 18 mm

Encadernação: Capa mole

Páginas: 232




Classificação Temática:

Livros em Português
Ciências Exactas e Nat. > Outros


 

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