Documentos da Igreja Sobre a Bíblia 160-2010
(2.ª Edição corrigida e aumentada)
Edição/reimpressão: 1991
Páginas: 2240
Editor: Difusora Bíblica
ISBN: 9789726522911
Coleção:
Dinamização Bíblica








sobre o livro
Sinopse
Para quê? Qual o interesse? Estas e outras perguntas podem ser pertinentes, ou têm a sua razão de ser num cristianismo ainda pouco enraizado na Palavra de Deus. Mas não terão qualquer razão de ser num cristianismo que já assentou as suas bases «sobre a rocha» da Palavra viva de Jesus Cristo (Mt 7,24s).
Muitas vezes se diz que a Igreja católica pouca importância tem dado à Bíblia, que tem deixado o livro do cristianismo nas mãos dos protestantes e das seitas. Esta acusação tem algum fundamento na medida em que, durante séculos, a Igreja católica deu mais importância aos sacramentos, à liturgia, do que à Palavra de Deus. Durante esse período (e em muitos sectores da Igreja ainda hoje), existiu uma mentalidade não de abandono da Bíblia, não de menosprezo pela Palavra de Deus, mas de falta de consciência da importância da mesma Palavra.
A comprovar o que afirmamos - que a Igreja não abandonou a Bíblia - está a grande quantidade de documentos que a Igreja produziu sobre a Bíblia. Estes documentos provam, antes de mais, que a Igreja se preocupou com a Bíblia e com a maneira de ler e de a interpretar. Daí a razão de muitos dos seus documentos terem a pretensão de defender a Bíblia de falsas interpretações. Foi esse cuidado exagerado despendido na «defesa» da Bíblia que, tendo embora óptimas intenções, teve o seu reverso da medalha: provocou um falso temor da Bíblia, o medo de a interpretar mal e, consequentemente, o abandono da mesma.
A determinada altura, a Bíblia passou a ser vista, não como «mesa da Palavra de Deus», como algo vital, de absoluta necessidade para os crentes, como fonte pura donde jorra a verdade de Deus para todo o homem, mas como algo neutro, que tanto vale ter como não ter, como uma «devoção» a par de outras «obrigações». É aqui que está, certamente, o maior pecado da Igreja e dos católicos .
O Concílio Vaticano II produziu uma reviravolta nesta mentalidade da Igreja. A Bíblia, que era «serva da Teologia», passou a ocupar o lugar donde a tinham destronado: a fonte da Teologia e de todas as ciências eclesiásticas; ela, que era vista como algo secundário, como uma espécie de «devoção», passa ao primeiro lugar, à primeira das obrigações de todo o discípulo de Jesus; ela, que era considerada como «livro protestante», passa a ser o «manual», o livro de cabeceira de todos os católicos (Cf. DV 24, 25 e 26).
A Bíblia é, a muitos títulos, um livro difícil e complicado. Difícil e complicado por ser palavra, isto é, linguagem e cultura e, muito mais ainda, por esta palavra ser, além de palavra humana, sobretudo Palavra de Deus. >
É aqui que reside a principal dificuldade da Bíblia. Porque o ser humano não pode conhecer Deus em Si mesmo. Como é Deus? Como é que Deus fala com o homem? Que linguagem utiliza? Que descodificação temos de fazer para nos tornarmos receptores capazes desta Palavra, que nos vem duma pessoa-emissora divina e, por isso mesmo, infinitamente diferente do homem e transcendente? Estas e muitas outras interrogações nos podemos (e devemos) fazer antes de iniciarmos qualquer estudo sério da Bíblia. Mas não poderemos responder-lhes sem um mínimo de esforço e estudo. É muito perigosa a convicção de tantos cristãos, mesmo de certos grupos católicos, que pensam saber a Bíblia pelo facto de saberem soletrar, materialmente, as suas palavras! Sendo a Bíblia um livro dificílimo, exige estudos profundos nos vários campos das ciências bíblicas e da linguagem. >
Porém, não são os estudos bíblicos que nos podem fazer perceber o sentido mais profundo dos textos, nem ouvir a Palavra de Deus que está por detrás das palavras humanas e materiais da Bíblia. É, sobretudo, a oração na fé que nos põe em sintonia com Deus, e nos coloca na onda em que Ele nos quer falar. >
O Deus da Bíblia é, acima de tudo, um Deus-falante, um Deus interveniente na História, um Deus que nunca Se cala para chamar o Seu povo à salvação.
Muitas vezes se diz que a Igreja católica pouca importância tem dado à Bíblia, que tem deixado o livro do cristianismo nas mãos dos protestantes e das seitas. Esta acusação tem algum fundamento na medida em que, durante séculos, a Igreja católica deu mais importância aos sacramentos, à liturgia, do que à Palavra de Deus. Durante esse período (e em muitos sectores da Igreja ainda hoje), existiu uma mentalidade não de abandono da Bíblia, não de menosprezo pela Palavra de Deus, mas de falta de consciência da importância da mesma Palavra.
A comprovar o que afirmamos - que a Igreja não abandonou a Bíblia - está a grande quantidade de documentos que a Igreja produziu sobre a Bíblia. Estes documentos provam, antes de mais, que a Igreja se preocupou com a Bíblia e com a maneira de ler e de a interpretar. Daí a razão de muitos dos seus documentos terem a pretensão de defender a Bíblia de falsas interpretações. Foi esse cuidado exagerado despendido na «defesa» da Bíblia que, tendo embora óptimas intenções, teve o seu reverso da medalha: provocou um falso temor da Bíblia, o medo de a interpretar mal e, consequentemente, o abandono da mesma.
A determinada altura, a Bíblia passou a ser vista, não como «mesa da Palavra de Deus», como algo vital, de absoluta necessidade para os crentes, como fonte pura donde jorra a verdade de Deus para todo o homem, mas como algo neutro, que tanto vale ter como não ter, como uma «devoção» a par de outras «obrigações». É aqui que está, certamente, o maior pecado da Igreja e dos católicos .
O Concílio Vaticano II produziu uma reviravolta nesta mentalidade da Igreja. A Bíblia, que era «serva da Teologia», passou a ocupar o lugar donde a tinham destronado: a fonte da Teologia e de todas as ciências eclesiásticas; ela, que era vista como algo secundário, como uma espécie de «devoção», passa ao primeiro lugar, à primeira das obrigações de todo o discípulo de Jesus; ela, que era considerada como «livro protestante», passa a ser o «manual», o livro de cabeceira de todos os católicos (Cf. DV 24, 25 e 26).
A Bíblia é, a muitos títulos, um livro difícil e complicado. Difícil e complicado por ser palavra, isto é, linguagem e cultura e, muito mais ainda, por esta palavra ser, além de palavra humana, sobretudo Palavra de Deus. >
É aqui que reside a principal dificuldade da Bíblia. Porque o ser humano não pode conhecer Deus em Si mesmo. Como é Deus? Como é que Deus fala com o homem? Que linguagem utiliza? Que descodificação temos de fazer para nos tornarmos receptores capazes desta Palavra, que nos vem duma pessoa-emissora divina e, por isso mesmo, infinitamente diferente do homem e transcendente? Estas e muitas outras interrogações nos podemos (e devemos) fazer antes de iniciarmos qualquer estudo sério da Bíblia. Mas não poderemos responder-lhes sem um mínimo de esforço e estudo. É muito perigosa a convicção de tantos cristãos, mesmo de certos grupos católicos, que pensam saber a Bíblia pelo facto de saberem soletrar, materialmente, as suas palavras! Sendo a Bíblia um livro dificílimo, exige estudos profundos nos vários campos das ciências bíblicas e da linguagem. >
Porém, não são os estudos bíblicos que nos podem fazer perceber o sentido mais profundo dos textos, nem ouvir a Palavra de Deus que está por detrás das palavras humanas e materiais da Bíblia. É, sobretudo, a oração na fé que nos põe em sintonia com Deus, e nos coloca na onda em que Ele nos quer falar. >
O Deus da Bíblia é, acima de tudo, um Deus-falante, um Deus interveniente na História, um Deus que nunca Se cala para chamar o Seu povo à salvação.
Documentos da Igreja Sobre a Bíblia 160-2010
de Herculano Alves
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de Herculano Alves
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detalhes do produto
Documentos da Igreja Sobre a Bíblia 160-2010
de Herculano Alves
Ano de edição ou reimpressão: 1991
Editor: Difusora Bíblica
Dimensões: 152 x 216 x 46 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 2240
Coleção: Dinamização Bíblica
Classificação Temática:
Livros em Português
Religião e Moral > Estudos Bíblicos
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