sobre o livro
Vivemos num Mundo Plano: o que isso significa para as empresas, países, comunidades, cidadãos; e como os governos e as sociedades podem e devem adaptar-se a esta nova realidade, são algumas das respostas que o autor Thomas L. Friedman avança nesta obra.
"Como é que um país se desenvolve?" é um dos tópicos abordados por Thomas Friedman, um reconhecido jornalista norte-americano, que resume esta obra como uma breve história do século XXI. "Como o mundo tornou-se plano";
"A América e o Mundo Plano"; "Os países em vias de desenvolvimento e o Mundo Plano"; "Empresas e o Mundo Plano"; "Geopolítica e o Mundo Plano" e "Conclusão: imaginação" são as seis secções principais deste livro, dividido em 13 capítulos.
A edição portuguesa tem o prefácio de João César das Neves.
Prefácio de João César das Neves para a edição portuguesa de "O Mundo é Plano"
O livro que tem nas mãos pertence a um género raro.
Trata-se de uma obra que se ocupa da globalização... mas que não diz mal dela! Isso é mesmo muito raro!
Hoje, a globalização é geralmente tomada como destruidora dos povos, arrasadora de empresas, supercalamidade mundial, que pode transformar a nossa vida cómoda num inferno, que fica sempre mal definido.
O habitual é ver a palavra «globalização» junta a expressões como «desastre», «miséria», «exploração». Assim é surpreendente, e até um pouco refrescante, ver um livro que considera esse processo como inevitável, natural e, até, saudável.
Thomas L. Friedman é um famoso colunista do New York Times, várias vezes premiado, e que gosta de misturar nas suas obras a anedota pessoal com a entrevista, a curiosidade histórica com a estatística económica e o documento oficial.
Com brilhantismo e oportunidade, ele conduz-nos por uma viagem estonteante pelos quatro cantos do mundo e por várias eras, para demonstrar, com material muito variado, que vivemos numa época extraordinária de oportunidades, sobretudo para os mais pobres.
A tese básica do autor é a oposta à corrente. A globalização não gera mais pobreza e injustiça. Pelo contrário, ela facilita a vida aos pobres que queiram concorrer no mercado aberto. O que o livro pretende demonstrar é que o mundo está a ficar mais igualitário e nivelado, concedendo aos países atrasados mais oportunidades para entrar em áreas onde antes lhes era impossível participar.
Nos negócios, mas também na investigação, no desporto, na cultura, a globalização está a tornar o mundo mais justo (o tal «mundo plano» do título, brincando com a tese de Colombo de que o mundo é redondo).
Não há muitas dúvidas de que o autor tem toda a razão na sua posição de fundo. O que se está a verificar é que a Índia, a China (principais protagonistas deste enredo), mas também outras zonas, estão a ter grande sucesso na produção de produtos de baixa tecnologia. Isso obriga os ricos a subirem na escala produtiva, entrando em bens e serviços mais sofisticados.
Este processo acabará por beneficiar a todos, criando mais riqueza e alargando imenso os mercados mundiais. Aquilo que se deu há 200 anos, quando a América do Norte entrou no desenvolvimento, ou há 50, quando a Europa do Sul começou a industrializar-se, vai repetir-se agora com as vastas zonas do Oriente. Hoje, como então, o processo faz medo. Mas, bem conduzido, no fim todos ganham.
Com exemplos muito variados e coloridos, o autor consegue ilustrar sucessivamente este tema. O mercado aberto é um jogo limpo em que todos em igualdade de circunstâncias beneficiam. Isso põe a nu a contradição do argumento antiglobalização, que teme as falências nos países ricos, e depois diz que isso é prejudicial aos povos subdesenvolvidos. As duas coisas não podem ser verdade ao mesmo tempo.
Pode dizer-se que o problema é mais complexo e exigente do que este breve retrato faz crer. Largas zonas do mundo, sobretudo em África, ainda não entraram sequer no jogo, não podendo, portanto, ganhar. Mas isso não é um defeito da globalização, mas um seu limite, que o futuro ultrapassará.
Por outro lado, o jogo não é limpo: os países ricos estão a criar barreiras proteccionistas, que falseiam a suposta liberdade de mercado. Mas tal é justificado precisamente pelo medo da globalização, que o livro pretende eliminar.
Deve dizer-se que seria bom que este volume pertencesse a um género ainda raro, o dos livros que apoiam a globalização sem entrarem em euforia. Há custos importantes no processo de ajustamento, quer para as zonas abastadas quer para as emergentes, que devem ser acautelados. Um pouco mais de prudência seria, pois, conveniente.
De qualquer modo, esta obra é muito melhor do que a dieta habitual de livros antiglobalização... e também muito mais divertida.
João César das Neves
Lisboa, 7 de Setembro de 2005

"Este ensaio sobre a lucidez do pensamento contemporâneo é um documento que aborda questões sociais e políticas relacionadas com a 'legalidade' da transferência de informação, os seus custos e as suas vantagens e desvantagens. Se um americano pode estar sentado no seu automóvel em Chicago e pedir um hambúrguer a um operador sentado a uma secretária na China, isso representa, de facto, a economia no seu estado mais 'puro'."
Ruben P. Ferreira, Janeiro de 2006
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detalhes do produto
Ano de edição ou reimpressão: 2006
Editor: Actual Editora
Dimensões: 152 x 238 x 45 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 520
Classificação Temática:
Livros em Português
Política > Política em Geral
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