







sobre o livro
A MINHA MULHER
Um pai, uma mãe, o filho destes (Nuno), a sua mulher (Laura) e um amigo de família (Alexandre), todos numa casa de férias, num verão quente. Os dias repetem-se, pastosos, secos e amargos, num carrossel fechado, agoniante, de insultos e maus tratos e conflitos, ignorados ou escondidos por uma escuridão que os abafa. E apesar de a convivência se tornar cada vez mais intragável, de as acusações endurecerem, nenhuma mudança se descortina, nenhuma atitude que permita avistar um fim.
A Minha Mulher de José Maria Vieira Mendes partiu da vontade de pensar em teatro sobre o embate travado por duas gerações. E acabou numa reflexão sobre a memória, sobre a repetição e o amor, sobre a escrita para teatro também e sobre o escuro.
Esta peça começou a ser escrita depois da leitura de peça em um acto de Strindberg Brincar com o Fogo.
ONDE VAMOS MORAR
De novo pais e de novo filhos. Américo é o pai, doente e solitário. Vítor, o seu filho, casado com Gabriela que o deixa para partir em viagem. Patrícia, a irmã de Gabriela, vive na casa da infância, vazia agora que os pais morreram. Gustavo regressou depois de vinte anos fora do país e procura uma casa onde ficar e o pai que já há muito não via. Mas encontra apenas Vânia, a sua meia-irmã, que está ainda no princípio. E por último Mário, que trabalha como estafeta para uma florista incompetente que se engana sucessivamente na morada dos clientes.
São sete as personagens, deambulando pelas suas histórias e cruzando-se umas com as outras, numa teia irregular que todos une. Gente que entra e sai numa cidade onde muita coisa se esconde ou não se vê, onde as ruas ficam desertas à noite e por onde passa um comboio que não se sabe para onde vai.
Desencontros, partidas e abandonos. A morte, sempre. Uma peça sobre a morte, sim, o escuro, claro, mas também sobre a distância, o regresso, o esquecimento, a procura de uma morada, uma casa, só. E uma peça também sobre o fim do diálogo.
Para José Maria Vieira Mendes, a conclusão de um tempo e o arranque de outro.
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sobre o autor
Bibliografia
Frequentou, em 2000, a International Summer Residency do Royal Court Theatre of London, no International Forum 2008 dos Berliner Festspiele.
Traduziu teatro de Samuel Beckett, Jon Fosse, Harold Pinter, Heiner Müller, Fassbinder, Dea Loher, Duncan McLean ou Bertolt Brecht.
O seu trabalho no teatro está desde sempre, e de vários modos, ligado aos Artistas Unidos e também, actualmente, ao Teatro de Praga, como membro da companhia.
Das suas peças destacam-se: Dois Homens (1998); Se o Mundo não fosse assim (2004); A Minha Mulher (2007); O Avarento ou A última festa (2007); Onde Vamos Morar (2008); Aos Peixes (2008) e ANA (2009).
Algumas das suas peças foram já traduzidas para inglês, francês, italiano, espanhol, polaco, norueguês, (...)
detalhes do produto
Ano de edição ou reimpressão: 2007
Editor: Cotovia
Dimensões: 115 x 150 x 8 mm
Classificação Temática:
Livros em Português
Arte > Artes de palco
Literatura > Outras Formas Literárias
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