sobre o livro
Um Direito, o do Autor, que nasce da miséria profunda em que viviam as netas de La Fontaine, o Direito de Diderot e de Kant, de Charles Dickens e de Richard Strauss, de Orson Welles e de Charles Chaplin, de Hollywood, a expressão artística que nasce totalmente da Tecnologia, o Direito dos irmãos Lumiére ou de Pasteur, hoje o Direito dos artistas “techno” Bill Viola ou Bruce Nauman, como (sobre) vive na era das redes e da digitalização?
Anunciam-nos periodicamente a morte do Direito de Autor, o seu óbito mil vezes certificado pelos seus cultores ou pelos seus adversários. Mas será que a Propriedade Intelectual estará mesmo condenada, no mundo novo das redes, o mundo imaterial? Nunca, como hoje, se falou e se escreveu tanto sobre o Direito dos Criadores, e nunca, como hoje, se sentiu que na Tecnologia podem estar algumas respostas.
Quantos anos decorreram desde os suportes de chumbo que permitiam a reprodução das fábulas, ao DRM, à gestão electrónica dos direitos dos autores? Quantos anos levamos do telégrafo à Internet? Somos todos fotógrafos, somos todos jornalistas, somos todos autores? Os telejornais não exibem, diariamente, imagens de videoamadores? O que são os ”blogues”? Diários íntimos ou jornais actualizados ao minuto? O telemóvel não é, hoje, o grande suporte de direitos autorais, a máquina futurista de Wenders cheia de imagens e de sons musicais? Não é verdade que existe um novo nomadismo, uma nova antropologia, somos algo mais que imagens mutantes, de rede, para rede? Código Genético, Código-Fonte, Código Civil? Quem são os proprietários dos novos saberes?
E o Direito, poderá continuar igual ao do século XVIII? Quantos anos mediaram entre o Statute of Ann e os Tratados da OMPI sobre Internet, Direitos de Autor e Direitos Conexos? Afinal foram as grandes Revoluções que “produziram” o Direito de Autor…
A Lei 50/2004, de 24 de Agosto, é a primeira lei portuguesa de Direito de Autor na Era Digital, fruto de uma transposição obrigatória de uma directiva comunitária. Mas uma lei é um corpo vivo, tem de ser interpretado, estudado, à procura de muitos significados, de muitas leituras intertextuais, de ângulos diversos de análise. Para isso foi elaborado este Guia.
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sobre o autor
Manuel Lopes Rocha
Bibliografia
Manuel Lopes Rocha é advogado, sócio da sociedade de advogados Ferreira Pinto & Associados. É membro da Comissão de Legislação da Ordem dos Advogados, responsável pela secção de Direito das Novas Tecnologias e Comércio Electrónico. Tem, também, uma vasta obra publicada, como autor e co-autor, nestes ramos do Direito, onde se incluem os livros Leis do Cibercrime - vol. I, As Leis do Comércio Electrónico, Direito da Informática nos Tribunais Portugueses, O Melhor da Internet para o Direito e Guia da Lei do Comércio Electrónico publicados pelo Centro
(...)Henrique Carreiro
Bibliografia
Henrique Carreiro é um reputado especialista em tecnologias da informação com actividades de Direcção no Grupo Portugal Telecom e presentemente na Microsoft Portugal. Tem centenas de artigos publicados na comunicação social tendo inclusive dirigido já algumas publicações técnicas de
(...)detalhes do produto
Ano de edição ou reimpressão: 2005
Editor: Edições Centro Atlântico
Dimensões: 150 x 228 x 22 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 240
Coleção: Direito das Novas Tecnologias
Classificação Temática:
Livros em Português
Direito > Propriedade Intelectual
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