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No Teu Deserto
No Teu Deserto
Quase Romance
Há viagens sem regresso nem repetição.
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 128
Editor: Oficina do Livro
ISBN: 9789895554645
 
15,14€
Normalmente segue para o correio em 24 horas

 

sobre o livro


Sinopse
Depois de "Equador" e "Rio das Flores", ambos campeões de vendas em Portugal, Miguel Sousa Tavares regressa com um novo romance, que promete conquistar os leitores este Verão!
No Teu Deserto de Miguel Sousa Tavares

Excerto
“Esta história que vos vou contar passou-se há vinte anos. Passou-se comigo há vinte anos e muitas vezes pensei nela, sem nunca a contar a ninguém, guardando-a para mim, para nós que a vivemos. Talvez tivesse medo de estragar a lembrança desses longínquos dias, medo de mover, para melhor expor as coisas, essa fina camada de pó onde repousa, apenas adormecida, a memória dos dias felizes.”

«Éramos donos do que víamos: até onde o olhar alcançava, era tudo nosso. E tínhamos um deserto inteiro para olhar.»

«Ali estavas tu, então, tão nova que parecias irreal, tão feliz que era quase impossível de imaginar. Ali estavas tu, exactamente como te tinha conhecido. E o que era extraordinário é que, olhando-te, dei-me conta de que não tinhas mudado nada, nestes vinte anos: como nunca mais te vi, ficaste assim para sempre, com aquela idade, com aquela felicidade, suspensa, eterna, desde o instante em que te apontei a minha Nikon e tu ficaste exposta, sem defesa, sem segredos, sem dissimulação alguma.»

«Parecia-me que já tínhamos vivido um bocado de vida imenso e tão forte que era só nosso e nós mesmos não falávamos disso, mas sentíamo-lo em silêncio: era como se o segredo que guardávamos fosse a própria partilha dessa sensação. E que qualquer frase, qualquer palavra, se arriscaria a quebrar esse sortilégio.»

«Eu sei que ela se lembra, sei que foi feliz então, como eu fui. Mas deve achar que eu me esqueci, que me fechei no meu silêncio, que me zanguei com o seu último desaparecimento, que vivo amuado com ela, desde então. Não é verdade, Cláudia. Vê como eu me lembro, vê se não foram assim, passo por passo, aqueles quatro dias que demorámos até chegar juntos ao deserto.»

comentários dos leitores


Diferente (Pedro Miguel Leite Clemente Alves)
Eu gostei.


MAIS...PARA QUÊ? (MARIA MANUELA MACEDO ESPÍRITO SANTO DE MENESES)
Li avidamente, quase sem respirar. Este livro é um romance e não romance, silêncio e palavra. Normalmente decepcionamo-nos com os episódios reais que nem sempre tem o desfecho que esperamos e desejamos. É o retrato suspenso da vida de todos nós. Li... reli e eu que não sou de choro fácil, lamentei todos os momentos que desperdiçamos com futilidades. Somos de facto um grão de areia num imenso deserto.


confesso que esperava mais (cristina costa)
Já li dois livros do MST e li este numa tarde e cheguei ao fim sem perceber porque morreu a Cláudiae siceramante esperava mais .Não posso dizer que detestei mas fiquei um pouco desiludida.O Miguel Sousa Tavares que me perdoe mas gostei mais dos outros.


Já não há ninguém para atravessar o deserto... (Cristina Neves)
Comprei o novo livro do Miguel Sousa Tavares à hora de almoço, e já acabei! Gostei imenso! É um page turner! Lê-se avidamente! É uma simples história de amor, durante uma viagem ao deserto do Sahara, mas é ao mesmo tempo, um livro de observações exactas sobre o “terror do silêncio e da solidão “das pessoas que vivem “a bombardear-se de telefonemas, mensagens escritas, mails e contactos no Facebook e nas redes socais da Net”, porque não "aguentam nem um dia de solidão”. Sobre “já não haver ninguém para atravessar o deserto”, porque já não há “ninguém capaz de enfrentar toda aquela solidão”. O livro é sobre a vida. Das “fotografias felizes, que mentem e conseguem suspender a felicidade como se ela fosse eterna”. Das “viagens sem regresso nem repetição”. Da “paisagem pertencer a quem a sabe olhar”. Do “não precisarmos de falar só porque vamos calados. A coisa mais difícil e mais bonita de partilhar entre duas pessoas é o silêncio”. De haver “alturas em que a beleza é tão devastadora que magoa". De “nada durar para sempre – só as montanhas e os rios”. A expedição ao Sahara, descrita no livro, foi comprada pela RTP. Assim sendo, talvez qualquer dia veja a Claúdia “eternamente jovem porque morreu cedo. Tão nova que parecia irreal. Para sempre com aquela idade, com aquela felicidade, a acreditar na amizade, na irresponsabilidade, na felicidade depois de tudo”. “Escrever é usar as palavras que se guardaram: se tu falares de mais, já não o escreves, porque não te resta nada para dizer”. Foi isso que o Miguel Sousa Tavares fez.


Sem palavras (Francisca Holstein)
comecei a ler este livro ao fim da tarde e em menos de 24 horas já o tinha lido, apenas o larguei na hora de trabalho, não tenho palavras para descrever o que senti ao le-lo, só posso dizer que adore!


No MEU deserto (Maria Barros)
‘No teu deserto’ é uma decepção. Decepciona a maneira descuidada como está escrito e que irremediavelmente banaliza a história que MST nos quer contar. Será que MST pensa que optar por um ‘estilo literário’ descurado o aproxima da ‘simplicidade da escrita’ ou do leitor? Decepcionam as descrições estereotipadas da figura e natureza femininas de Cláudia: “Juntava em si essa fabulosa combinação entre uma mulher sensual e uma criança desprotegida - a Marylin que todos os homens desejam poder um dia proteger.” Decepciona a sua visão primária do relacionamento entre um homem e uma mulher: a Cláudia, compete o papel de “criança maltratada”, a MST, o de “lobo mau”. Pior ainda, é o facto de MST se ter servido da voz de Cláudia, que não é um personagem ficcional e que já não pode refutar as palavras supostamente suas, para um exercício ególatra de autopromoção: “...mesmo quando tu te zangavas e desatavas a ralhar comigo (...) e eu ficava calada, a rir-me por dentro e feliz – devo-te isso: feliz – porque adorava ouvir-te ralhar.” Mais do que decepção, incredulidade. E o problema, é que este não é apenas um livro assim, é um livro assim, de Miguel Sousa Tavares.


Confuso mas MT bom (Rui Andre Catalao Ferreira Pinto)
Devo confessar que concordo em parte com o comentário da Maria Barros. É estranha esta forma de escrita em que ele "assume" o pensamento de outra pessoa. É algo arriscado. Fora isso penso que é um livro que se lê optimamente bem. Li o meu numa noite e é 5*


 
 
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No Teu Deserto de Miguel Sousa Tavares


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Bibliografia


2010  Leya

2010  Oficina do Livro

2009  Oficina do Livro

2008  Oficina do Livro

2007  Oficina do Livro

2005  Oficina do Livro

2005  Oficina do Livro

Jornalista português, Miguel Sousa Tavares nasceu no Porto, sendo filho da poetisa Sophia de Mello Breyner e do advogado e jornalista Francisco de Sousa Tavares. Depois de se ter licenciado em Direito, exerceu advocacia durante doze anos, mas abdicou definitivamente desta profissão para se dedicar em exclusivo ao jornalismo.
Estreou-se na televisão em 1978, ao entrar para a Radiotelevisão Portuguesa.
Foi um dos fundadores da revista Grande Reportagem em 1989, publicação da qual se tornou director logo no ano seguinte. Manteve-se na direcção da revista durante cerca de dez anos até ser substituído por Francisco José Viegas.
Ainda em 1989, Miguel Sousa Tavares foi director da revista Sábado, publicação generalista que havia sido lançada no ano anterior por Pedro Santana Lopes. No entanto, manteve-se pouco tempo no cargo devido à instabilidade (...)
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detalhes do produto


No Teu Deserto de Miguel Sousa Tavares

Ano de edição ou reimpressão: 2009

Editor: Oficina do Livro



Dimensões: 155 x 230 x 14 mm

Encadernação: Capa mole

Páginas: 128




Classificação Temática:

Livros em Português
Literatura > Romance


 

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