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O Rei Vai Nu
O Rei Vai Nu
O Cânhamo e a Conspiração contra a Marijuana
Edição/reimpressão: 2001
Páginas: 184
Editor: Via Optima
ISBN: 9789729360169
 
16,66€
Normalmente segue para o correio em 5 dias

 

sobre o livro


Sinopse

Se proibíssemos todos os combustíveis fósseis e os seus derivados, bem como o corte de árvores para abastecer as celuloses e a construção civil, de modo a inverter o efeito de estufa e parar a desflorestação, salvando assim o planeta - então conhece-se apenas um único recurso natural anualmente renovável capaz de fornecer a maior parte do papel, têxteis e alimentos do mundo, satisfazer todas as necessidades mundiais em termos de transportes e energia, doméstica e industrial, e em simultâneo reduzir a poluição, reconstituir o solo e limpar a atmosfera...
E essa substância é - a mesma que já fez tudo isso antes - o Cânhamo-de-Cannabis... a Marijuana!

Aplicações do Cânhamo na Confecção de Medicamentos, Alimentos, Combustível, Fibras, Papel e Plástico. Apenas os Factos Sobre o Fumo da Marijuana e os Seus Efeitos nas Pessoas. Porquê e Como Começou a Proibição da Cannabis e o Que Ela Tem Significado para o Mundo. Quem Lucra com a Supressão do Cânhamo e Como Vamos Abolir as Leis Proibicionistas. O Que Podemos Fazer para Acelerar o Processo e Beneficiar das Mudanças Iminentes.

Extra: Uma Breve História da Cannabis em Portugal

O Rei Vai Nu de Jack Herer

Excerto

"Desde mais de 1000 anos antes do tempo de Cristo até 1883, o cânhamo-de-cannabis - de facto, a marijuana - foi a cultura agrícola mais importante do nosso planeta, e a sua maior indústria, envolvendo milhares de produtos e empresas; produzindo a maioria das fibras, tecidos, óleo de iluminação, papel, incenso e medicamentos da Terra. Era além disso uma fonte primária de óleo alimentar e proteínas essenciais para seres humanos e animais.
(...)
Usando cânhamo puro, ou misturando cânhamo com algodão, poderemos legar as nossas camisas, calças e outras peças de roupa aos nossos netos. Uma política de fomento inteligente poderia substituir essencialmente o uso de fibras petroquímicas sintéticas por fibras naturais biodegradáveis, que são mais resistentes, baratas, frescas e absorventes do que o nylon e o poliéster.
(...)
Nos anos 20 e 30, a cadeia jornalística de Hearst manufacturou deliberadamente uma nova ameaça para a América, e fomentou uma nova campanha de jornalismo amarelo visando proibir o cânhamo. Por exemplo, a história de um acidente de viação no qual foi encontrado um cigarro de marijuana dominaria as manchetes durante semanas a fio, enquanto os acidentes de viação relacionados com o álcool (que eram mais de 1000 vezes superiores aos acidentes ligados com a marijuana) eram relegados para as páginas traseiras.
(...)
A proteína completa contida na semente de cânhamo fornece ao corpo todos os aminoácidos essenciais que são necessários para conservar a saúde, e fornece os tipos e quantidades necessárias de aminoácidos de que o corpo carece para produzir soro humano de albumina e soro de globulinas, tais como anticorpos de globulina gama potenciadores da imunidade.
(...)
Ao mesmo tempo que adoptava o vinho como sacramento, e tolerava as cervejas e as bebidas fortemente alcoólicas, a Inquisição proibiu a ingestão de cannabis em Espanha no século XII, e em França no século XIII. Muitos outros remédios naturais foram simultaneamente proibidos. Qualquer pessoa que usasse cânhamo para comunicar com espíritos, operar curas ou com qualquer outro fim era classificada de feiticeiro.
(...)
Quanto ao famoso astrónomo e escritor Carl Sagan (Contacto Cosmos), falecido em 1996 aos 62 anos, a revelação de que era um ávido fumador de marijuana surge na sua biografia Carl Sagan: Uma Vida, da autoria de Keay Davidson. Segundo esta, em 1971, sob o pseudónimo de Mr. X, Sagan escreveu um ensaio para o livro Marijuana Reconsidered, no qual considera que, além de intensificar a sua experiência alimentar, musical e sexual, fumar cannabis foi responsável por inspirações que se saldaram por algum do seu melhor trabalho intelectual - concretamente a sua obra mais consagrada, Os Dragões do Eden, que em grande medida terá sido influenciada pela marijuana.
(...)
Em Nova Orleães, os brancos preocupavam-se igualmente com o facto dos músicos negros, que eram suspeitos de fumar marijuana, estarem a espalhar uma nova música vudu muito ritmada que forçava até as mulheres brancas decentes a bater o pé, e cujo objectivo final era libertá-los do jugo dos brancos. Hoje chamamos a essa nova música... jazz!
(...)
Quando funcionários do governo dos E.U. agem ou conspiram deliberadamente desta forma - sejam eles o presidente, o vice-presidente, o czar nacional antidroga, o director do FBI ou da CIA -, eles deviam ser presos. E, numa sociedade americana honesta, eles seriam responsabilizados pelos 14 milhões de anos a que já condenaram tantos americanos pelo crime de possuírem erva.
(...)
Os prisioneiros a cumprir pena por posse, venda, transporte ou cultivo pacíficos de cânhamo-de-cannabis devem ser imediatamente libertados. O dinheiro e os haveres apreendidos devem ser restituídos. Devem ser apagados os registos criminais, concedida uma amnistia e paga alguma espécie de compensação pelas penas cumpridas. Estes prisioneiros da cannabis são as verdadeiras vítimas deste crime monstruoso contra a Humanidade chamado Guerra às Drogas.
(...)
Sob a influência da marijuana, os mexicanos exigiam um tratamento humano, olhavam para as mulheres brancas, exigiam que os seus filhos fossem educados enquanto os pais colhiam beterraba de açúcar, e faziam outras exigências insolentes. Com o pretexto da marijuana (a Erva Assassina), os brancos podiam agora usar a força e racionalizar os seus violentos actos repressivos.
(...)
Tal como noticia a Playboy, a metodologia vudu de Heath consistia em atar macacos rhesus a uma cadeira e obrigá-los a inalar o equivalente a 63 charros de potente erva colombiana em cinco minutos, através de máquinas de gás estanques. A Playboy descobriu que Heath administrara diariamente 63 charros em cinco minutos num período pouco superior a três meses, em vez de administrar 30 charros por dia durante um ano, tal como se propusera fazer. Veio a descobrir-se que Heath procedeu assim para não ser obrigado a pagar o salário de um assistente durante um ano completo.
(...)
O estudo sublinha o reforço positivo que na Jamaica é socialmente conferido aos fumadores de ganja e o elogio universal da prática por parte dos seus utilizadores, que a fumam como tónico laboral. Os utilizadores descreveram os efeitos de fumar ganja como tornando-os mais espertos, animados, alegres, responsáveis e conscientes. Informaram que fumar ganja era bom para a meditação e a concentração, e criava uma sensação geral de bem-estar e auto-afirmação.
(...)
Foi assim que, quando o jovem piloto George Bush se ejectou do seu avião em chamas após um combate aéreo sobre o Pacífico, ele mal sabia que:
Partes do motor do seu avião eram lubrificadas com óleo de sementes de cânhamo-de-cannabis;
100% das cintas do páraquedas que lhe salvou a vida eram feitas de cânhamo-de-cannabis cultivado nos E.U.;
Virtualmente todo o cordame e cordas do navio que o recolheu eram feitos de cânhamo-de-cannabis;
(...)
A taxação vigente em Portugal na centúria de Quinhentos é reveladora do estatuto económico privilegiado que a cannabis desfrutava à época. Assim, de acordo com uma avaliação feita em 1515 para cálculo das rendas a pagar à coroa, ao cânhamo era atribuída a mais elevada cotação dos vários géneros produzidos no reino - uma pedra (oito arráteis) de linho cânhamo equivalia a 50 réis, contra 40 réis para um leitão, e 20 réis para um alqueire de trigo, um almude de vinho, ou um cordeiro ou cabrito.
(...)
Mas o factor mais importante na difusão da marijuana em Portugal foram sem dúvida os militares portugueses que participaram nas guerras de África. Muitos deles, tendo despertado para os prazeres de fumar liamba ou suruma nas antigas colónias africanas, ao regressarem das suas comissões de serviço faziam-se acompanhar de amostras das potentes variedades de cannabis africana (boi-cola, mangarrossa), que partilhavam com amigos e familiares."



"Desde mais de 1000 anos antes do tempo de Cristo até 1883, o cânhamo-de-cannabis - de facto, a marijuana - foi a cultura agrícola mais importante do nosso planeta, e a sua maior indústria, envolvendo milhares de produtos e empresas; produzindo a maioria das fibras, tecidos, óleo de iluminação, papel, incenso e medicamentos da Terra. Era além disso uma fonte primária de óleo alimentar e proteínas essenciais para seres humanos e animais.
(...)
Usando cânhamo puro, ou misturando cânhamo com algodão, poderemos legar as nossas camisas, calças e outras peças de roupa aos nossos netos. Uma política de fomento inteligente poderia substituir essencialmente o uso de fibras petroquímicas sintéticas por fibras naturais biodegradáveis, que são mais resistentes, baratas, frescas e absorventes do que o nylon e o poliéster.
(...)
Nos anos 20 e 30, a cadeia jornalística de Hearst manufacturou deliberadamente uma nova ameaça para a América, e fomentou uma nova campanha de jornalismo amarelo visando proibir o cânhamo. Por exemplo, a história de um acidente de viação no qual foi encontrado um cigarro de marijuana dominaria as manchetes durante semanas a fio, enquanto os acidentes de viação relacionados com o álcool (que eram mais de 1000 vezes superiores aos acidentes ligados com a marijuana) eram relegados para as páginas traseiras.
(...)
A proteína completa contida na semente de cânhamo fornece ao corpo todos os aminoácidos essenciais que são necessários para conservar a saúde, e fornece os tipos e quantidades necessárias de aminoácidos de que o corpo carece para produzir soro humano de albumina e soro de globulinas, tais como anticorpos de globulina gama potenciadores da imunidade.
(...)
Ao mesmo tempo que adoptava o vinho como sacramento, e tolerava as cervejas e as bebidas fortemente alcoólicas, a Inquisição proibiu a ingestão de cannabis em Espanha no século XII, e em França no século XIII. Muitos outros remédios naturais foram simultaneamente proibidos. Qualquer pessoa que usasse cânhamo para comunicar com espíritos, operar curas ou com qualquer outro fim era classificada de feiticeiro.
(...)
Quanto ao famoso astrónomo e escritor Carl Sagan (Contacto Cosmos), falecido em 1996 aos 62 anos, a revelação de que era um ávido fumador de marijuana surge na sua biografia Carl Sagan: Uma Vida, da autoria de Keay Davidson. Segundo esta, em 1971, sob o pseudónimo de Mr. X, Sagan escreveu um ensaio para o livro Marijuana Reconsidered, no qual considera que, além de intensificar a sua experiência alimentar, musical e sexual, fumar cannabis foi responsável por inspirações que se saldaram por algum do seu melhor trabalho intelectual - concretamente a sua obra mais consagrada, Os Dragões do Eden, que em grande medida terá sido influenciada pela marijuana.
(...)
Em Nova Orleães, os brancos preocupavam-se igualmente com o facto dos músicos negros, que eram suspeitos de fumar marijuana, estarem a espalhar uma nova música vudu muito ritmada que forçava até as mulheres brancas decentes a bater o pé, e cujo objectivo final era libertá-los do jugo dos brancos. Hoje chamamos a essa nova música... jazz!
(...)
Quando funcionários do governo dos E.U. agem ou conspiram deliberadamente desta forma - sejam eles o presidente, o vice-presidente, o czar nacional antidroga, o director do FBI ou da CIA -, eles deviam ser presos. E, numa sociedade americana honesta, eles seriam responsabilizados pelos 14 milhões de anos a que já condenaram tantos americanos pelo crime de possuírem erva.
(...)
Os prisioneiros a cumprir pena por posse, venda, transporte ou cultivo pacíficos de cânhamo-de-cannabis devem ser imediatamente libertados. O dinheiro e os haveres apreendidos devem ser restituídos. Devem ser apagados os registos criminais, concedida uma amnistia e paga alguma espécie de compensação pelas penas cumpridas. Estes prisioneiros da cannabis são as verdadeiras vítimas deste crime monstruoso contra a Humanidade chamado Guerra às Drogas.
(...)
Sob a influência da marijuana, os mexicanos exigiam um tratamento humano, olhavam para as mulheres brancas, exigiam que os seus filhos fossem educados enquanto os pais colhiam beterraba de açúcar, e faziam outras exigências insolentes. Com o pretexto da marijuana (a Erva Assassina), os brancos podiam agora usar a força e racionalizar os seus violentos actos repressivos.
(...)
Tal como noticia a Playboy, a metodologia vudu de Heath consistia em atar macacos rhesus a uma cadeira e obrigá-los a inalar o equivalente a 63 charros de potente erva colombiana em cinco minutos, através de máquinas de gás estanques. A Playboy descobriu que Heath administrara diariamente 63 charros em cinco minutos num período pouco superior a três meses, em vez de administrar 30 charros por dia durante um ano, tal como se propusera fazer. Veio a descobrir-se que Heath procedeu assim para não ser obrigado a pagar o salário de um assistente durante um ano completo.
(...)
O estudo sublinha o reforço positivo que na Jamaica é socialmente conferido aos fumadores de ganja e o elogio universal da prática por parte dos seus utilizadores, que a fumam como tónico laboral. Os utilizadores descreveram os efeitos de fumar ganja como tornando-os mais espertos, animados, alegres, responsáveis e conscientes. Informaram que fumar ganja era bom para a meditação e a concentração, e criava uma sensação geral de bem-estar e auto-afirmação.
(...)
Foi assim que, quando o jovem piloto George Bush se ejectou do seu avião em chamas após um combate aéreo sobre o Pacífico, ele mal sabia que:
Partes do motor do seu avião eram lubrificadas com óleo de sementes de cânhamo-de-cannabis;
100% das cintas do páraquedas que lhe salvou a vida eram feitas de cânhamo-de-cannabis cultivado nos E.U.;
Virtualmente todo o cordame e cordas do navio que o recolheu eram feitos de cânhamo-de-cannabis;
(...)
A taxação vigente em Portugal na centúria de Quinhentos é reveladora do estatuto económico privilegiado que a cannabis desfrutava à época. Assim, de acordo com uma avaliação feita em 1515 para cálculo das rendas a pagar à coroa, ao cânhamo era atribuída a mais elevada cotação dos vários géneros produzidos no reino - uma pedra (oito arráteis) de linho cânhamo equivalia a 50 réis, contra 40 réis para um leitão, e 20 réis para um alqueire de trigo, um almude de vinho, ou um cordeiro ou cabrito.
(...)
Mas o factor mais importante na difusão da marijuana em Portugal foram sem dúvida os militares portugueses que participaram nas guerras de África. Muitos deles, tendo despertado para os prazeres de fumar liamba ou suruma nas antigas colónias africanas, ao regressarem das suas comissões de serviço faziam-se acompanhar de amostras das potentes variedades de cannabis africana (boi-cola, mangarrossa), que partilhavam com amigos e familiares."



Críticas de imprensa

"O mundo seria infinitamente mais belo se o cânhamo nos governasse a existência. Mas existe uma conspiração contra a inocente plantinha que a todos poderia salvar. Jack Herer, que jurou defender a legalização da marijuana até à morte, denuncia aqui a cabala e glorifica o poder da cannabis. Num estilo graficamente pop e estilisticamente revolucionário, convida os leitores a juntarem-se à guerra".
O Independente #2, Junho 2001

"Retrato de Família: Também conhecido por Imperador do Cânhamo, Jack Herer fez aos 33 anos uma jura a que ainda hoje (já passou dos 60) se mantém fiel: ...Trabalhar todos os dias para legalizar a marijuana e tirar da cadeira todas as pessoas presas por ganza... Do Que Fala: De ganzas, claro. E de milhares de outras aplicações do cânhamo indiano. Fala ainda da perseguição movida aos defensores do produto e o papel histórico da cena - foi também a causa principal da invasão da Rússia em 1812 por Napoleão, jura o autor. A Quem Se Destina: A fumadores de ganzas, obviamente. De preferência os que fumaram a ponto de não recordar o prórpio nome (que dia é hoje?). Ou ainda aqueles que, à semelhança do autor, já perceberam que anda por aí muita gente esquisita a conspirar contra o pessoal da ganza. E que tudo isto (o mundo, enfim) é uma cabala organizada contra a planta que poderia salvar o planeta. Palavra Chave: Enquanto escritor de ficção científica, sinto-me atraído por esta visão de um mundo alterado (...) repleto de pessoas amantes da liberdade que vivem em casas de cânhamo, comem saladas de tofu de cânhamo e guiam os seus automóveis de cânhamo movidos a cânhamo ao longo de auto-estradas bordejadas de cânhamo (do prefácio de George Clayton Johnson)".
(livros), 21 Junho de 2001

"(...) O Rei Vai Nu evidencia-se como um livro informativo, reunindo inúmeros documentos, testemunhos e provas científicas sobre as virtudes da canábis. Mas é também polémico, pelas graves acusações que faz aos sucessivos governos norte-americanos e às suas ligações aos poderosos grupos económicos, em especial a indústria petroquímica e farmacêutica. O sonho de Jack Herer, de assistir ao fim da proibição da canábis e à sua plena integração na sociedade, é alimentado com entusiasmo, por vezes, com obstinação e fantasia ou mesmo excesso verbal. Medidas legislativas, como as aprovadas pelo Parlamento português - que descriminalizou o consumo de drogas ilícitas, poderão contribuir para a reabilitação do recurso natural mais valioso e versátil do mundo. Folhearemos, num futuro próximo, este interessantíssimo livro impresso em papel de cânhamo?"
Gabriela Araújo, Suplemento Cartaz, Expresso, 22 Dezembro 2001

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sobre o autor




Bibliografia


2001  Via Optima

Alcunhado de Imperador do Cânhamo, Jack Herer (1939- ) viu uma variedade de marijuana holandesa ser baptizada com o seu nome, em homenagem ao trabalho que desenvolveu em prol da reabilitação da Cannabis sativa

(...)
O Rei Vai Nu
 
Preço: 
16,66€
 

detalhes do produto


O Rei Vai Nu de Jack Herer

Ano de edição ou reimpressão: 2001

Editor: Via Optima



Dimensões: 208 x 140 x 27 mm

Encadernação: Capa mole

Páginas: 184




Classificação Temática:

Livros em Português
Literatura > Outras Formas Literárias


 

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