sobre o livro
Desde muito cedo demonstrou o seu gosto pela leitura e pela escrita, se bem que a sua primeira tentativa de publicar um livro tenha esbarrado na intransigência da professora, que o obrigou a ir para o recreio juntamente com os colegas. Tinha então 8 anos, ficando por publicar esse best-seller em potência, Abafador: o terror dos berlindes.
Licenciado em Gestão há uma boa dúzia de anos, ainda hoje tenta encontrar uma utilidade para o canudo e ensinamentos obtidos. Bancário de profissão, sonhador por vocação, foi na blogosfera que encontrou o habitat propício para dar asas, ou melhor, patas, ao seu Rafeiro Perfumado. Ainda hoje, em dias de temporal, é possível ouvir os seus uivos, sempre que entra em sites menos convencionais. Com esta obra, Rafeiro Perfumado: a minha vida dava um blog, dá o seu primeiro passo no mundo dos livros, tendo tido a esperteza de se fazer acompanhar nesta aventura por uma personagem canina.
TIPO? MAS QUAL TIPO?
Um destes dias, ia eu a caminho de casa, estoirado por mais um extenuante dia de trabalho (desculpem lá o exagero mas a minha chefe pode ler isto), aconcheguei-me no meu banquinho do comboio e preparei-me para fazer o meu Sudoku diário. Ainda estava na fase de tentar perceber o esquema da coisa quando a minha concentração foi totalmente aniquilada pela frase: "Então eu tipo fui ver o que ele, naquela, tinha feito e ele tipo disfarçou!"
A autora desta brilhante frase foi uma adolescente, acompanhada por duas amigas (igualmente adolescentes, não esse outro tipo de amigas), devendo andar todas na casa das 15 ou 16 primaveras.
A verborreia de "tipos" e "naquelas" que se seguiu foi tal que tive de largar o meu passatempo e instintivamente comecei uma heróica contagem de quantos tipos eram mencionados. Dezasseis minutos e 3 blocos A4 depois, e quando já me preparava para começar a escrever a contagem nos bancos e paredes do comboio, a conversa terminou (saíram antes de mim) sem que eu conseguisse perceber minimamente de que raio de assunto é que elas estavam a falar! Só sei que metia muitos tipos, o que na idade delas até pode ser considerado normal.
Não me interpretem mal, eu estava completamente a evacuar para o assunto, pois há muito tempo que perdi a esperança de ouvir uma conversa inteligente ou interessante sair da boca de teenagers borbulhentos, mas há assim tanta necessidade de meter um "tipo" antes de cada palavra? Um tipo fica tipo confuso, estão tipo a perceber?
Adolescentes e outras espécies em desenvolvimento, peço-vos encarecidamente: pelo menos quando estiverem humanos nas redondezas, deixem o tipo em paz e tentem falar normalmente. Vão ver que não é assim tão difícil e as vossas conversas até poderão começar a fazer sentido!
Até tipo sempre,
Rafeiro tipo Perfumado
(2006/Agosto/13)
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sobre o autor
Jorge Pereira, o criador do Rafeiro Perfumado, é um belíssimo espécime masculino (na opinião dos pais) nascido no Barreiro em 1972. As suas raízes remontam à aldeia de Brasfemes, perto de Coimbra, apesar de residir actualmente para os lados de Sintra e ter o espírito, quase em permanência, nas paisagens dos Açores. Uma tão grande dispersão geográfica torna-o uma espécie de cidadão do mundo português, apesar de ainda lhe faltar conhecer algumas terreolas.
Desde muito cedo demonstrou o seu gosto pela leitura e pela escrita, se bem que a sua primeira tentativa de publicar um livro tenha esbarrado na intransigência da professora, que o obrigou a ir para o recreio juntamente com os colegas. Tinha então 8 anos, ficando por publicar esse best-seller em potência, Abafador: o terror dos berlindes.
Licenciado em Gestão há uma boa dúzia
(...)detalhes do produto
Ano de edição ou reimpressão: 2007
Editor: Esfera do Caos
Dimensões: 227 x 160 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 152
Classificação Temática:
Livros em Português
Literatura > Humor
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